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Núcleo de atendimento oferece ajuda às famílias

Cidade Comentários 06 de setembro de 2013

Além do tratamento ambulatorial/psicológico, os centros de atenção trabalham na reestruturação dos lares atingidos


Com a reforma psiquiátrica, ocorrida no País em 2001, foi prevista a implantação dos Centros de Atenção Psicossocial, CAPS, antes, Núcleos de atenção psicossocial, NAPS. Em 2002, o Programa Nacional de Atenção Comunitária Integrada aos Usuários de Álcool e Outras Drogas foi criado pelo Governo, para prover atenção aos usuários, o que fez com que dois anos depois, em 2004, fosse inaugurado em Anápolis um CAPS proveniente do Programa, o CAPS - AD.
Nele, são atendidos, pelo Sistema Único de Saúde, usuários de álcool e outras drogas que necessitem de acompanhamento médico e psicológico. De acordo com o Coordenador do CAPS, Bruno Rodrigues Ferreira, os pacientes não careciam de encaminhamento, bastando apenas, procurarem a unidade, localizada na Rua Engenheiro Portela, setor central, no período de sete da manhã a cinco da tarde, onde o acolhimento é realizado de imediato. “Todas as informações necessárias relacionadas à vida do paciente, não somente ao vício, são levantadas a partir de uma triagem, ou entrevista inicial. Em seguida, é decidida a forma como os profissionais irão trabalhar junto ao paciente”, explica ele sobre o funcionamento da unidade.
Dados oficiais revelam que de 70 a 100 atendimentos são realizados semanalmente por uma equipe composta por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiras e técnicos de Enfermagem. Além do atendimento especializado, o CAPS oferece oficinas de trabalhos manuais e relaxamento, assim como, participação em grupos terapêuticos, inclusive para pessoas que tenham familiares envolvidos com a dependência química.
Atendimento
Segundo o coordenador, o atendimento realizado tem por base uma política de redução de danos. “Não forçamos o paciente a parar com o uso das drogas imediatamente. Mas, de acordo com o tempo dele, vamos trabalhando seu vício e todos os prejuízos envolvidos, de forma adaptada à realidade de cada um”, expõe.
Dentre os casos mais comuns estão os de alcoolismo, e usuários de maconha e crack. Como é o caso do filho de Dona M.J., usuário de crack, droga em uma forma menos pura que a cocaína, e que gera dependência em velocidade e potência extremas ao seu consumo. “Por já não saber mais o que fazer diante da dependência química do meu filho, e as constantes ameaças que recebia, recorri ao Ministério Público, que encaminhou profissionais do CAPS - AD a minha casa”, relata M.J.
A partir dali, seu filho, que hoje segue internado em uma clínica de recuperação, passou a receber acompanhamento pelo CAPS, bem como M.J., que há três anos frequenta a Terapia Familiar, oferecida pela unidade aos parentes de dependentes químicos, no que diz respeito a acompanhamento psicológico. “Na terapia familiar aprendi a lidar com meu filho e comigo mesma. Os profissionais do CAPS foram um suporte para que eu resgatasse minha autoestima, roubada pela situação. Hoje, ajo de forma mais firme diante da dependência do meu filho”, comenta a mãe que, quando não pode ir à terapia que ocorre semanalmente, diz sentir muita falta.
Para Bruno Rodrigues, o diferencial do CAPS-AD é a forma como os profissionais ali estabelecidos realizam suas atividades. “Tratamos o paciente com dignidade e respeito. Levando em conta sua individualidade e seus limites. Por isso, não o obrigamos a passar por nada de maneira compulsória, sendo possível tratar a maioria dos casos sem internação” conclui.

Autor(a): Carol Evangelista

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