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O crime não compensa

Geral Comentários 12 de dezembro de 2014

Maníaco da máscara foi preso por “astúcia policial” de delegada


Criminoso se recusou a fazer exame de DNA que comprovaria crime de estupro. A delegada Aline Vilela, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher recolheu uma escova de dentes de Miguel Hebert dos Santos Soares, o que permitiu a realização do exame
Miguel Hebert dos Santos Soares, 27, recolhido à Cadeia Pública de Anápolis desde 2013, estava prestes a ganhar a liberdade. Preso por roubar e estuprar mulheres, ele ainda estava sendo investigado por outros delitos semelhantes, pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) do Município, sob o comando da delegada Aline Vilela. Na quarta-feira, 10, Miguel foi abordado por policiais civis do Grupo de Capturas e Apoio Operacional (CAOP) de Anápolis, sob o comando do Delegado Regional Álvaro Cássio Santos, no interior da Cadeia.
De acordo com o titular da Terceira Regional da Polícia Civil, dois mandados de prisão foram cumpridos no Presídio de Anápolis: um expedido pela 2ª e, outro, pela 3ª Vara Criminal do Município. Conforme o inquérito, Miguel roubava e estuprava suas vítimas. O delegado Álvaro Cássio disse que Miguel Hebert responde a sete processos e que a prorrogação de sua prisão foi possível graças à ação da delegada Aline: “Em uma astúcia policial, ela conseguiu recolher uma escova de dentes do Miguel”. Com isto, foi possível fazer o exame de DNA com material retirado do utensílio e houve uma agilização da produção dos laudos pela Polícia Técnico-Científica. O detento havia se recusado a fazer por livre vontade o exame.
Cinco casos já foram confirmados. Exames estão em andamento na Polícia Técnico-Científica para confirmar os outros dois. Mas, o delegado Álvaro Cássio entende que existe “prova técnica irrefutável” que permite a comprovação de todos eles. “Por isso, ele estava se recusando a fazer o exame de DNA”, complementou. Durante a investigação houve dificuldades para a localização do suspeito. “O Grupo de Capturas descobriu que ele estava preso”, explicou. “O detalhe foi a astúcia da delegada Aline”, continuou, ao citar o papel desempenhado pela titular do DEAM. Sobre os crimes cometidos, Álvaro informou que Hebert “ia para os pontos de ônibus por volta de cinco horas da manhã, abordava as vítimas, roubava os celulares e estuprava as mulheres”. As investigações avançaram, conforme relatou, quando a Delegacia de Atos Infracionais de Anápolis recebeu a denúncia de uma menor que havia sido vítima dos crimes. A partir daí, o desfecho foi positivo e Hebert, apenas, continuou onde já estava: na cadeia.

Autor(a): Da Redação

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