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Notas da boa prosa - Ed. 257

Boa Prosa Comentários 26 de maro de 2010

Notas Gerais - Ed. 257


Ditinho e João Queiroz
Era o ano de 1975 e o empresário João Queiroz, então proprietário da TCA, empresa, até hoje, responsável pelo transporte urbano de Anápolis, foi convidado a ir ao Rio de Janeiro, ver o lançamento dos novos ônibus da empresa Ciferal. Naquela viagem, resolveu levar consigo o funcionário conhecido por “Ditinho”, por quem, nutria uma grande amizade. A viagem seria mais um prêmio ao dedicado trabalhador.
Tomaram o avião em Goiânia e desembarcaram no Aeroporto do Galeão, no Rio. Um “mar” de gente. “Ditinho” nunca havia visto nada igual. Foi então que o sempre paciente João Queiroz disse a ele: “Você fica sentado aqui, vigiando as malas, e eu vou ali dar um telefonema para o pessoal da fábrica vir nos apanhar”.
“Ditinho” sentou-se num banco e ficou esperando. E, nada de João Queiroz. Naquele tempo ainda não havia telefonia celular e as ligações eram feitas em cabines telefônicas, onde se aguardava uma eternidade. Passados quinze minutos e, como o patrão não aparecia, “Ditinho” decidiu agir. Levantou-se, andou alguns metros e, encontrou um policial fardado. Disse a ele:
- “Moço, o senhor viu o seu João Queiroz passando por aqui?”
Ao que o militar, no meio daquela multidão, respondeu meio sem entender:
- “João Queiroz... João Queiroz... Quem é João Queiroz, meu senhor?”
Ditinho incontinenti respondeu:
“É o dono da TCA lá de Anápolis, uai... O senhor não conhece ele não?”.
Com certeza o policial não conhecia e, aí, é que ficou sem entender nada mesmo. Passados mais alguns minutos, João Queiroz apareceu. E, continuaram a viagem. (Essa história foi contada por José Leite que, à época, trabalhava na TCA. Ele jura que é verdade).

Erros históricos
Tem gente em Anápolis que ainda chama o Hospital Espírita de Psiquiatria (antigo Sanatório), de “senatório”. Como alguns chamam a Praça Americano do Brasil de “Praça Americana”. E, antigamente, o pontilhão da estrada de ferro, ao lado da Estação Rodoviária, era chamado de “ponte lião”.

Nervosinho
Dias atrás o funcionário de uma emissora de TV foi filmar um jogo no Estádio “Jonas Duarte” e havia esquecido a chave da cabine. Resolveu, então, abrir “na marra” e quebrou a porta aos pontapés. Alegou que o jogo estava para começar e não daria tempo de ir buscar a chave. Não adiantou. A direção da empresa tomou conhecimento e o demitiu. Agora, fica pergunta: e se ele tivesse optado por ir buscar a chave, chegando atrasado e perdendo parte do jogo, quem sabe um lance decisivo? O que a empresa faria?

Puxão de orelha
Quando é que as autoridades anapolinas vão olhar com mais critério a questão dos cães ferozes que desfilam em meio a pessoas nas calçadas, praças, ruas e avenidas da cidade, a maior parte sem as devidas medidas preventivas por parte de seus donos? Crianças, idosos e senhoras, convivem com cães das raças Pitt Bull, Boxer, Fila, Rotweiller e outros e, na maioria dos casos, as pessoas é que têm que se desviar desses bichos. Estaria faltando competência, ou autoridade, para que esses abusos sejam impedidos?

Ilustre anônimo
Numa tarde de sábado, em julho de 1976, um grupo de jornalistas e radialistas retornava de um almoço, caminhando pela Rua Barão do Rio Branco. Estranharam a presença de um carro da marca Alfa Romeu, cor verde, placas com iniciais CD (significa corpo diplomático) em frente à extinta Churrascaria Catarinense, na Praça Bom Jesus. Curiosamente, como não poderia deixar de ser, foram ver do que se tratava. Lá dentro estava ninguém mais, ninguém menos, do que Dom Carmine Rocco (1912/1982), à época Núncio Apostólico no Brasil, cargo semelhante a embaixador da Santa Sé (não do Vaticano) um dos mais importantes cargos da Igreja Católica, acompanhado de alguns assessores. Estava a caminho de Rubiataba, onde funciona uma prelazia - tipo de circunscrição eclesiástica - e parou em Anápolis para almoçar. Abordado pelos jornalistas, mesmo com o forte sotaque italiano, se mostrou solícito e bateu um descontraído papo, sem reservas, com todos, abordando, inclusive, a política nacional. Vivia-se o tempo da ditadura militar no Brasil, é bom que se diga.

Futsal
Pouca gente sabe, mas o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, e seu irmão, deputado federal Rubens Otoni são, até hoje, ardorosos adeptos do futebol de salão. Na década de 80 eles chegaram a manter um time que disputou campeonatos importantes em níveis local e regional. Tratava-se do Itaiquara Esporte Clube, que tinha, inclusive, um ginásio próprio, hoje integrado à UEG, na Avenida JK. Quem entende, diz que os dois eram bons jogadores.

Praça esportiva
Pessoas de outras cidades (Brasília e Goiânia, principalmente) têm vindo a Anápolis treinar na recém inaugurada pista de esportes radicais fora de estrada, no Vivian Park. Sábado e domingo, aquela praça esportiva fica repleta de praticantes dessas modalidades.

Leste/oeste
De acordo com especialistas no assunto, engenheiros principalmente, a única saída para o intrincado trânsito de Anápolis passa pela abertura da “Avenida Leste/Oeste”, que ligaria o setor Anápolis City ao Bairro São José, aproveitando-se alguns traçados já existentes, como as avenidas JK e Getulino Artiaga. Uma obra de muitos milhões de reais (por conta de desapropriações a serem feitas), mas que, com certeza, mais cedo ou mais tarde, terá de acontecer.

Relíquia
O relógio, até hoje, instalado no prédio da antiga Estação Ferroviária (Praça Americano do Brasil) foi importado da França, quando se construiu aquele edifício. Durante décadas, ele serviu para orientar, não só aos passageiros da Estrada de Ferro Goyaz, como também, aos transeuntes daquela parte da cidade. Quem sabe, ele não mereceria uma restauração?

Despropósito
É desigual a luta que se trava pelo meio ambiente em Anápolis. Nem Prefeitura, nem recicladores conseguem coletar o volume de lixo sintético (garrafas pet, principalmente) atirado nas ruas pela população. Esse material vai, invariavelmente, obstruir a canalização das águas pluviais. Daí as constantes inundações e enchentes. Enquanto a população não for conscientizada disso, vão se gastar milhões e milhões de reais desnecessariamente.

Pergunta
Se a pesca com redes e tarrafas é proibida nos rios e lagos brasileiros, por que é, então, que se permite a venda desses apetrechos em qualquer cidade do País? Isso mesmo: muitas casas especializadas oferecem esses produtos acintosamente, sem o menor constrangimento.

Pioneiro
O primeiro prédio a contar com elevador em Anápolis foi construído pelo médico, e missionário evangélico, James Fanstone, na praça que leva seu nome, há mais de 60 anos. E, é bom lembrar que o referido equipamento funciona até hoje. Houve, claro, algumas alterações no projeto original, no decorrer do tempo.

Sanitários
Na contramão da história, a Prefeitura de Anápolis desativou e demoliu os sanitários (que muitos chamam de banheiros) públicos em praças importantes da cidade. É bom lembrar que em cidades européias (Roma; Estocolmo; Amsterdã; Paris; Copenhague, Frankfurt e outras) esses equipamentos são mais comuns do que se possa imaginar.

Feiras noturnas
Iniciativa que deu certo na administração passada e que está sendo mantida pela atual, em Anápolis, é o funcionamento de feiras livres noturnas. Alternativa interessante e muito útil para as donas de casa adquirirem produtos próprios para as despensas e geladeiras. Uma boa.

Autor(a): Nilton Pereira

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