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Obra vai exigir grande mudança na logística de tráfego na BR 060

Infraestrutura Comentários 25 de maio de 2012

Assim que for liberada a construção do viaduto no trevo de acesso ao Distrito Agro Industrial de Anápolis, deve ser criado um novo sistema para escoar o trânsito na região


Enquanto não se viabilizam, na prática, as obras de edificação do viaduto no trevo de acesso à GO 330 e, consequentemente ao DAIA, na BR 060, outra discussão começa a nascer em torno da logística a ser aplicada para a dinâmica do trânsito na região. Ressalte-se, que, de acordo com dados do próprio DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), a BR 060, em seu trecho ligando Goiânia a Brasília, está entre as mais movimentadas do País. É que, além da descarga natural do tráfego na rodovia propriamente dito, a BR escoa, também, o trânsito urbano de mais de uma dezena de bairros, vários deles densamente habitados, além de ser a porta para o DAIA, por onde trafegam centenas de caminhões e carretas diariamente, assim como para se ganhar a chamada região da Estrada de Ferro, demandando a Silvânia; Vianópolis; Pires do Rio, Catalão e outras, até ganhar o Estado de Minas Gerais. E, tem-se no DAIA o chamado “elemento complicador”, devido ao massificante movimento de cargas, operado através de grandes veículos o que, naturalmente, provoca congestionamentos e outros problemas para se escoar o tráfego de veículos menores, os ônibus do transporte coletivo que servem ao DAIA e aos bairros da região, assim como o movimento urbano existente naquele setor. Convém salientar que é devido, principalmente, às dificuldades de acesso ao Distrito Agro Industrial que surgiu, há mais de uma década, um movimento para a construção do citado viaduto.
Assim sendo, com a interdição da área para as obras, que terão a movimentação de grande volume de terras, abertura de valas e a ocupação de espaços para os canteiros de obras, já começa a ser pensada uma forma de se permitir o tráfego natural que hoje se observa. A alternativa mais aceita é a abertura de vias auxiliares passando por dentro do DAIA, assim como ocupando parte do setor urbano da Cidade, mais especificamente o Bairro São João, a Vila Esperança e outros próximos. Outra opção apontada como interessante, é a imediata formação do anel viário, contornando o DAIA pela parte posterior, ligando ao Viaduto “Miguel Braga”, na bifurcação da BR 060, que segue rumo norte, já com a denominação de BR 1534, ou Belém-Brasília, para onde seria desviado o tráfego de caminhões, ônibus e carretas.
E, para o tráfego urbano defende-se, dentre outras alternativas, o aproveitamento dos vãos sob a BR 060, nas proximidades da UEG, servindo ao movimento de pequenos veículos (automóveis, motos etc.), o que possibilitaria, inclusive, segurança para o tráfego de pedestres, muito incisivo na região. Esta possibilidade foi levantada, inclusive, pelo chefe do posto da PRF em Anápolis, César Oliveira. Segundo ele, a passagem sob a rodovia é mais segura e mais prática. O patrulheiro defende, inclusive, a adoção de processo semelhante quando das próximas intervenções nas rodovias federais que cortam o perímetro urbano. Ao invés das passarelas metálicas, que enfrentam forte rejeição dos pedestres (a maioria prefere cruzar as pistas de rolamento, colocando as vidas em risco) a subir os degraus dos artifícios colocados à sua disposição.
Exemplificando esta rejeição, cita-se a existência de passarelas metálicas instaladas na década de 90, na região do Viaduto “Ayrton Senna”, subutilizadas durante todo esse tempo. De acordo com testemunhas, tais passarela, dificilmente são utilizadas. Da mesma forma, as que foram instaladas recentemente, na trincheira ligando o Bairro de Lourdes ao Jardim Europa, também não registram qualquer movimento de pedestres. E, mais recentemente, foi colocada a passarela na trincheira entre o Jardim Progresso e o Parque dos Pirineus que, de igual forma, entende-se, será pouco utilizada, fortalecendo a tese de que as passagens sob as rodovias são mais práticas, mais eficazes e mais baratas.

Autor(a): Nilton Pereira

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