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Novas indústrias devem investir mais de R$ 120 milhões e gerar 750 empregos

Economia Comentários 23 de dezembro de 2016

Cinco empresas de grande porte anunciaram a intenção de investir em Goiás, sendo que duas plantas, na área de fármacos e de produção de máquinas agrícolas são para Anápolis


Por meio da intermediação do governador Marconi Perillo, cinco empresas de peso do cenário nacional formalizaram, na última quarta-feira, 21, a intenção de instalarem unidades de produção e distribuição em Goiás. Representantes da Coteminas, Dudalina, Bio Scie, Kamal, Farmtrac anunciaram investimento totais de R$ 437 milhões em Goiás e geração de 9.540 empregos no Estado durante solenidade no 10° andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia. O evento contou com a participação de dezenas de empresários, representantes de entidades econômicas, prefeitos e deputados estaduais.
As cinco empresas que assinaram protocolo de intenções com o Governo do Estado hoje vão atuar nos setores alimentícios, fármacos, confecções e implementos agrícolas e começam a instalar suas unidades de produção em 2017. Dois destes empreendimentos foram anunciados para Anápolis.
A empresa goiana Bio Scie Indústria e Comércio, que atua no segmento farmacêutico, anunciou mais R$ 47 milhões para a construção de uma filial no Município. A expectativa é que sejam gerados 500 empregos diretos e cerca de 1,5 mil indiretos, com a transferência de tecnologia de ponta dos Estados Unidos e Coreia do Sul. A outra empresa que pretende se instalar em Anápolis é a Farmtrac, que prevê início imediato da construção da unidade de máquinas e implementos, com investimento da ordem de R$ 75 milhões e a previsão de gerar 250 vagas.
O grupo Coteminas, fundado pelo ex-vice-presidente da República, José de Alencar, e com e com sede em Montes Claros (MG), anunciou um investimento de R$ 300 milhões em Acreúna, no Sudoeste goiano. A Dudalina, indústria de confecções de camisas com matriz em Blumenau (SC), anunciou investimento de R$ 3 milhões na construção do seu centro de distribuição em Aparecida de Goiânia. Serão gerados 200 empregos diretos. Já a Kamal Alimentos vai se instalar em Jandaia, com investimento de R$ 12 milhões e geração de 60 empregos diretos e 180 indiretos.
Em discurso, o governador destacou que Goiás celebra um investimento de quase R$ 500 milhões em meio à pior crise da história recente do País. “Isso não é comum. É por isso que estamos aqui para celebrar. Muito obrigado aos executivos e empresas por acreditarem em Goiás. Vocês estão gerando mais emprego e renda para os goianos. Somos gratos por isso. Daqui a um ano, mais trabalhadores terão condições de levar mais recursos para dentro de suas casas graças a vocês”, afirmou.
Ele ainda analisou o cenário macroeconômico e o impacto disso na economia goiana. “O PIB do Brasil encolheu 8,3% nos últimos anos. No mundo o cenário é um pouco diferente. Chile, Peru e Colômbia crescem 4% em média. A China dobra de PIB a cada 12 anos. Goiás não é uma ilha e sofre os efeitos dessa retração da economia brasileira. Mas mesmo assim temos juntado força, com o setor privado, para vencer essa corrente negativa. Um exemplo disso está aqui”, afirmou.
Marconi lembrou dos primeiros resultados dessa articulação entre governo e setor privado para melhoria da qualidade de vida dos goianos. Goiás acumula, nos dez primeiros meses deste ano, o título de segundo maior gerador de empregos, como reflexos do ciclo de prosperidade vivenciado pelo Estado, desde que assumiu em 1999. “É por isso que quero dedicar esse momento aos investidores que acreditam no nosso Estado e no nosso governo”, afirmou.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves, disse que ver empresários fazendo esses investimentos, neste momento, não deixa dúvida de que 2017 será melhor. “Nosso Estado é pujante e tem um governador que acredita que o crescimento econômico se faz junto dos empresários. O aumento das atividades econômicas vai ajudar a resolver o problema de caixa dos governos”, destacou.

Autor(a): Da Redação

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