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Operadoras de telefonia móvel lideram ranking de piores prestadores de serviços em Anápolis

Geral Comentários 05 de junho de 2014

Principais reclamações são de ligações que não se completam e serviços de internet incompatíveis aos vendidos nos planos


O setor de telecomunicações, principalmente de telefonia móvel, é um dos que sempre estão no ranking de reclamações dos consumidores. Cada vez mais, essas companhias deixam a desejar quando o assunto é qualidade do serviço prestado. E, não se pode dizer que é por falta de lucro. Essas empresas comercializam, diariamente, milhares de novas linhas.
De acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT), o Brasil tem a tarifa mais cara do mundo. Diante disso, os consumidores costumam comprar mais de um chip, de diferentes operadoras, para aproveitar as promoções. Mesmo assim, os serviços ainda deixam a desejar. E, como uma regra brasileira, muito pouco, ou nada, é feito para obrigar essas empresas a investirem em mais tecnologia e garantir que se cumpram os serviços que foram prometidos na hora das vendas.
A ordem que as principais empresas de telefonia móvel ocupam nos rankings de reclamações de todo Brasil variam, mas as principais sempre estão lá, sem exceção.
O Ranking das 50 instituições com maiores índices de reclamações, divulgado pelo PROCON do Estado de Goiás, mostra as quatro principais empresas de telefonia móvel com índices elevados: Claro, OI, Tim e Vivo.

PROCON de Anápolis
Em Anápolis, o CONTEXTO também teve acesso ao número de reclamações registradas no PROCON nos últimos 12 meses. Em primeiro lugar está a Claro, com 691 reclamações; seguida pela TIM com 173; logo depois a Oi, telefonia móvel, com 170 reclamações; e por último a Vivo, com 100 reclamações.
De acordo com o diretor do PROCON de Anápolis, Valeriano Abreu, essas reclamações estão muito abaixo do número real de consumidores insatisfeitos. Segundo ele, as pessoas costumam procurar o órgão somente diante problemas mais graves, como de uma cobrança indevida. “Precisamos que as pessoas registrem suas reclamações mais vezes, mesmo que por problemas aparentemente pequenos, por exemplo, uma ligação que não conseguiram fazer. Isso permite que o PROCON crie um detalhamento de dados e cobre dessas empresas melhorias”, apontou.
Segundo Valeriano Abreu, a atuação do PROCON com vistas à melhoria desse tipo de serviço se dá, principalmente, através da imposição de penalidades, como multas às empresas operadoras de telefonia por sua má prestação de serviço.

Reclamações
As reclamações são muito maiores do que as divulgadas pelo PROCON. Nas redes sociais e em sites de reclamação, todos os dias, tem um ou outro expressando sua indignação pelo descumprimento do que foi prometido por essas empresas.
Os leitores do CONTEXTO Luzenira Santos; José Júnior; José Eduardo Santos; Ricardo Borba Assumpção; Cláudia Gonçalves; Coriolando Souza Silva; Talmon Pinheiro Lima; Juliana Del Fiaco; André Luiz Almeida; Bernardo Aires Massa; Abrahão Luiz Isaac; e Robson Alves Batista, acreditam que falta fiscalização, leis e mais pressão dos consumidores para que os serviços melhorem.
“Regionalmente reclamamos da operadora Claro, mas acredito que em cada região do Brasil tem uma operadora A ou B cujo serviço não presta. Deveríamos ter leis mais rígidas e uma maior fiscalização para corrigir as falhas”, acredita José Junior. Para isso acontecer, José Eduardo Santos entende que o consumidor precisa abrir a boca e reclamar sempre. “Acho que sempre que não estiver funcionando devemos reclamar junto aos órgãos competentes e exigir nossos direitos”, disse.
Coriolando Souza e Silva vê como correta o posicionamento de órgão como o Procon, que divulgam para o público as operadoras com o pior serviços prestado. Talmon Pinheiro Lima concorda: “O ideal seria agir preventivamente. Entretanto, a Anatel sempre se mostrou omissa no dever de fiscalizar e exigir das operadoras a divulgação dos indicadores do Plano Geral de Metas de Qualidade, para que o consumidor tivesse parâmetros objetivos na hora de escolher uma operadora e pudesse exigir que os serviços fossem prestados adequadamente”.
Descrente na melhoria dos serviços de telefonia móvel, o advogado Zulmar Milazzo desabafa: “Meus dias de uso de celular estão contados! A moda das operadoras agora é "cair a linha". Nós ligamos de novo, pagamos mais uma ligação para a mesma pessoa e mesmo assunto e pronto”. Zulmar vai além e propõe: “Porque não lançamos aqui e agora uma data em que nós, usuários das operadoras, nesse dia escolhido, desliguemos os celulares? Seria um “Dia Nacional do Protesto às Operadoras”.

Autor(a): Wanessa Mereb

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