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Novo procedimento para combater o cálculo renal

Saúde Comentários 19 de junho de 2015

A litotripsia, rápida e indolor, renovou a forma de tirar cálculos renais dos pacientes do SUS em Anápolis


A rede municipal de saúde atingiu, nesta semana, o número de 500 pacientes atendidos na realização da litotripsia, procedimento utilizado para a quebra de cálculos nos rins e canal uretral sem necessidade de cirurgia. Há três anos a Prefeitura agregou ao serviço de saúde pública de Anápolis esse procedimento, numa demonstração de que é meta da administração oferecer à população tratamentos modernos e humanizados.


De acordo com o urologista encarregado do setor, Pedro Tavares, a implantação da litotripsia foi um grande avanço para a saúde pública em Anápolis. “Esses 500 pacientes atendidos em três anos representam uma grande evolução para o SUS”, afirma. E acrescenta: “A máquina adquirida pela Prefeitura é moderna e hoje recebemos procura até de pessoas que possuem plano de saúde”.


A litotripsia era encontrada somente na rede particular e apresentava alto custo. Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) precisavam ser submetidos a intervenções cirúrgicas, com cortes de até de 15 centímetros, anestesia geral, internação e demoravam até 15 dias para voltar às suas rotinas.


Sem nenhum corte, a litotripsia quebra os cálculos por meio de ondas eletromagnéticas e permite que o próprio organismo expulse os fragmentos. O paciente recebe apenas sedação e leva, no máximo, meia hora para se recompor após o término do procedimento, que é totalmente indolor.


Segundo ele, o procedimento tem inúmeras vantagens. “O custo é menor para o paciente e para o município, considerando que não há gastos com internação, são utilizados menos medicamentos, e o paciente pode voltar ao trabalho, normalmente, no dia seguinte”, explica.


Cerca de oito procedimentos de litotripsia são realizados semanalmente na unidade instalada no Hospital Municipal, em pacientes de seis a 85 anos, com cálculos que variam de 0,5 a 2,3 cm. Esses pacientes são assistidos por um técnico de radiologia, anestesista e médico especialista em urologia durante o tratamento.

Autor(a): Da Redação

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