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O estressadinho

Boa Prosa Comentários 01 de julho de 2010

Um conhecido empresário de Anápolis, no início dos anos noventa, prestes a se casar, encomendou uns móveis sob medidas em uma marcenaria que funcionava na região do Jardim Mirrage.


Um conhecido empresário de Anápolis, no início dos anos noventa, prestes a se casar, encomendou uns móveis sob medidas em uma marcenaria que funcionava na região do Jardim Mirrage. Armários, mesas, cadeiras, guarda-roupas etc. E, de boa fé, achou por bem pagar adiantado, com a promessa de que os móveis ficariam prontos dentro do prazo combinado.
Acontece que não foi bem assim. Passaram-se os dias, venceu-se o prazo acertado e, nada de móveis. O empresário foi à marcenaria, ajustou outro prazo, esperou vencer e, novamente, nada de móveis prontos. Isto se sucedeu por várias semanas e, toda vez, a enrolação era a mesma.
Foi quando numa certa tarde, pressionado pela noiva que cobrava os móveis todo dia, nosso empresário, de forma decidida, foi à marcenaria. Não se surpreendeu com a mesma ladainha do dono. “Está quase pronto, dia tal eu entrego”.
Sem falar nada, ele saiu e, próximo à oficina, encontrou-se com um amigo. Conversa vai, conversa vem, e ele perguntou: “Você tem um machado para me emprestar?”. O outro disse que não, mas, sabia de alguém que tinha e se prontificou a ir até lá com ele.
Chegando a uma residência próxima, realmente, existia a tal ferramenta. “Posso usar o machado um minutinho?”, perguntou ao dono. A resposta foi positiva. Então, nosso empresário colocou o machado no carro (um Escort XR3 prata) e dirigiu-se, novamente, à marcenaria. Foi uma cena digna do filme “Um dia de fúria” (Michael Douglas e Roberto Duvall-1993). Ele entrou na marcenaria e foi quebrando, à machadadas, tudo o que encontrou pela frente. Os móveis que havia encomendado e, de quebra, desculpando a redundância, os de outros clientes que ali estavam também. Ninguém ficou na marcenaria. Minutos depois, o cenário era desolador. Cacos de móveis espalhados por todos os cantos. Chamaram a Polícia, mas quando esta chegou, nosso empresário já havia “dado no pé”.
Dias depois, arrependido, voltou à marcenaria. Quando o proprietário o avistou, saiu correndo. Mas, ele retornara ali, apenas, para pedir desculpas. E, pagar o prejuízo que causou.
Trata-se de uma história mais do que verídica e seus personagens são por demais conhecidos em Anápolis. Por sinal, voltaram a ser amigos.

Autor(a): Nilton Pereira

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