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Número de acidentados preocupa polícia e saúde

Trânsito Comentários 04 de janeiro de 2013

Estudo mostra que tratamento para pessoas vítimas de acidentes geram custo de mais de R$ 8 milhões em Goiás


A Operação Fim de Ano da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), realizada entre os dias 28 de dezembro de 2012 e 1º de janeiro de 2013, se concentrou nas cidades turísticas como Caldas Novas e Pirenópolis por causa do desenvolvimento da Balada Responsável. Foram contabilizados 71 acidentes nesse período contra 79 no fim de 2011. Redução de 11%. Na contramão dessa estatística, o total de feridos aumentou de 55 no fim de 2011 para 93 no final de 2012, o que representa salto de 40%. Já o de mortos caiu de nove para seis, também na comparação. Os PMs aplicaram 2.724 multas nesta última operação, contra 4.116 na de 2011, queda de 51%.
A PRE se preocupa com o alto índice de feridos em acidentes. O subcomandante do 1º Batalhão da PRE, major Luis César Gonçalves de Paiva, avalia que a falta conscientização dos motoristas é a principal causa dos acidentes. “Segundo relatos médicos, 10% das vítimas que são conduzidas para o hospital vêm a óbito ou durante a condução ou depois. Quase a totalidade desses acidentes é provocada pela imprudência do motorista. Excesso de velocidade, ultrapassagem em local proibido. Há condutores que acham que o cinto de segurança é para ser usado só para passar pela fiscalização rodoviária e não é. É para a segurança dele. Então, abordamos fora dos postos nos bloqueios e os passageiros estão praticamente todos sem o cinto. Isso aí em um acidente a uma velocidade a 80 km/h ou vai morrer ou será arremessada para frente e matar o motorista”, alerta.
De acordo com ele, é obrigação dos condutores habilitados respeitar a legislação de trânsito e verificar as condições do veículo antes de pegar a rodovia, atentar para as luzes do farol e condições dos pneus e estepe. Com a vigência da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que permite a instalação de radares eletrônicos de monitoramento de velocidade sem placas de aviso, a Agetop e PRE irão mudar a estratégia.
O major afirma que os equipamentos serão posicionados em novos locais onde está sendo constatado alto índice de ocorrência de acidentes para flagrar exemplos de imprudência e notificar os condutores. “A consciência do motorista, infelizmente, é o bolso. Quando pesar no bolso, aí melhora”, comenta.
Durante a realização da Operação Fim de Ano, foi empregado o efetivo diário de 140 policiais militares distribuídos nas barreiras fixas e patrulhamento das GOs em 40 viaturas. Entre os dias 31 de dezembro de 2012 e 1º de janeiro de 2013, houve reforço de 30 homens nas cidades turísticas.

Saúde pública
Os acidentes nas estradas não são problemas apenas para a polícia, mas também para a saúde pública. Para se ter uma ideia desta realidade, em 2011 foram registradas 155 mil internações no SUS em todo Brasil relacionadas a acidentes de trânsito, o que representou um custo de mais de R$ 200 milhões, segundo informação do Ministério da Saúde. Só no estado de Goiás, foram realizadas 5.975 hospitalizações nesse ano, o que custou R$ 8,3 milhões aos cofres públicos. Esse valor leva em conta apenas as internações na rede hospitalar pública, sem considerar os custos dos atendimentos imediatos às vítimas feitos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU), nas Unidades de Pronto Socorro e Pronto Atendimento e na reabilitação do paciente com consultas, exames, fisioterapia, dentre outros.

Lei seca
A Lei 12.760, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, que torna mais rígida a chamada “Lei Seca”, prevê que quem for pego dirigindo sob influência de álcool ou outra substância psicoativa terá a carteira de habilitação recolhida e o veículo, retido. O motorista estará sujeito, ainda, à multa que passa de R$ 957,70 para R$ 1.915,40 e à suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O valor da multa dobrará em caso de reincidência.
As penalidades serão aplicadas quando a conduta do motorista for constatada por concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. E, ainda, por sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora.
A verificação da incapacidade do motorista de dirigir também poderá ser obtida por meio de teste de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova admitida, observado o direito à contraprova.

Autor(a): Da Redação

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