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Notas Coluna Boa Prosa

Boa Prosa Comentários 12 de maro de 2010

Notas Gerais - Ed. 255


A lei do menor esforço. Uma realidade insistente
Final de 1996. Adhemar Santillo (PMDB) acabara de vencer as eleições para prefeito em Anápolis, quando foi abordado por L. uma espécie de coordenadora de cabos eleitorais (pessoas que andam pelos bairros pedindo votos para candidatos) em uma das ruas da cidade.
- Ô Adhemar... que bom que você ganhou a eleição. Eu trabalhei muito pra você e graças a Deus nós vencemos, disse ela, toda animada.
- Muito obrigado. Espero fazer um bom governo para não decepcioná-la, respondeu um Adhemar, meio encabulado.
- Olha Adhemar, você sabe, eu sou funcionária da Prefeitura e agora, com sua vitória, espero que você me ajude. Eu ganho muito pouco e preciso de um aumento para cuidar da minha vida, disse L.
- Quanto você ganha, L.?, perguntou o candidato eleito.
- Ah, Adhemar, é muito pouco, não dá nem dois salários mínimos.
- É, realmente, é pouco. Vamos ver o que posso fazer, mas deixe-me tomar posse primeiro. A propósito, L. em qual secretaria você está lotada? Perguntou.
- Adhemar!!! Com um salário desses você ainda queria que eu estivesse trabalhando??? indagou L. meio que não entendendo a pergunta do prefeito eleito.
A conversa acabou ali mesmo.

Lei das licitações, ou o barato que sai caro
Ninguém discute o espírito da lei das licitações (Lei 8666, de 21 de junho de 1993), que pretende, a princípio, disciplinar o gasto do dinheiro público nas três esferas (Federal, estaduais e municipais), buscando fazer a concorrência entre os pretensos prestadores de serviços ou fornecedores de mercadorias e outros bens. Certamente que quem “bolou” esta idéia pensava na parcimônia, na aplicação correta do dinheiro que o povo paga em forma de tributos, os mais variados e que, infelizmente, alguns políticos, gestores e responsáveis pela administração desses valores, não tinham (e até hoje muito não têm) zelo por eles.
Muito bem... mas, e quanto à qualidade do serviço prestado e, principalmente, quanto à fiscalização do gasto junto àqueles que ganham as licitações, as concorrências. Os governos, os administradores, de uma forma geral, estão, mesmo, olhando isso, ou na verdade, a coisa corre meio solta?
Diária e constantemente, o noticiário das emissoras de rádio, TV, jornais, revistas e outros veículos mostram obras novas desabando, alimentos estragados e deteriorados sendo distribuídos, material de expediente de baixíssima qualidade sendo utilizado. Isto, porque, nem sempre os vencedores entregaram o que anunciaram na licitação e não houve quem fiscalizasse a qualidade. Está na hora, então, de se olhar isso com maior responsabilidade. Há casos de serviços e obras que se deterioram, mesmo antes de se pagar ao prestador ou ao vendedor. O poder público paga. Daí a alguns dias, tem de contratar novas empresas para o mesmo atendimento Isso, sem se falar nas falcatruas, as mais variadas. Uma delas, a mais conhecida, é a combinação entre os concorrentes. Em um certame, determinada empresa, sabendo o quanto as outras pediram, cobram alguns reais a menos e, logicamente, ganha a concorrência. No outro, reveza-se, com a vencedora ficando de fora. Sem contar, também, as que entram na concorrência, ganham e, sem condições ou qualificações para entregarem o serviço, repassam-no para outras, ganhando um belíssimo ágio em cima. É ou não é assim?

Tentativa
Trabalho conjunto do SINE com o SENAI e outras instituições, está sendo implantado um curso para a formação de mão de obra, principalmente no setor da construção civil, destinado, especificamente, aos beneficiários do programa Bolsa Família. Por ele, aprendem-se serviços com pedreiro, encanador, eletricista, gesseiro e outros. O treinamento é para homens ou mulheres acima de 18 anos. Só que está havendo um pequeno problema: a falta de interesse. Pouca gente tem procurado para participar. As pessoas preferem ficar abrigadas no Bolsa Família, retirando a parcela mensal no banco sem precisar de, literalmente, mover uma palha.

Inspetor Cazuza
Quem viveu em Anápolis nas décadas de 50 e 60 se lembra muito bem dele. O “temível Inspetor Cazuza”. Naquela época ainda não havia a figura do Comissário de Menores e o inspetor era designado para fiscalizar o comportamento de meninos e adolescentes na cidade. Sua principal missão era andar pelas margens dos córregos e pilhar os garotos nus, tomando banho. Geralmente, sujando a água e dificultando o trabalho das lavadeiras, que faziam das referidas margens, seus locais de trabalho. Cazuza, ao flagrar tais situações, catava as roupas dos garotos e ia embora, deixando-os pelados dentro dos córregos. Era preciso, depois, que o pai, ou a mãe fossem buscá-las na delegacia. Onde, geralmente, pais e filhos levavam uma carraspana. Mas, não passava disso. Cazuza desapareceu de Anápolis há muitos anos e ninguém sabe que fim levou.

Prato predileto
Ninguém discute que o prato predileto dos goianos seja a pamonha. De doce, de sal, frita, cozida, assada. O importante é que seja pamonha. E, a modernidade, com a irrigação das lavouras de milho, permite que o produto seja oferecido nos 365 dias do ano. Antigamente só se via pamonha quando da colheita anual do grão, geralmente entre dezembro e fevereiro. Estima-se que em Anápolis existam, por baixo, mais de 100 pamonharias, entre pequenas, médias e grandes. Sem contar as dezenas de vendedores que oferecem, de porta em porta, a comida preferida da maioria dos goianos.

Pirataria
Nem que o governo queira, a prática da pirataria, ou a venda de produtos copiados, falsificados, reproduzidos sem autorização e, sem pagar impostos, vai ser contida no País. Perdeu-se o controle geral. Nas pequenas, médias e grandes cidades, o comércio clandestino de CD’s DVD’s, roupas, tênis, perfumes e outros bens de consumo tomou conta das ruas, das praças e das feiras livres.

Mau começo
Nada é mais desagradável do que ver pais e mães que deixam seus filhos pequenos “brincarem” com os caixas eletrônicos nas agências bancárias. Além de danos nos equipamentos, muitos deles espalham papéis e envelopes pelo chão. Outros levam consigo pacotes desses impressos, como se fossem brinquedos. E, ai do guarda que chamar a atenção!!! Esses pais talvez não sabiam, mas estão acostumando seus filhos muito mal. No futuro vão perceber o quanto foram negligentes ao não corrigirem as crianças no devido tempo.

Discriminação
Na segunda-feira, 08, os dois maiores jornais do Estado trouxeram, em destaque, a derrota do Goiás e, não, a vitória da Anapolina no jogo do dia anterior, no Estádio “Jonas Duarte”. Mais uma vez, a inversão de valores demonstra o quanto Anápolis carece da falta de uma presença mais marcante no cenário goiano. Sem contar que, parte do empresariado local ainda insiste em investir nos veículos “de fora”’. E que, grandes empresas do município preferem patrocinar projetos esportivos e culturais fora de Anápolis. Daqui só querem a mão de obra barata e servil.

Têm dono?
A quem pertenceriam os grandes armazéns que, há 20 anos, serviam como depósito para a CFP (Companhia de Financiamento da Produção) espalhados por diverso bairros de Anápolis? E, eles estariam servindo para quê? A Prefeitura teria o controle disso?

Os planos
Crescem as denúncias e reclamações de que planos de saúde, espalhados pelo Brasil, estariam dificultando o acesso de seus clientes a determinados procedimentos médico/hospitalares. Só faltava isso. Assunto, então, para o Ministério Público. Ou não?

Autor(a): Da Redação

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