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Notas Boa Prosa - Ed. 253

Boa Prosa Comentários 26 de fevereiro de 2010

Notas Boa Prosa - Ed. 253


“Ouro para o bem do Brasil”.
Quem ainda se lembra disso?
Corria o ano de 1964, quando se instalou o regime militar, que muitos chamam de ditadura. Era deposto o Presidente João Goulart, com os generais assumindo o comando da Nação, através do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Foi quando o então presidente dos Diários Associados (conglomerado formado por emissoras de rádio, TV, jornais e revistas) Assis Chateaubriand, lançou a campanha “Ouro para o Bem do Brasil” incentivando as pessoas a doarem jóias, principalmente as alianças de casamento, para “salvarem o Brasil”. Muita gente, mas muita gente mesmo, entrou na onda. Foram toneladas de ouro arrecadadas nas grandes, médias e pequenas cidades brasileiras. O ouro seria para melhorar as reservas financeiras do País, assolado por uma série de problemas que começaram com a renúncia de Jânio Quadros e o governo problemático de João Goulart.
Pois bem, passados mais de 45 anos, ainda tem gente, inclusive em Anápolis, que se lembra desse episódio. O certo é que, até hoje, não se sabe, ao certo, a destinação correta do ouro arrecadado. Acabou o regime militar, voltou-se a eleger o Presidente da República e tudo está, dentro da normalidade republicana, digamos assim. A pergunta que fica, entretanto é esta: Se fosse hoje, será que os brasileiros teriam a coragem de doarem jóias, anéis, alianças e dinheiro vivo para ajudar o governo?

Coincidências
Não é muito rara a presença de irmãos exercendo a mesma profissão, no mesmo ambiente. Há casos de profissionais liberais, como médicos, advogados, engenheiros, e outros, que atuam lado a lado. Mas, em Anápolis, um fato chama a atenção. Os juízes de direito Algomiro de Carvalho Neto e Sebastião de Assis Neto, atuam na mesma comarca. São filhos do desembargador Roldão de Carvalho, que por sinal, também já foi juiz em Anápolis. Não se tem notícia de caso semelhante em outra comarca.

Registro
O nome da Rua Primeiro de Maio, em Anápolis, não é uma homenagem ao Dia do Trabalho, como muitos imaginam. É que foi nesta data, no ano de 1896, a promulgação da primeira lei orgânica do município. Na ocasião, também, foi aberta, oficialmente, a primeira rua da cidade. Justamente ela, a Primeiro de Maio.

Costume
Em pleno século XXI as pessoas ainda adotam o velho costume de comprarem o leite “in natura” em Anápolis. Antigamente o produto era distribuído através de carroças, charretes e outros veículos. Hoje, os “leiteiros” entregam, de porta em porta, com veículos motorizados. E muita gente não abre mão do “leitinho da fazenda”.
A
napolina X Seleção de Omã: a estréia internacional da Rubra
O primeiro, e provável único, jogo internacional da Associação Atlética Anapolina foi contra a Seleção de Omã, time do oriente médio, que fez uma excursão pelo interior do Brasil e veio jogar em “Jonas Duarte”. Era o ano de 1992. O hoje deputado estadual Túlio Isac (PSDB), era narrador da Rádio São Francisco e foi transmitir o jogo. O repórter de pista era Adelson Maciel que, coincidentemente, trabalha com Túlio até hoje. Pois bem... O time de Omã entrou em campo primeiro. Só que, nenhum doa atletas falava português. Muito menos os repórteres falavam árabe, a língua deles. Foi quando Adelson Maciel, que arranhava um inglês sofrível, arriscou entrevistar os jogadores visitantes. Alguns, também, arranhavam o inglês. A pergunta foi uma só para todos: What abouth the game? (O que você acha do jogo?). Os orientais respondiam como podiam. E, Adelson, também, traduzia a seu modo. Em geral, era uma resposta óbvia: “Olha Túlio, eles dizem que estão muito contentes por jogarem no Brasil, que acham o país muito bonito e que esperam aprender muito com o nosso futebol”. Os repórteres das outras rádios ficaram, apenas, assistindo. Muitos minutos depois, a Rubra entrou em campo. Para o alívio geral.

Musicalidade
Não há explicações convincentes para a acanhada participação de Anápolis no universo musical do Estado e do País. Cidades menos expressivas, cultural e economicamente, revelam grandes talentos para a música em todas as suas vertentes. Faltam programas de incentivo, como festivais e concursos? Eis a pergunta.

Relíquias
A exemplo de outras necrópoles no Brasil, e no mundo, o Cemitério “São Miguel”, em Anápolis, ostenta verdadeiras obras de arte em alguns túmulos. Esculturas em ferro, cobre, bronze e outros metais, além de mármore e granito, dão o toque artístico de valor inestimável. Alguns chamam a atenção pela majestosa imponência, no nível dos grandes artistas internacionais da modalidade.

Pioneiro
Um dos maiores incentivadores das exposições agropecuárias de Anápolis, em todos os tempos, foi Natair Macedo Tavares. Na presidência do Sindicato Rural ele mobilizou toda a classe dos produtores e promoveu festas memoráveis. Natair Macedo merece ser homenageado por tudo o que fez pela cidade.

Anápolis DF
Na década de 60, com o advento da construção de Brasília, e com a insatisfação de alguns setores organizados com o governo local, surgiu um movimento em Anápolis propondo que o município fosse integrado ao território do Distrito Federal. Espalharam-se faixas pelas ruas com os dizeres: Anápolis-DF. Ainda bem que a idéia não foi levada adiante.

Equívocos
Em Anápolis existem alguns equívocos históricos na área da construção civil. Por exemplo: o Centro Administrativo foi edificado, na década de 70, em área de preservação ambiental, num alagadiço da bacia do Córrego Antas. Da mesma forma, o atual prédio da Câmara Municipal, o Fórum Municipal, o loteamento Andracel Center e muitas edificações comerciais e residenciais da região. Naquela época não se dava muita importância a isso. Mas, hoje, o Ministério Público e os organismos de política ambiental fiscalizam para que tais fatos não se repitam. Muito embora ainda se registrem algumas escapadelas.

Outra cidade
Muita gente ainda não percebeu que a história de Anápolis mudou bastante na última década. A começar pela estrutura econômica. Diversas bandeiras de empresas multinacionais já são ostentadas em vários cantos. Poucas são as cidades no mundo que têm uma montadora de automóveis. Anápolis tem a Hyundai, em franca expansão. Em dois anos, a Base Aérea vai ser uma das principais unidades do Ministério da Aeronáutica, pois vai dobrar de tamanho. Só para ficar nessas duas. Assim sendo, é bom não perder o bonde da história.

Trem de ferro
Existe a possibilidade da volta do transporte ferroviário de passageiros para Anápolis. As ferrovias Norte Sul e Centro Atlântica, podem criar esses sistemas sem prejuízos para o escoamento das produções agroindustrial e extrativista da região. Esse sistema funcionou, e bem, durante décadas, ligando Anápolis às regiões Leste e Sul.

Insuportável
Queixas geradas diariamente, dão conta da insatisfação de estudantes, professores e da comunidade educacional em geral, quanto à falta de policiamento nas regiões dos estabelecimentos escolares, principalmente no período noturno. A presença indesejável de grupos que nada têm a ver com o ambiente, é motivo de reclamações constantes.

Autor(a): Nilton Pereira

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