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VANDER LÚCIO

 

[ 19 03 2010 ]

Notas da boa prosa - Ed. 256

 

Notas Gerais - Ed. 256

 

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A menina e o fotógrafo
Esta, quem contou foi Orlando Dourado, mais conhecido por “Baiano Fotógrafo”.
Segundo ele, ao fazer algumas fotos para uma senhora, moradora na Vila São Joaquim, foi orientado a procurá-la em sua residência dias depois para receber pelos serviços. Na data combinada, “Baiano” foi até o endereço citado, chamou na campainha e ninguém atendeu. Retornou mais duas vezes e, nas duas, encontrou a casa fechada.
Na terceira oportunidade ele disse que tocou a campainha e saiu uma menininha de uns dois a três anos, com alguma dificuldade para falar. Então se travou o seguinte diálogo: “Baiano” - Cadê sua mãe, minha filha?
Menina - Minha mãe saiu.
“Baiano” - A que horas ela volta?
Menina - Não sei.
“Baiano” - Você está sozinha?
Menina - Não, minha irmã está lá dentro.
“Baiano” - Chama sua irmã lá...
A menina saiu e, passados cinco longos minutos, retornou sozinha.
“Baiano” - Cadê sua irmã, minha filha?
Menina - Ela ficou lá... não dei conta de “tirar ela” do berço. Ela é muito pesada.
Orlando Baiano jura que essa história é verdadeira.

Puxão de orelha
Apesar de proibida, a venda de réplicas de armas é mais comum do que se possa imaginar. Em Anápolis, por exemplo, não é difícil encontrar imitações perfeitas de armas sofisticadas que, somente quem entende, sabe diferenciar à primeira vista. E, o pior, é que qualquer criança compra essas réplicas. Está na hora de se tomarem providências.

Carência
Está praticamente se esgotando o prazo solicitado pela nova empresa encarregada da varrição, coleta e destinação do lixo urbano de Anápolis para dar “uma nova cara” à cidade. E, pelo visto, ainda tem muita coisa pela frente. As mudanças, se é que elas aconteceram, ainda estão sem a visibilidade necessária.

Funciona
Se tem uma coisa que está funcionando bem, é o Plantão da CELG. Pelo menos em Anápolis, as solicitações de reparos, consertos nas linhas e outras assistências, a qualquer hora do dia, ou da noite, incluindo feriados, são atendidas em tempo razoável. Muito bom...

A Avenida
Muita gente estranha o nome da Avenida Anderson Clayton (liga a Avenida JK à Vila Formosa), pensando ser esta nomenclatura uma homenagem a alguém que assim se chamava. Na verdade, a denominação da avenida deu-se por conta da instalação, no início da década de 50, de um conglomerado de armazéns da companhia Anderson & Clayton, com matriz em São Paulo. Esta empresa, uma multinacional, era a grande compradora da safra brasileira de café. Sua representação foi desativada em Anápolis, mas o nome da avenida prevaleceu.

Algo errado
Ou os convênios oficiais não estão sendo satisfatórios para a manutenção de creches, orfanatos e similares, ou, existe certo exagero de alguns desses estabelecimentos que têm equipes de tele-marketing treinadas para ligarem, a qualquer hora, do dia, ou da noite, para pessoas físicas e empresas, em busca de doações. Claro, que contribui quem quer, mas, a insistência das “voluntárias” é saturante. Quem sabe, não estaria na hora de as autoridades do setor olharem isso com maior atenção.

Subterrâneo
Pouca gente sabe, mas na região da Avenida Xavier de Almeida, existe um córrego subterrâneo. Sua nascente é, mais ou menos, no local onde hoje está o Mercado Municipal “Carlos de Pina”. Entre as décadas de 30 e 40, o Córrego foi coberto com pranchas de madeira em toda a sua extensão. Depois, veio o calçamento com paralelepípedos. E, em seguida, o asfalto. Ele deságua no Córrego “João Cesário”, bem próximo à passagem recentemente construída pela Prefeitura.

A farmácia
Pelo menos por enquanto, a instalação da farmácia com medicamentos de alto custo, prometida para Anápolis, ficou só na promessa. E, com certeza, ela vai fazer parte da plataforma eleitoral de algum candidato por aí. Podem anotar.

Anônimo
Quem frequenta o mercado Supervi, na Avenida Universitária, tem a atenção chamada pelas esculturas feitas nos arbustos do pátio externo. São verdadeiras obras de arte, imitando pessoas e animais. Trabalho de algum artista anônimo. Cenas do cotidiano em Anápolis.
Projetos na contramão da história
A proposta de “desospitalização” de pacientes com problemas mentais, defendida pelo Ministério da Saúde, necessita de uma maior reflexão. Não é toda família que está preparada para conviver com doentes dessa natureza, principalmente os agressivos. É o mesmo que ocorre em relação à proposta de desativação de escolas especiais, como a APAE, pretendendo-se a chamada “inserção social” dos seus alunos. Da mesma forma, nem todas as escolas chamadas convencionais, teriam professores e estrutura adequados para receberem tais alunos.
É certo que muitos pacientes mentais poderiam, teoricamente, conviver no seio da família. Da mesma forma, alunos com necessidades especiais poderiam frequentar aulas junto com os coleguinhas “normais”. Mas, é preciso saber se foi (ou está sendo) feito um estudo mais aprofundado junto às famílias dessas pessoas. Ou se é, apenas, proposta de tecnocratas que nunca conviveram, de perto, com situações idênticas.

Mais uma?
Estão circulando, com certa insistência, informações de que Anápolis poderá ter uma nova montadora de aviões. Não se trata do Acrobata (que já teve um modelo concretizado), muito menos do Dromader Aircraft, de origem polonesa que teve uma efêmera montadora na cidade na década de 90. Então, é esperar para ver.

Preocupante
Reportagem mostrada no programa Fantástico, da Rede Globo, no domingo, 14, preocupa, e muito, as famílias em geral. A ação dos pedófilos pela internet é a coisa mais escandalosa dos últimos tempos e é necessário que as autoridades ajam com rigor na apuração e na punição de tais crimes.

Vaidosos
Um dos mais experientes cabeleireiros (antigamente eram chamados barbeiros) de Anápolis diz que os homens estão tingindo os cabelos na mesma proporção que as mulheres. E a cor preferida continua sendo o caju. As mechas e as luzes, também, vêm sendo muito solicitadas por eles. Quem diria...

Ferrovia
A implantação da Estrada de Ferro Goyaz, na década de 30, previa a extensão dos trilhos cortando a região sudoeste de Goiás, partindo de Anápolis entrando por Ouro Verde, Uruana, Itaberaí, até chegar ao Porto de Aruanã. Parou em Anápolis e, hoje, faz a maior falta para a integração econômica e social de uma das mais ricas regiões de Goiás. Até hoje, na região de Campo Limpo de Goiás, são encontradas marcas dos cortes no traçado em que seriam instalados os trilhos.

 

Autor: Claudius Brito


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