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Obeso mórbido luta por cirurgia bariátrica

Cidade Comentários 02 de dezembro de 2016

Com 1,90m de altura e 220 quilos, Luciano Pereira, de apenas 34 anos, está com Índice de Massa Corporal de 60,5, considerado o mais alto grau de obesidade mórbida


Cadastrado, há dois anos e meio, no Hospital Geral de Goiânia e sem perspectiva de ser atendido em curto ou médio prazos, o desempregado Luciano Rodrigues de Barros Pereira, um obeso mórbido de, apenas, 34 anos de idade, está pedindo socorro às autoridades do setor de saúde ou então à própria sociedade anapolina para se submeter a uma cirurgia bariátrica. Sem condições financeiras para bancar seu tratamento contra a obesidade e, muito menos, os custos de uma cirurgia que possa evitar que problemas mais sérios venham a comprometer, ainda mais, a sua frágil saúde, Luciano é obeso mórbido há mais de 10, período em que engordou mais de 100, dos 220 quilos que tem hoje.
Desempregado e sem condições físicas para o trabalho, Luciano sempre foi funcionário de empresas do segmento de marmoraria, onde se destacava pela competência e honestidade. Mesmo assim, hoje elas não o aceitam mais por causa de sua obesidade e de suas conseqüências e nem Luciano reúne condições de saúde ideal para trabalhar nesta área. Por isso, ele está desempregado e sem nenhuma esperança de voltar ao serviço, um problema que se torna ainda mais grave pelo fato de ser casado e pais de dois filhos.
Um dos filhos, João Pedro, um jovem de 16 anos de idade é deficiente com seis tipos variados de transtornos, o que torna a vida de Luciano, de sua esposa Raquel e da filha Luana, de apenas oito anos. ainda mais difícil. Só um dos medicamentos usados pelo filho João Pedro custa R$ 500,00, sem incluir outros que ele usa e que consomem por mês mais R$ 250,00. De tanto lutar e insistir, recentemente o medicamento mais caro passou a ser fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde, depois de uma determinação da Justiça.
Sem emprego e, por consequência, sem rendimento que, pelo menos, possa cobrir os custos com alimentação, água e energia, Luciano
Rodrigues ainda tem um gasto mensal de R$ 600,00 com o aluguel de uma casa, no Bairro JK. “Eu e minha família estamos sobrevivendo com a ajuda das pessoas, de grupos religiosos e vizinhos”, conta. E revela que seus problemas de saúde são tratados em postos com um reduzido quadro de profissionais da área.
Consequências
A única consulta que Luciano fez com um endocrinologista, uma das especialidades que tratam a obesidade e seus desdobramentos, foi há mais de dois anos. Mesmo assim, precisou esperar um ano para ser atendido por um endocrinologista da rede pública e que, mesmo ao se constatar ser um caso grave, não tem o acompanhamento de um médico desta especialidade e, nem mesmo, de um nutricionista, outra área que poderia ajudá-lo no controle ou na redução de sua obesidade.
Com 1,90m de altura e 220 quilos, hoje, o Índice de Massa Corporal (IMC) de Luciano é de 60,5, um valor que o coloca no terceiro grau de obesidade mórbida, com riscos de desenvolver diabetes; problemas cardíacos; doença arterial, sendo a mais comum a coronariana, e risco de sofrer um infarto agudo do miocárdio ou, um acidente vascular encefálico; trombose com isquemia, necrose de partes distais com os pés e pernas, problemas articulares e depressão, dentre outros.
Alguns desses sintomas já começam a se manifestar. Ele tem dificuldades para dormir por se sentir sufocado ao se deitar, uma situação que se agrava com refluxos, falta de ar e problemas arteriais nas pernas e pés. Com tanto desconforto causado pela obesidade, Luciano não segue uma dieta alimentar. “Nem dá para fazer dieta se quase tudo o que comemos é fruto da bondade das pessoas”, justifica revelando que, mesmo assim, tem uma alimentação que considera “normal”.
Com tantos problemas de saúde, de falta de trabalho e de um rendimento que possa fazer frente às suas despesas básicas, Luciano ainda enfrenta muitos inconvenientes quando sai de casa. “Outro dia me senti muito constrangido quando entrei no ônibus coletivo e não conseguir passar pela catraca”. Segundo ele, umas pessoas que estavam próximas ficaram rindo e debochando de sua obesidade.
Ele reconhece que junto com a obesidade e o sobrepeso vem, também, uma série de dificuldades como o preconceito e as limitações no dia a dia. “Não é fácil superar os olhares nas ruas e vencer o preconceito”, lamenta Luciano Rodrigues. Ele reconhece que precisa de um fator decisivo em sua vida para que ela mude e melhore. “E isso só virá com a cirurgia bariátrica”, garantiu.

Autor(a): Ferreira Cunha

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