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Ocupação do novo presídio foi, novamente, debatida em Anápolis

Segurança Comentários 09 de maro de 2017

Ainda não se definiu uma data para os presos de Aparecida retornarem à origem


A inesperada transferência de mais de 500 presos da Penitenciária Odenir Guimarães, que funciona em Aparecida de Goiânia, para o recém-construído Presídio de Anápolis, ocorrida em na tarde/noite do dia 23 de fevereiro último, assim como as consequências dessa medida para a Cidade foram, novamente, tema de reunião realizada na sede das Promotorias de Justiça da comarca no começo da semana. O encontro teve a participação dos promotores de Justiça Carlos Alexandre Marques e Lucas César Costa Ferreira; da juíza da 4ª Vara Criminal de Anápolis, Lara Gonzaga de Siqueira; do superintendente de Administração Penitenciária, Victor Dragalzew; do gerente de Inteligência da Superintendência de Administração Penitenciária, Major Júnior; do diretor do Presídio, Fábio de Oliveira Santos; do presidente do Conselho da Comunidade da comarca, Gilmar Alves dos Santos; do presidente da Subseção da OAB de Anápolis, Ronivan Peixoto de Morais Júnior; de vereadores e do Comandante do Terceiro Comando Regional da PM, Coronel Giovanni.
Na reunião, os promotores expuseram a situação de crise surgida em Anápolis com a transferência dos presos, ocorrida em função da rebelião na POG. Segundo enfatizaram, foram realocados no presídio mais detentos do que o local comporta, gerando superlotação. Além disso, com o apoio da Juíza Lara Gonzaga de Siqueira, reiteraram que a transferência foi feita de forma irregular e lembraram-se da necessidade de uma comunhão de esforços necessária para a concretização de uma nova unidade prisional que atendesse a comarca, trabalho que pode ser inviabilizado com a ocupação do espaço pelos presos da POG.
Durante os debates, tanto os promotores de Justiça, quanto a juíza Lara Gonzaga de Siqueira, ressaltaram a necessidade de se dar cumprimento à decisão judicial, proferida na última semana, que determina o retorno dos presos à POG, no prazo de 15 dias, a contar da data da publicação da referida sentença O superintendente de Administração Penitenciária assumiu o compromisso, na reunião, de que os detentos retornarão para o complexo prisional de Aparecida de Goiânia, mas não quis informar a data em que isso acontecerá, diante da necessidade de tratar do assunto com outros órgãos da administração pública.
Os promotores reforçaram, então, a intenção de se exigir o cumprimento da decisão judicial, tendo o coronel Dragalzew reiterado que a medida será cumprida. Ele manifestou a disposição de manter um “intenso diálogo” com o Ministério Publico, objetivando esclarecer todos os encaminhamentos que estão sendo dados para a solução do problema. E pontuou ser necessário fazer o retorno dos presos de uma forma segura, planejada, que evite o caos no sistema prisional. (Com dados da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

Autor(a): Nilton Pereira

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