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Obra do novo prédio da Câmara será retomada em agosto

Cidade Comentários 22 de julho de 2016

O anúncio foi feito pelo presidente Lisieux José Borges, segundo ele depois de algumas correções feitas no projeto arquitetônico e nos cálculos estruturais


A obra de construção do novo prédio da Câmara Municipal de Anápolis deverá ser retomada em agosto, depois de ficar paralisada por quase três meses devido a divergências entre a construtora vencedora da licitação, a Albenge Engenharia e os responsáveis pelo projeto arquitetônico e de cálculos estruturais, elaborados por duas empresas diferentes.
O reinício das obras foi anunciado pelo presidente da Câmara, vereador Lisieux José Borges (PT), depois que uma equipe técnica do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA) fez uma vistoria no local. Segundo ele, a obra não está e nem será embargada, ao contrário de comentários neste sentido que circulam pela Cidade. Lisieux Borges disse que a obra foi paralisada por causa de problemas relacionados a erros de cálculos estruturais que se chocam com o projeto de arquitetura.
Ele revelou que a Albenge Engenharia tentou corrigir as falhas, explicando, porém, que com o tempo elas foram se avolumando, gerando prejuízos na execução dos serviços. Sem querer arcar com os prejuízos, a empreiteira decidiu, então, paralisar a obra até que seja encontrada uma solução para o problema.
Lisieux José Borges garantiu que algumas falhas foram corrigidas depois de uma revisão nos projetos, mas não antecipou que mudanças teriam sido feitas. “A empresa responsável pelos cálculos reconheceu que houve erro em sua elaboração”, disse o presidente da Câmara sem fornecer detalhes técnicos que teriam sido corrigidos. Ele limitou-se a informar que o impasse maior são as planilhas, que, em sua opinião, precisariam ser revistas, sem, contudo, revelar se este trabalho foi realmente realizado no período em que a obra ficou paralisada.
Elementos arquitetônicos
Além disso, revelou apenas que foram retirados do projeto elementos arquitetônicos considerados desnecessários, mas que, em tese, segundo ele, não alteram o aspecto funcional do prédio. “Por eles serem desnecessários, a retirada destes elementos vai representar uma economia nos gastos com a sua construção”, acrescentou o Presidente, explicando que a data exata de retomada das obras depende, apenas, de um acerto entre a empreiteira e as empresas responsáveis pelos projetos de arquitetura e de cálculos.
Ele reconheceu que a obra sofrerá mais atrasos por conta dessa paralisação e das divergências que surgiram durante a sua execução. “Espero que a sua retomada ocorra o mais rápido possível”, disse o vereador revelando que tem a pretensão de inaugurar o novo prédio da Câmara em etapas, apesar de, ainda, não haver previsão de quando a obra será parcial ou totalmente concluída.
O presidente tem pressa na conclusão da obra porque, segundo justificou, um anexo alugado onde funciona uma parte das atividades do Legislativo terá que ser entregue ao proprietário ainda este ano. Segundo ele, sem a alternativa deste prédio alugado, a Câmara poderá enfrentar problemas em seu funcionamento depois de encerrado o seu contrato de locação.
Orçada em R$ 17,1 milhões, a obra começou a ser construída no início do segundo semestre de 2014 com recursos de um fundo, criado em 2009, com depósitos mensais de R$ 50 mil por parte da Câmara e também da Prefeitura, além de outros aportes. Até o momento, conforme apurou o Jornal Contexto, a Prefeitura, responsável pela obra, já realizou empenhos de pagamentos na ordem de R$ 8,7 milhões, ou seja, a metade do seu custo original.
Para retomar a obra, vários entraves precisam ser solucionados, dentre eles, a impossibilidade de ser aditivado o contrato com a Albenge Engenharia. Para que isso ocorra, é necessário comprovar que houve erro grave nos projetos e na execução da obra e obter um aval do Ministério Público e do Tribunal de Contas dos Municípios, além da parte legal, de responsabilidade do Município e saber se os recursos desse fundo em caixa serão suficientes para a sua conclusão.

Autor(a): Ferreira Cunha

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