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Notas da Coluna Boa Prosa - Ed. 268

Boa Prosa Comentários 11 de junho de 2010

Notas Gerais


Cabo Roque
Quem viveu em Anápolis nas décadas de 50, 60 e, até, 70, se lembra, muito bem, dele. Cabo Roque!!! Valoroso membro da Guarda Civil, hoje Polícia Militar. Pois bem... Cabo Roque era homem de poucas letras e acostumado a resolver tudo, mais ou menos, na base da “otoridade”. Ou seja: a velha e conhecida expressão “Teje preso!”, muito comum em épocas passadas.
Contam-se variadas histórias, e estórias, a respeito de Cabo Roque. Ele tinha como predileção, por exemplo, policiar a Zona do Baixo Meretrício. Vivia implicando com os bêbados e desocupados. Quando não ia com a cara de alguém, chamava uma charrete (veículo de tração animal) e conduzia o “suspeito” à delegacia, que funcionava na Rua 14 de Julho, esquina com a Avenida Goiás.
Mas, Cabo Roque, volta e meia, gostava, também, de patrulhar o trânsito, sempre montado em uma motocicleta Monark, a viatura mais usada pela polícia naquela época.
E, não se sabe se é lenda, ou se é verdade, certa vez, Cabo Roque abordou um carro na Rua General Joaquim Inácio e pediu os documentos do veículo e, do motorista. Era tarde da noite e o homem não tinha nem um, nem outro. O cidadão estaria retornando de um atendimento que recebera no SAMDU (Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência) uma espécie do SAMU de hoje. Ao colocar a mão no bolso da camisa, o motorista tirou a receita que recebera do médico e mostrou ao Cabo Roque.
O valoroso miliciano teria olhado o papel com o timbre oficial, examinou detalhadamente e devolveu ao condutor, recomendando:
“O documento está certo, mas o senhor tem de colar a fotografia”. E liberou o motorista. Esta história atravessou décadas em Anápolis, carecendo, entretanto, de confirmação. Cabo Roque, tempos depois, foi transferido para a região de Ceres, já promovido a sargento da Força Pública. Passados alguns anos, ninguém mais soube notícias dele. Nem se sabe, por exemplo, se ele ainda vive. Coisas que aconteceram em Anápolis.

Puxão de orelha
A Prefeitura está retirando, das áreas públicas, principalmente no centro da Cidade, painéis de propaganda instalados, segundo a versão oficial, de forma irregular. Ordem do Ministério Público e que tem de ser cumprida. Muitos já foram arrancados. O que se espera das autoridades, entretanto, é a mesma preocupação, e o mesmo zelo, em relação a ocupações de áreas públicas por estabelecimentos comerciais, casas residenciais, lanchonetes, pit-dogs e outros. Se a lei é igual para todos, ela tem de ser aplicada a todos. Ou não? Há casos de verdadeiras mansões e de grandes estabelecimentos comerciais construídos, há anos, outros em construção, inclusive em áreas de preservação ambiental. E ninguém tira. Será por quê?

O pescador
Advogado e executivo, Valeriano Sahium gosta de boas pescarias. No último final de semana esteve no Lago de Serra da Mesa, em companhia de amigos, para fisgar alguns exemplares de pintados, tucunarés e outros. De dentro da canoa, preparou o molinete, fez o arremesso e sentiu, logo de cara, a linha retesada. Pensou haver fisgado um peixe de grande tamanho. E pegou... Só que o peixe responde pelo nome de Rudy Sahium, que vem a ser o pai do Dr. Valeriano e que estava na embarcação com ele. A pescaria acabou ali mesmo. Rudy, conhecido corretor de imóveis na cidade, teve de ser transportado para Anápolis com o anzol lhe traspassando o nariz. Foi atendido no hospital, onde lhe retiraram o incômodo objeto. Tudo bem com ele.

Império vermelho
Cada governo que passa pela Prefeitura de Anápolis deixa sua marca. Wolney Martins, por exemplo, criou um símbolo que lembrava, muito, as iniciais de seu nome. Na época de Ernani de Paula, adotou-se o uso de terno e gravata para os servidores municipais, incluindo porteiros, vigias, seguranças, etc. Todo mundo em traje social. Agora, o que predomina é a cor vermelha. O vermelhão está em tudo o que se refere à administração. Do pano de fundo do Teatro Municipal, aos impressos da Prefeitura, passando pelos uniformes dos garis e dos alunos da Rede Municipal, lixeiras etc. É bom que se diga, entretanto, que a cor oficial do Município é o azul. Mas...

Nossos valores
Leonardo Jaime (Léo Jaime) nasceu na cidade goiana de Anápolis, em 23 de abril de 1960. Fez parte da formação original do grupo carioca de rockabilly “João Penca e Seus Miquinhos Amestrados”, de onde saiu para seguir carreira solo. Grande ídolo dos anos 80, também atuou na TV (na novela “Bebê a Bordo”) e no cinema (nos filmes “O Escorpião Escarlate”, “Rádio Pirata”, “Rock Estrela” e “As Sete Vampiras”).

Presidiárias
A mais recente informação a respeito de se construir duas salas, para servirem de celas para mulheres presas em flagrante delito, ou por ordem judicial em Anápolis, é de que na Cidade não haveria um local adequado para o depósito dos tijolos e do cimento que teriam sido adquiridos para a realização da obra. Pouca gente, ou, quase ninguém, acreditou nessa história. Enquanto o mistério não se revela, as presas continuam sendo “exportadas” para cidades próximas a Anápolis. A ala feminina da Cadeia Pública está interditada desde setembro de 2009, por ordem judicial.

Diferença
Na noite de domingo (06) para segunda-feira (07) um homem deu entrada no Hospital Municipal reclamando de dores. Fez-se o diagnóstico e anunciou-se problemas de coluna. Após os socorros de praxe, o paciente foi mandado de volta para casa. E, como as dores não cessavam, a família o levou ao Hospital de Urgências. Lá, o diagnóstico foi outro bem diferente: infarto do miocárdio. É mole?

Salário/leito
De repente o telefone toca. Do outro lado, uma voz feminina bem educada e bem treinada, oferecendo um tal seguro garantia. É assim: caso a pessoa contrate esse serviço e venha ser internada em qualquer hospital, por qualquer motivo, tem o direito de receber R$ 150 por dia. Só faltava essa...

Cobertores
Perguntas que não querem calar: para onde vai tanto cobertor que os governos distribuem todo ano, nas chamadas campanhas contra o frio? Haveria gente fazendo estoque deles? Ou será que esses cobertores não duram nem um ano? Ou seria o número de carentes e necessitados que vem aumentando?

Aeroporto
Pouca gente sabe, mas o Aeroporto JK já foi um dos mais estratégicos aeródromos da aviação civil brasileira. Nas décadas de 50 e 60, ele operava com várias linhas regionais e, até, nacionais, na importante conexão do Leste com o Norte e o Oeste do Brasil. Depois da inauguração de Brasília, consequentemente com o Aeroporto Internacional, as rotas por Anápolis deixaram de ser interessantes do ponto de vista comercial. Hoje, o JK é utilizado para pousos e decolagens aleatórios guardando, silencioso, em sua história, parte importante do desenvolvimento do Centro Oeste. A esperança é que ele seja, de fato, transformado em terminal de cargas aéreas. O que, por sinal, já tem muita gente duvidando.

Casamentos
Os casamentos, quase que em sua totalidade, são sinônimos de atraso da noiva na cerimônia. Isso já é praticamente um costume no Brasil. Mas, esse costume começou a ser sinônimo de problema. Isso tudo por que, com o aumento do número de casamentos, algumas igrejas se viram obrigadas a cobrar uma multa pelo atraso das noivas. E quando uma noiva se atrasa para a cerimônia, a igreja acaba não conseguindo cumprir o horário acordado com as demais noivas das cerimônias seguintes. A multa não chega ser uma regra e uma igreja de São Paulo, ao contrário de cobrar a multa, prefere incentivar as noivas a chegarem no horário, oferecendo uma chuva de prata além da cerimônia para as noivas que cumprem o horário combinado. Já, as que têm cobrado multa, normalmente estipulam 15 minutos de tolerância. Passando esse tempo, chegam a cobrar multa de R$ 150,00 a R$500,00. E, essa prática começa a se espalhar por igrejas de todo o Brasil. Na Paraíba, por exemplo, o caso está sendo levado (muito) a sério.

Automóveis
A Associação Internacional de Lava-rápidos encomendou uma pesquisa, nos Estados Unidos, para saber o que os motoristas fazem em seus carros. Confira o curioso resultado: 90% gostam de cantar; 54% preferem beijar; 36% adoram pendurar objetos no retrovisor e nos vidros; 34% costumam tomar decisões importantes; 27% não resistem ao sexo; 22% espalham fotos da família, namorada ou ídolos; 4% sempre comemoram o aniversário do carro. E você, leitor, como se comporta dentro do seu?

Autor(a): Nilton Pereira

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