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Operação desmanche

Contexto Político Comentários 16 de abril de 2010

Mesmo diante de negativas, tem-se como certo que o Governo Alcides Rodrigues vai ficar desfigurado a partir de agora.


Operação desmanche
Mesmo diante de negativas, tem-se como certo que o Governo Alcides Rodrigues vai ficar desfigurado a partir de agora. Em que pese ele próprio afirmar que fez substituições mais técnicas do que políticas e que o perfil do Governo não será afetado, entende-se que os novos secretários que assumiram em substituição aos que vão ser candidatos, ou que decidiram sair da equipe, têm seus perfis diferenciados dos demais e, certamente, vão aplicá-los nos meses restantes do Governo. É natural até.
E, o mesmo pode-se afirmar em relação à Prefeitura de Goiânia, onde assumiu o vice-prefeito Paulo Garcia (PT), em substituição a Íris Rezende (PMDB), que, mais uma vez, será candidato ao Governo. Neste caso, as mudanças já começaram, e devem ser mais profundas do que se possa imaginar.
Assim sendo, com importantes modificações no primeiro escalão do Governo Estadual, e na Prefeitura da Capital, haverá, indiscutivelmente, modificações, também, no aspecto administrativo estadual. Isto, sem contar a nova configuração na Assembleia Legislativa, para onde retornaram alguns deputados que vinham ocupando cargos no Governo. Com as eleições se aproximando, tem-se como certo que a proposta político/partidária vai ser cada vez mais incisiva, deixando de lado a questão administrativa. O que se teme é a desativação, ou a desaceleração de projetos importantes para o benefício da população. Obras físicas e sociais, que podem ser deixadas em segundo plano, enquanto os líderes vão cuidar das eleições. E da própria sobrevivência política.

Enigmático
Muita gente ainda não entendeu por que Jorcelino Braga deixou o comando da Secretaria Estadual da Fazenda. Alguns dizem que ele deverá ser candidato a deputado estadual, ou a federal. Já, outros afirma que Braga seria uma espécie de “carta na manga” para a chamada chapa alternativa, sob o comando de Alcides Rodrigues que, hoje, tem como candidato, Vanderlan Cardoso. Esse mistério tende a se prolongar por mais algum tempo.

Confirmado
O leitor deve estar lembrado que, na edição passada, esta coluna anunciava que estava prestes a começar o período de dossiês anônimos contra candidatos nas eleições de outubro. Pois é... O primeiro deles já foi publicado, e tem como alvo o senador Marconi Perillo (PSDB). E, dizem, mais coisas do mesmo teor estariam a caminho para serem divulgadas. Uma pena que a política esteja ganhando tais contornos, ao invés de discutir propostas de melhoria para a qualidade de vida da sociedade.

À margem
Seguindo uma tendência de várias eleições, Anápolis deve ficar, mais uma vez, à margem das discussões para a formação das chapas majoritárias, em que pese seu contingente superior a 200 mil eleitores. À exceção de Onaide Santillo, que foi candidata a vice de Maguito Vilela em 2006, nenhum outro nome de Anápolis surgiu com força para pleitear uma vaga de governador, vice-governador, senador ou suplente de senador.

Candidata?
Primeira suplente de senador de Demóstenes Torres (DEM) a ex-primeira dama de Anápolis, Sandra Melon, estaria sendo cotada para disputar uma cadeira de deputada estadual, ou deputada federal por Anápolis. Ausente da cidade há tempos, desde que se separou do ex-prefeito Ernani de Paula, Sandra Melon ainda desfrutaria de prestígio político na cidade. Ela não foi encontrada para comentar o assunto que saiu em um dos jornais de Goiânia.

Leis inócuas
De que se tem notícia, nenhum político, em qualquer nível, no Brasil, cumpriu pena, seja privativa de liberdade, seja pecuniária, ou qualquer outra forma, por ter sido condenado devido a desmandos administrativos. E, mais raro ainda, é saber de algum que tenha sido sentenciado. Uma ínfima porcentagem tem os processos concluídos. A esmagadora maioria prescreve ou vai para os arquivos. Então, para que servem as leis?
Sem contar que, no Brasil, existe uma espécie de indústria de processos contra políticos. Por qualquer coisa, peticiona-se uma ação contra ocupantes de cargos públicos.

Comando
O vereador Amilton Batista (PTB), disse ter ficado perplexo com os comentários de que a troca do titular do 3º. CRPM - Comando Regional da Polícia Militar, Coronel Vicente Ferreira, teria uma motivação política, pelo mesmo ser filiado ao PSDB, partido do senador Marconi Perillo, atual adversário do PP do governador Alcides Rodrigues. O vereador foi mais além, dizendo que o substituto do Coronel Vicente, seria uma indicação do deputado e ex-prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal. Onde há fumaça...

Imprensa
Depois de vários vereadores tecerem comentários a respeito da atuação da Polícia Militar em Anápolis, que estaria aquém do que a cidade necessita em alguns setores da cidade, e sobre os episódios que envolveram a saída do Coronel Vicente do 3º. CRPM, o vereador Valmir Jacinto (PR) achou um culpado: a imprensa. Na visão do vereador, os jornalistas nada sabem sobre a Polícia Militar e ficam “semeando discórdias”. Esquece-se o vereador de que a imprensa nunca desmereceu o trabalho do referido oficial e de nenhum outro membro da corporação. Muito pelo contrário, tem sempre apoiado a PM e não poderia ser diferente. Jornalistas não precisam ser PHDs em segurança pública para reportar fatos ou opinar. Pois, além do crivo da sociedade que acompanha o trabalho da categoria, seja nas emissoras de rádios, jornais ou canais de TV, os profissionais de comunicação, ao contrário dos vereadores, não gozam do instituto da imunidade parlamentar. Ao contrário, estão sujeitos aos rigores do Código Penal.

Monólogo
O novo Regimento Interno da Câmara Municipal de Anápolis tem melhorado a dinâmica dos trabalhos dos vereadores. Mas, peca ainda pelo descumprimento. Na sessão ordinária da última terça-feira,13, o vereador Wesley Silva utilizou por 45 minutos, o tempo reservado ao Grande Expediente, que deveria ser de 20 minutos. Extrapolou, ao dobro, o tempo regulamentar, com aquiescência da Mesa Diretora. Independente da relevância do assunto, não se pode abrir precedentes, ou vira bagunça.

Candidato
O vereador Assef Nabem (PMDB) esbravejou que “ela” (sem citar o nome, mas todo mundo sabe que se trata de Onaide Santillo) não “é o único nome do PMDB de Anápolis para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa”. O edil confessou que abriu vaga da liderança do partido na Câmara Municipal, para que o colega Wesley Silva ganhasse a possibilidade de projetar o seu nome e possa disputar o concorrido cargo. A bronca também foi porque, ao se colocar como única candidata, “ela” - de acordo com o vereador - estaria faltando também com respeito a outra figura ilustre do PMDB anapolino, o ex-deputado e ex-conselheiro do TCE, Frederico Jaime Filho, que é também um nome colocado no rol dos pré-candidatos a uma vaga no parlamento goiano.

Antenado
O senador e pré-candidato ao Governo de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo, tem feito sucesso com o uso de ferramentas de mídias eletrônicas, em especial o Twitter, para divulgar suas idéias e ações no Senado. Na quinta-feira,15, o parlamentar usou a ferramenta para informar que apresentou à Mesa Diretora da Casa, um requerimento para que o ministro Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete da Presidência da República, “dê explicações sobre o dossiê contra mim”. Ainda no Twitter, Perillo adiantou que denúncias de supostos superfaturamentos, arrecadação de propinas, corrupção e outros desvios no Dnit em Goiás chegaram ao seu gabinete. O senador também falou da homenagem prestada pela Assembleia Legislativa ao ex-prefeito de Goiãnia, Nion Albernaz. Disse: “o nosso professor Nion é o Pelé da política em Goiás. Além de craque, soube a hora de parar e abrir espaço para os mais jovens”.

Campanha
Corre em algumas rodas, a proposta de reeditar a campanha para incentivar os eleitores de Anápolis a votarem em candidatos da cidade, principalmente, para a Assembleia Legislativa. Não deixa de ser uma iniciativa importante para que o município possa alcançar uma melhor representatividade no parlamento goiano. Mas essa é uma questão que depende muito mais dos partidos, em montarem chapas competitivas, do que propriamente dos eleitores. Mesmo porque, candidatos daqui também precisam buscar votos em outras localidades. O que não dá mais é o que vem se repetindo ao longo dos anos, chapas sendo montadas com nomes sem densidade eleitoral. E, além disso, é necessário criar e estimular novas lideranças e fortalecê-las para os embates futuros.

Discurso
O PSDB acena com um discurso agressivo ao Governo Lula, para contrapor ao palanque da pré-candidata petista Dilma Rousseff. Esquece que, durante os últimos anos, afirmaram que Lula pegou carona nas conquistas do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso e que muita coisa evoluiu no país, durante a era FHC, que teria deixado o terreno preparado para o País crescer. Se assim foi, o PSDB, ao criticar Lula, estaria criticando a si próprio, por tabela. Portanto, nessa ótica, a estratégia seria um tanto quanto arriscada.

3ª. Via
Em política, de praxe, uma candidatura no espaço que se convencionou chamar de terceira via, quase sempre tem um candidato que “bate” pesado nos opositores, forçando, eventualmente, dividir votos entre um dos lados opositores. No caso de Goiás, o ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, até onde se tem conhecimento, não é reconhecido como um político de oratória mais agressiva. Ou pode ser que mude de tom ou, então, o governador Alcides Rodrigues está criando uma terceira via à sua semelhança.

Internet
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a mudança no texto da Resolução nº 23.191 para liberar a realização de debates entre candidatos na internet e eliminar equiparação da rede mundial de computadores a emissoras de rádio e televisão para esse fim. A resolução dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas em campanha eleitoral nas eleições de 2010. Por erro material, o texto original estendia para a internet as regras aplicadas a rádio e televisão.

Rádio e TV
Conforme a resolução 23.191, os debates em rádio e TV serão realizados segundo as regras estabelecidas em acordo celebrado entre os partidos políticos e a pessoa jurídica interessada na realização do evento, dando-se ciência à Justiça Eleitoral. Caso não haja acordo, nas eleições majoritárias, a apresentação dos debates poderá ser feita em conjunto, estando presentes todos os candidatos a um mesmo cargo eletivo ou em grupos, estando presentes, no mínimo, três candidatos. Já nas eleições proporcionais, os debates deverão ser organizados de modo que assegurem a presença de número equivalente de candidatos de todos os partidos políticos e coligações a um mesmo cargo eletivo, podendo desdobrar-se em mais de um dia.

Autor(a): Claudius Brito

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