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Notas da Coluna Boa Prosa - Ed. 267

Boa Prosa Comentários 03 de junho de 2010

Notas Gerais


Puxão de orelha
Recebi o e-mail abaixo e o transcrevo para a apreciação dos leitores.
“Bom Dia:
Tenho acompanhado sua coluna semanal no CONTEXTO e gostaria de pedir "ajuda" sobre um problema que tem me deixado inquieta.
Observei que, pelo menos, 80% das vagas destinadas a deficientes físicos no Brasil Park Shopping são ocupadas por pessoas que não se enquadram nessa situação. Ou seja: pessoas mal educadas que não querem ter o "trabalho" de parar longe das entradas e, por isso, ocupam descaradamente as vagas que não são destinadas a elas.
Já enviei um e-mail para a administração do shopping, bem como um fax para a CMTT perguntando de quem era a responsabilidade de fiscalização e punição de tais abusos, mas, até hoje, não tive nenhuma resposta nem de um, nem de outro. Quem sabe, você não me ajuda a "desvendar" esse mistério?!?
Obrigada.

Catia Bastos”
OBS: Convém ressaltar que este caso não é pontual. Por toda a cidade, em diferentes níveis, depara-se com situações semelhantes. Parece que é mais um caso de educação social. Mas, pode, certamente, ser tratado com os rigores da lei.
Com a palavra, então, as nossas autoridades.

A cartilha de Elias
Sujeito rústico, mãos calejadas, pele queimada pelo sol, oriundo das bandas de Cavalcante e de Campos Belos, divisa de Goiás com a Bahia, “Seu Elias” veio para Goiás, mais especificamente para Anápolis, cansado da lida no campo, num lugar onde, na década de 30, era um sofrimento só. Na bagagem, além de alguns baús, carregados em lombos de mulas, a mulher, chamada Belinha, e dois sobrinhos: Alcides e Alfeu. Os dois viriam para estudar.
Analfabeto, “Seu Elias” entendia, entretanto, que “para ser alguém na vida” era preciso saber ler e escrever. E, chegando a Anápolis, a primeira providência foi ir à cidade e comprar dois cadernos e uma cartilha para os sobrinhos. Só que, existia o elemento complicador: quem iria ensinar os meninos, já que na casa ninguém saber ler e, muito menos, escrever?
Mas, turrão, enérgico e exigente, “Seu Elias” chamou Alcides e Alfeu e disse: “Comprei os cadernos e a cartilha. Vocês vão aprender a ler e escrever a partir de hoje”.
“Mas, tio, quem vai ensinar a gente?” perguntou um deles.
“Não sei, e não interessa. Comprei o material e vocês tratem de aprender. Ou mando os dois de volta para o Norte”, retrucou. E, com medo de que a promessa se cumprisse, sendo obrigados a voltar para o inóspito sertão, Alcides e Alfeu passavam o dia todo debruçados sobre a cartilha, sem entenderem patavina do que estava escrito ali.
Foi um “Deus nos acuda”. Demorou muito tempo para que outras pessoas convencessem “Seu Elias” de que não adiantava possuir somente o material. Era preciso ter um professor. Tempos depois apareceu uma moradora, de nome Sílvia, que sabia ler “mais ou menos” e ensinou aos dois primos o que foi possível. “Seu Elias” morreu na década de 60, satisfeito por ver os dois sobrinhos lendo e escrevendo. Ainda que, de forma rudimentar.

Realidade
É impressionante o movimento que se observa às margens do lago da usina Corumbá IV. O local está se transformando, rapidamente, em um grande centro turístico. Dezenas de residências, muitas delas de alto padrão, foram, construídas em tempo recorde. E, se vier, mesmo, a pavimentação asfáltica, vai ser uma espetacular corrida imobiliária para aquela região. Em breve, o lago de Corumbá IV estará competindo com outras estações turísticas de Goiás, como Três Ranchos; Serra da Mesa; Caldas Novas, Pirenópolis e região do Araguaia. Uma boa.

Preocupante
De cada cinco acidentes no trânsito, três envolvem motocicletas. São dados oficiais que mostram uma realidade preocupante. Também o índice de mortos, mutilados e inválidos, por conta desses acidentes, chama a atenção. Para quem quiser constatar, basta, somente, dar uma passada pelos plantões hospitalares nos finais de semana e feriados prolongados. Alguma coisa tem de ser feita. E urgente!!!

Celular
Coisas que você nunca soube sobre seu celular.

Emergência I
O número universal de emergência para celular é 112
Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado. Experimente!

Emergência II
Você já trancou seu carro com a chave dentro?
Seu carro abre com controle remoto? Bom motivo para ter um celular.
Se você trancar seu carro com a chave dentro e a chave reserva estiver em sua casa, ligue pelo seu celular, para o celular de alguém que esteja lá. Segure seu celular cerca de 30 cm próximo à porta do seu carro e peça que a pessoa acione o controle da chave reserva, segurando o controle perto do celular dela. Isso irá destrancar seu carro, evitando que alguém tenha que ir até onde você esteja, ou tendo que chamar socorro. Distância não é impedimento. Você pode estar a milhares de quilômetros de casa, e ainda assim terá seu carro destrancado.

Emergência III *3370#
Se a bateria do seu celular estiver fraca, pressione as teclas: *3370#. Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria.

Emergência IV *#06#
Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06#
Um código de 15 dígitos aparecerá. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo. Se todos fizerem isso, não haverá mais roubos de celular.
PS: Essas informações não são conhecidas, por isso passe para seus amigos e familiares.



Remanescentes
Apesar dos avanços tecnológicos, da modernidade e da praticidade, algumas profissões resistem ao tempo. É o caso de sapateiros; parteiras; datilógrafos; alfaiates; afiadores de instrumentos como tesouras, facas, etc., assim como castradores de animais e cisterneiros. Mas, uma das que mais chamam a atenção, e que ainda pode ser encontrada em Anápolis, é a de ferrador de animais (profissional que coloca ferraduras nos cascos de cavalos).

Um aperto e tanto
Nos “anos de chumbo”, período em que os militares governavam o Brasil, algumas coisas eram inegociáveis e consideradas quase que sagradas. Uma delas era o programa “A Voz do Brasil”, transmitido, religiosamente, às 19 horas, pela Agência Nacional. Não se admitia que qualquer emissora de rádio atrasasse na entrada em cadeia e, muito menos, deixasse de transmitir o programa que noticiava os feitos do Governo Federal.
Pois bem... No final da década de 60, por ocasião do Aniversário de Anápolis, o cantor Nelson Ned (ainda não havia derivado para o segmento gospel) veio fazer um show na cidade. O radialista Petrônio Cruz, um dos mais importantes profissionais da comunicação de Anápolis em todos os tempos, ansioso para “furar” as concorrentes, resolveu fazer um flash para a extinta Rádio Carajá e “invadiu” o horário da “Voz do Brasil”, entrevistando o cantor ao vivo, quando de sua chegada na cidade. Foi a conta. Em poucos minutos estava todo mundo na delegacia prestando depoimentos. Inclusive o próprio Nelson Ned. Haviam cometido o “crime” de ocupar alguns minutos do programa Federal. Felizmente, depois de muita conversa e intervenção política, foram todos liberados e o show realizado no Estádio “Jonas Duarte”. Hoje, a “Voz do Brasil”, embora mantenha o horário padrão das 19 horas, pode ser flexibilizada para outro horário, dependendo de solicitação, e autorização, prévias.

Nossos valores
Mônica Levy Andersen nasceu em Anápolis e possui graduação em Ciências Biológicas Modalidade Médica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP/Botucatu-1996), Mestrado e doutorado em Psicobiologia pela Universidade Federal de São Paulo. É professora adjunta de Medicina e Biologia do Sono do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo e Pesquisadora da Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia (AFIP). Em 2007, foi uma das vencedoras do Premio "Para Mulheres na Ciência" concedido pela Loreal/Academia Brasileira de Ciências e UNESCO. Acumula dezenas de certificados, cursos e especializações na área em que atua.

Autor(a): Nilton Pereira

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