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Ofertas de emprego crescem no Município depois de dois meses

Economia Comentários 27 de setembro de 2018

Cidade gerou, em agosto, 150 novos empregos formais após experimentar longo período de quedas


O mercado de trabalho em Anápolis voltou a reagir, abrindo novas vagas de trabalho com carteira assinada em agosto. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego, no mês foram admitidos 3.267 trabalhadores e demitidos outros 3.177, números que resultaram em um saldo positivo de 150 novos empregos formais.
Em junho e julho, o saldo foi negativo nos dois meses, com 401 e 197 vagas de empregos celetistas fechadas respectivamente, quebrando um ciclo de saldos positivos que vinha sendo mantido desde o início do ano. Com as 150 novas vagas abertas, este ciclo, iniciado em janeiro, acabou sendo retomado em agosto. De acordo com o CAGED, em janeiro foram abertas 399 vagas, em fevereiro, 378, em março, 414, em abril, 289 e, em maio, 119 abrindo perspectivas para mais contratações no restante de meses que ainda faltam para fechar 2018.
“A nossa expectativa é muito positiva” disse a coordenadora da Unidade de Atendimento do SINE, Milene de Souza Mota aonde, segundo ela, mais de 300 vagas vem sendo oferecidas diariamente. Ela lembrou, no entanto, que a falta de qualificação continua sendo o maior entrave para que as vagas sejam totalmente preenchidas. Sobre a movimentação diária de trabalhadores na unidade, a coordenadora informou que em agosto foram atendidos 11.311 trabalhadores para a intermediação do SINE na busca por emprego e também para a inscrição em cursos de qualificação profissional. Além disso, o órgão protocolou 1.937 postagens de seguro desemprego, dentre outros serviços que oferece aos trabalhadores. Estatística
Os dados mostram que, do total de 3.267 admissões em agosto, 288 foram para o primeiro emprego, 2.835 para o reemprego e 138 através de contrato de trabalho por tempo determinado. Já entre os 3.177 demitidos, 1.953 foram desligados sem justa causa, 40 por justa causa, 668 a pedido dos próprios trabalhadores, 12 por morte e três por aposentadoria. O CAGED de agosto mostra, também, que as funções que mais admitiram foram as alimentador de linha de produção, servente de obras, vendedor de comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório em geral.
O setor de Serviços foi o segmento da economia anapolina que mais abriu vagas de empregos formais, com 208 novos postos de trabalho, seguido pela construção civil, com outros 34 e o comércio, com oito. Em contrapartida, a indústria de transformação foi o segmento que mais fechou postos de trabalho (-82), seguido pelo Serviço de Industrial de Utilidade Pública (SIUP), com12 vagas fechadas e a agricultura, com saldo negativo de seis vagas. A administração pública e a extração mineral não apresentaram saldo em agosto.
Entre os Municípios goianos com mais de 30 mil habitantes, 21 apresentaram saldo positivo de geração de empregos e 13 com saldo negativo. A liderança de saldo positivo ficou com Goiânia, com 1.486 novas vagas de empregos celetistas, seguida por Aparecida de Goiânia (1.192), Cristalina (823), Formosa (157), Anápolis (150), Luziânia (120), Niquelândia (108), Senador Canedo (102) , Goianésia (89) e Quirinópolis.
Já entre os municípios com saldo negativo, a liderança ficou com Valparaíso de Goiás (-306), seguido de Planaltina (-126), Caldas Novas (-104), Santa Helena de Goiás (-101), Trindade (-97) , Rio Verde (-58), Catalão (-53), Uruaçu (-42), Jataí (-39) e Goiatuba (-23),
No Estado, o saldo também foi positivo, de acordo com os dados do CAGED de agosto. No mês, foram abertas 4.721 vagas de empregos formais, um resultado da diferença entre 51.529 admissões e 46.808 desligamentos. Com esse saldo, Goiás foi o sétimo Estado que mais gerou vagas de trabalho no mês.
Em todo o País, foram criados 110.431 novos empregos, um número distribuídos entre as cinco regiões, todas com saldo positivo em agosto, lideradas pelo Sudeste , com 41.303 novas vagas, seguida pelo Nordeste, com 36.460 novos postos de trabalho, Centro-Oeste, com 13.117, Sul, com 10.243 e, no Norte, com 9.308 novas vagas.

Autor(a): Ferreira Cunha

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