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Desenvolvimento sustentável

Edição 618 - 20 a 27 de Abril de 2017

Muita gente fala sobre desenvolvimento sustentável, mas muita gente não tem a noção exata do que seja isso. A definição mais aceita é de que ele seja capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Mas, esta é uma discussão que não pode se restringir aos gabinetes governamentais às salas de reuniões, aos encontros, seminários e congressos. Tem de ir para a prática. Embora ela (a definição) tenha surgido diante da necessidade de se discutir e propor meios de harmonizar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental, para que isto seja alcançado, depende-se de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.
Às vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende, não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.
O crescimento econômico/populacional das últimas décadas é marcado por disparidades. Os países do Hemisfério Norte têm, apenas, um quinto da população do planeta, mas, detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial. E, dentre as medidas que podem ser adotadas, tanto pelos governos, quanto pela sociedade civil em geral, para a construção de um mundo pautado na sustentabilidade, estão a redução ou eliminação do desmatamento; o reflorestamento de áreas naturais devastadas; a preservação das áreas de proteção ambiental (reservas e unidades de conservação de matas ciliares); a fiscalização, por parte dos governos e das populações, de atos de degradação ao meio ambiente; a adoção da política de reduzir; reutilizar; reciclar; repensar, recusar e reutilizar; a contenção na produção de lixo e direcioná-lo, corretamente, para a diminuição de seus impactos; o combate às queimadas; a diminuição da emissão de poluentes na atmosfera, tanto pelas indústrias quanto pelos veículos e outros, a opção por fontes limpas de produção de energia que não gerem impactos ambientais em larga e média escala e a adoção de formas de conscientizar o meio político e social destas medidas.
Certamente que não é fácil para um país mergulhado em crise. Mas, é importante, necessário, e inadiável, que este assunto seja colocado em evidência. Antes que seja tarde demais. Que tal começarmos, por Anápolis, uma ampla discussão sobre desenvolvimento sustentável? As futuras gerações, por certo, agradecerão.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa