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Notas da coluna Boa Prosa - Ed. 266

Boa Prosa Comentários 28 de maio de 2010

Notas Gerais - Ed. 266


Lição no ônibus
Ed Silva e sua esposa Otânia, hoje consagrados cantores evangélicos, certa feita, estavam no ônibus centro/Vila Góis, quando houve uma pequena dúvida sobre o troco. A cobradora, meio que despreparada, fez alguns insultos ao casal. E, o motorista do ônibus juntou-se a ela, dizendo, também, alguns impropérios. Era o ano de 2002. Ao chegar à Rádio Imprensa, onde trabalhava, Ed Silva contou o ocorrido aos colegas, se mostrando visivelmente aborrecido.
Foi quando Adelson Maciel, que era repórter na emissora disse: “Olha, esse negócio não está certo. Garanto que a direção da TCA não aprova isso”. E resolveu ligar para o diretor Lacy Martins. Este, por sua vez, pediu somente o roteiro e o horário do ônibus.
Duas horas depois, o motorista e a cobradora entravam na Rádio Imprensa, procurando pelo Ed Silva. A cobradora foi logo dizendo: “Olha aqui, senhor, nós viemos aqui pedir desculpas ao senhor. A gente estava de cabeça quente, queremos que o senhor nos perdoe”.
Meio sem entender, Ed Silva ponderou que o caso estava encerrado, que tudo já havia passado e que não guardaria mágoa nem ressentimentos, na condição de cristão que era.
Aí, veio a surpresa quando o motorista falou: “Pois é, só que tem mais uma coisa: o senhor precisa ligar para o ‘Seu Lacy’ e falar que nós viemos aqui pedir desculpas. Foi essa a condição que ele impôs para não nos demitir”.
Generoso como era e, é, Ed Silva não se opôs. Pegou o telefone e ligou para o Lacy. Pelo menos, por aquele motivo, o motorista e a cobradora não perderam o emprego.

Nossos valores
O Papa Bento XVI nomeou novos bispos para o Brasil. Numa das nomeações, o pontífice acolheu a solicitação de dom Washington Cruz, CP, de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar na arquidiocese de Goiânia (GO). Para essa missão, foi nomeado o padre Waldemar Passini Dalbello, do clero da arquidiocese de Brasília (DF), atualmente reitor do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney de Goiânia. Monsenhor Waldemar Passini Dalbello nasceu em Anápolis, no dia 6 de junho de 1966 e, pertence ao clero de Brasília (DF). Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 03 de dezembro de 1994. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília, “Nossa Senhora de Fátima”. Na Universidade Federal de Goiás (UFG), ele se formou em Engenharia Elétrica. Seu mestrado em Ciências Bíblicas foi feito no Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Velho “Manoel”
Quem viveu em Anápolis nas décadas de 50 e 60, e gostava de futebol, certamente não se esquece do Estádio “Manoel Demóstenes”, que ficava entre as ruas Quintino Bocaiúva e Floriano Peixoto. E, também, se lembrará das tradicionais manilhas, para o escoamento das águas pluviais. Mas, era também, por aquela tubulação, que os garotos filhos de famílias pobres, que não tinham como pagar o ingresso, conseguiam entrar no Estádio e assistirem aos jogos da Anapolina, do Anápolis e do Ipiranga. Quando não eram flagrados pelo vigia, colocados em cima do muro e obrigados a pularem de uma altura superior a três metros. Era uma aventura e tanto.

Aconteceu
Os moradores do Jardim das Américas Primeira Etapa não cabem em si de contentes. A Prefeitura deu uma geral no bairro. Até a Praça “Bernardo Sayão”, que de praça só tinha o nome, foi gramada e restaurada. Sem contar que as ruas do setor passaram por completo recapeamento nos trechos danificados. Ponto para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Agora, só falta a Saneago iluminar a área da Estação de Tratamento, por onde transitam centenas de pessoas, principalmente estudantes das várias escolas da região, além dos praticantes de caminhadas na calçada que circunda a área da empresa. E está fácil: já existem até os postes.

Amador
Assunto levantado, recentemente, pelo jornalista Manoel Vanderic, a denominação de “Amador Abdalla” para o novo Parque do Ipiranga, seria a coisa mais justa que se poderia praticar em Anápolis. Amador, como o próprio nome sugere, não ganhava um centavo para defender a ecologia em Anápolis. Pelo contrário, gastava de sua pequena aposentadoria, para manter um jornal e outros projetos em defesa do verde no Município. Aliás, no local onde está sendo construído o parque, funcionava a Floricultura Municipal, idealizada, criada e implantada por Amador, quando Diretor de Parques e Jardins, no Governo Henrique Santillo (1970/72).

Grande negócio
A melhor coisa no Brasil, incluindo Anápolis, é participar de licitações para a realização de obras, notadamente de infraestrutura. Também, quem se habilita para vender mercadorias e serviços aos governos de uma maneira geral, sempre sai ganhando. Mesmo que perca a concorrência. Há casos de “empresas” que entram na disputa, apresentam um preço baixo, vencem a licitação e, como não têm estrutura para cumprirem o contrato, dão um jeito de repassar o serviço para outra. Nunca, sem antes, levar uma boa bolada. Isso é mais comum do que se possa imaginar.

Ociosidade
Dá pena ver a situação do Terminal Rodoviário “Josias Moreira Braga”, a Estação Rodoviária de Anápolis. A parte superior está praticamente deserta. São centenas e centenas de metros quadrados na mais completa ociosidade, numa área nobre da Cidade. Muito já se falou na ocupação daquele espaço, mas ficou tudo na falácia. Ressalte-se que o prédio está arrendado para uma empresa particular.

Eixo
Confirmando que a Avenida Brasil é o maior eixo comercial de Anápolis, a via deve receber, em curto prazo, em sua parte central, a filial de uma das maiores redes de churrascarias do País. Coisa para balançar a concorrência.

Puxão de orelhas
Quando será que os frequentadores das salas de cinema em Anápolis vão aprender a desligar os aparelhos celulares durante a exibição dos filmes? E quando aprenderão que cinema é lugar de assistir a filme e, não, comer, beber e se esbaldar, alguns fazendo questão, até, de jogar copos e garrafas descartáveis no chão? Verdadeiros piqueniques. Quando terminam as sessões, as salas ficam como se fossem chiqueiros, ou currais. Uma pena. Durante muitos anos, a Cidade ficou sem uma sala de exibição sequer. Agora, são quase dez, nos dois shoppings, apresentando os lançamentos, simultaneamente, com os cinemas de todo o Brasil. E, muita gente não percebe tal avanço.

Entulhos
Muito embora seja proibido, o descarte de entulhos, principalmente sobras de material para construção é o maior desafio da Diretoria do Meio Ambiente em Anápolis. Por toda a Cidade, montanhas e montanhas de resíduos de edificações, misturados ao lixo doméstico, enfeiam a paisagem urbana. Falta fiscalização e, principalmente, punição para os “sugismundos”. Estes, sagazmente, agem durante a noite, nos finais de semana e feriados.

O pátio
Parece que, agora, vai sair a remodelação do pátio de estacionamentos do Centro Administrativo (Prefeitura) que não comporta mais a movimentação de veículos. Técnicos da Prefeitura já fizeram um esboço de projeto para a realização da obra. E, já não era sem tempo.

Resolvido
Foi resolvida, mesmo que provisoriamente, a questão da falta de local para a guarda dos veículos apreendidos em batidas policiais e, os envolvidos em crimes e acidentes de trânsito. A Ciretran conseguiu, junto à CMTT, a cessão de um espaço ao lado do Kartódromo Internacional, para onde já estão sendo levados veículos em situação irregular.

Montadora
Não será surpresa se, em alguns dias, o Governo do Estado anunciar a vinda de mais uma montadora de veículos para Anápolis. O assunto está sendo tratado debaixo do maior quieto. Mas, as conversações se acham bem adiantadas. A marca, por enquanto, ainda é sigilo.

Autor(a): Nilton Pereira

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