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Novo presídio: Marconi dá dois meses para a obra sair do papel

Geral Comentários 11 de novembro de 2011

Recado foi transmitido pelo deputado estadual Carlos Antônio (PSC). Segundo ele, o processo já está em licitação, mas se o projeto não avançar, o Estado tomará para si a responsabilidade


O Governador Marconi Perillo vai esperar dois meses para que seja conhecido o resultado da licitação para a construção do Presídio de Anápolis, orçado inicialmente em R$ 12 milhões. Caso, neste prazo, não haja uma definição, o Governo tomará para si a iniciativa de fazer com que a obra, efetivamente, saia do papel. A promessa foi transmitida pelo deputado estadual Carlos Antônio (PSC), a pedido do próprio Marconi, segundo informou o parlamentar durante visita de trabalho à Câmara de Vereadores, na última quarta-feira, 09.
De acordo com o deputado, Marconi Perillo externou, ainda, que a construção da unidade prisional no Município agora “é uma questão de honra para o Governo”. Carlos Antônio declarou que “se não for possível com recursos federais, será com recursos próprios do Estado”, novamente transmitindo manifestação que teria sido expressa pelo Governador, por telefone, pouco antes de ele chegar á reunião com os vereadores.
Além disso, Marconi Perillo teria solicitado a confirmação de outros projetos de interesse da Cidade, como a construção da sede do 5º Distrito Policial, “para a qual está destinada uma verba, em caixa, de 500 mil reais e, se necessário, será complementada”, informou Carlos Antônio. Conforme adiantou, a previsão é de que a obra seja concluída, ainda, no primeiro semestre do ano que vem. Também, foi reiterado o compromisso com o projeto de construção do Centro de Convenções, estimado em R$ 40 milhões. Recentemente, o próprio Governador apresentou a maquete em evento com empresários. Parte dos recursos já está garantida, mas outra parcela deve ser oriunda de parceria com o capital privado. O deputado colheu assinaturas dos vereadores para outra proposição: um pedido de recursos a ser encaminhado formalmente ao Governo, para a transferência de recursos para o Hospital Espírita Psiquiátrico.
O deputado falou, ainda, sobre questões relacionadas à Celg que, na verdade, foi o real motivo de sua participação no encontro com os vereadores. Na ocasião, ele apresentou um relatório obtido na empresa, em que é feito um comparativo sobre as receitas, investimentos e outras questões financeiras da estatal. (veja matéria correlata) E, em relação ao possível fechamento da Central de Atendimento de Anápolis, Carlos Antônio trouxe uma sugestão, dada também pelo Governador Marconi Perillo, para que os vereadores assinassem um documento (o que foi feito durante a reunião), reivindicando formalmente a manutenção do serviço. “O que existe hoje, é que há uma recomendação para que o atendimento seja centralizado, mas o Governador promete intervir a favor do Município, dentro do que for legal”, enfatizou.

Os números da Celg
O relatório fornecido pelo deputado Carlos Antônio (PSC), mostram um cenário positivo da Celg, numa comparação relativa aos meses de janeiro a setembro de 2010, com o mesmo período deste ano.
Conforme os dados apresentados, a Celg teve um aumento de receita de R$ 2,46 bilhões para R$ 2,55 bilhões, portanto, uma diferença de R$ 84 milhões, correspondente a 3,41% no período. Os empréstimos tomados pela estatal, nos nove primeiros meses de 2010 somaram R$ 200 milhões, enquanto que no mesmo período deste ano, somaram R$ 20 milhões, uma redução de mais de R$ 180 milhões. O custo de captação sofreu, também, redução na ordem de 13,79%. Em relação ao saldo devedor dos empréstimos, em setembro do ano passado o mesmo era de R$ 692 milhões e, em setembro deste ano, estava em R$ 470 milhões, uma redução de R$ 222 milhões (32%). O tempo de inadimplência que, no começo de janeiro deste ano chegava a 300 dias, caiu para oito dias.
O levantamento aponta, ainda, que houve um incremento de 6,6% em relação aos investimentos. Em 2010, no período de janeiro a setembro, eles somavam 20,4% e, este ano, no mesmo período, a 27%. Os investimentos no sistema pularam de 27,9% para 37%; os investimentos corporativos, de 7,2% para 41% e no programa Luz para Todos, de 9,4% para 12%. Finalmente, há um dado sobre pagamento de ICMS. O total deste ano está em R$ 756 milhões, sendo que os valores pagos, e a pagar, são de, respectivamente, R$ 492 milhões (65%) e R$ 267 (35%).

Autor(a): Claudius Brito

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