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OMS anuncia fim da pandemia

Saúde Comentários 14 de agosto de 2010

No ano passo, houve 77 óbitos em Goiás, causados pelo vírus influenza H1N1. Em Anápolis, os registros dão conta de quatro mortes


A Organização Mundial da Saúde - OMS, anunciou o início da fase pós-pandêmica da gripe H1N1. Isso significa que o vírus continua circulando no mundo, mas junto com outros vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade diferente entre os países.
De acordo com informações da Secretaria da Saúde, em Goiás cerca de 60% da população está imunizada, os profissionais estão capacitados e os hospitais preparados para o atendimento. Foram aplicadas 3,14 milhões de doses durante o período de imunização.
O órgão goiano de Saúde ressalta que o Estado está em quinto lugar na homogeneidade da vacinação contra H1N1, e levando em consideração os grupos prioritários, mais de 88% dos municípios goianos ultrapassaram a meta de 80% em cada grupo, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a OMS, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, a resistência ao antiviral fosfato de oseltamivir não se desenvolveu de forma importante e a vacina se mostrou uma medida eficaz para proteger a população. Essas evidências contribuíram para a decisão da OMS de mudar o nível de alerta para fase pós-pandêmica. O Ministério da Saúde ressalta, no entanto, que é necessário continuar monitorando o vírus e manter os cuidados típicos do período do inverno, como os hábitos de higiene.
Em Goiás, no ano de 2009, segundo o boletim de acompanhamento epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde, houve 1.236 casos suspeitos da Gripe Influenza H1N1, sendo que 387 casos foram confirmados, assim como um total de 77 óbitos. Destes, 18 foram registrados em Goiânia,13 em Aparecida de Goiânia e 4 óbitos foram registrados em Anápolis. Os demais espalhados por vários municípios por onde o vírus se propagou.
Em Anápolis, a Secretaria Municipal de Saúde teve de montar um esquema especial pois o medo da doença levou milhares de pessoas aos postos de saúde. Em algumas escolas, as aulas chegaram a ser suspensas e, nas ruas e em locais públicos, algumas pessoas usavam máscaras para se prevenir.

Autor(a): Da Redação

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