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“Nosso projeto é eleger Lula à Presidência da República”

Política Comentários 25 de janeiro de 2018

Um dos fundadores do PT em Goiás, o Deputado Federal Rubens Otoni projetos para o ano de 2018


No exercício do quarto mandato de Deputado Federal e uma das vozes mais atuantes do Partido dos Trabalhadores em Goiás, Rubens Otoni esteve na última segunda-feira, 22, com o Diretor Geral do Jornal CONTEXTO, Jornalista Vander Lúcio Barbosa, que está em agenda com os representantes do Município no Executivo e no Legislativo Federal, debatendo projetos e levando as demandas da população anapolina para estas representações. À redação, o Deputado Rubens Otoni falou sobre o cenário político de 2018, destacando a prioridade para a candidatura de Lula à Presidência da República; os possíveis caminhos do PT em Goiás na eleição deste ano, sobre o seu projeto e sua atuação política em Anápolis e no Estado de Goiás.

Vamos começar fazendo um balanço sobre 2017. Que avaliação o senhor pode fazer deste ano que passou, em relação à política e ao mandato que o senhor exerce na Câmara Federal?

RUBENS OTONI - O Brasil está vivendo um ano muito delicado, e não apenas o ano de 2017. Mas desde 2015 nós enfrentamos um grave problema não apenas de crise econômica e política, mas, um momento de crise da democracia. A democracia foi rompida logo depois da eleição de 2014, quando o candidato de oposição naquela época, o Aécio (Neves, do PSDB) não aceitou o resultado e já depois de apurado o resultado da eleição, como diz: - vocês ganharam as eleições mas não vão governar. E, a partir daí, estabeleceu uma aliança com o (deputado) Eduardo Cunha, ele se elegeu presidente da Câmara e, a partir dali, houve uma conspiração, para inviabilizar e criar dificuldades para o governo e ter uma justificativa para a tomada do poder sem ter que passar pelo processo eleitoral. Isso nós vivenciamos. O afastamento da Presidenta Dilma foi justificado com a ajuda da grande mídia, dizendo que isso ajudaria o País a superar os seus problemas, mas na prática não foi isso. O Governo Temer tem mais de 90% de rejeição da sociedade brasileira. Nunca um governo teve tanta rejeição como esse. E não é por acaso. É porque é um governo que não atende às expectativas do povo brasileiro; um governo que se preocupa em agir desmontando as políticas públicas existentes; retornando direitos do povo brasileiro e isso vai dificultando a vida dos brasileiros. Isso teve um impacto direto no trabalho nosso em Brasília. Foi um trabalho permanente e de resistência para que não houvesse mais a retirada de direitos, apesar que, às vezes, não conseguimos resistir às investidas do governo, mas conseguimos segurar algumas: a reforma da Previdência não foi aprovada, nós conseguimos segurar. Na verdade, não é uma reforma, mas um desmonte do sistema da Previdência que poderia, na prática, acabar com a aposentadoria pública. Soma-se a isso, o trabalho que eu realizo cotidianamente em todo o Estado de Goiás para levar as políticas públicas, os projetos e recursos para atender à população goiana. Então, em 2017, foquei muito o meu trabalho para que estes recursos chegassem aos municípios. Não é por acaso que eu fiquei entre os três deputados de Goiás que mais conseguiram levar recursos para os municípios e Anápolis, evidentemente, foi a cidade que a gente trabalhou mais disponibilizando recursos.

Para 2018, quais são as expectativas, já que devemos ter, também, um ano atípico, por ser um ano eleitoral. Mas, o que o senhor espera de desempenho do mandato, especialmente, em relação a Anápolis?

RUBENS OTONI - Acredito que 2018 será um ano de muitos desafios e também um ano de grandes oportunidade. A oportunidade de superarmos este triste momento da política brasileira; de virar a página desse momento de exceção que estamos vivendo no País e este governo que aí está, que tem mais de 90% de rejeição, é um governo que não foi escolhido pelo povo brasileiro. Foi escolhido por 367 deputados numa sessão da Câmara. E aí, colocou-se o (Michel) Temer na Presidência, com uma agenda que não foi apresentada ao povo brasileiro. Então, 2018 é uma oportunidade para colocarmos a democracia de novo nos trilhos. Fazer com que haja um governo que represente os anseios e a vontade do povo brasileiro no pensamento, nas ideias e na sua prática. A eleição presidencial, com certeza, norteará o debate político deste ano. Será a partir das eleições presidenciais que nós vamos ter condições de debater os problemas do Brasil e escolher os rumos maiores para o povo. Nosso mandato estará presente neste debate e atento a toda conjuntura, sempre compromissado com as questões municipais, com a realidade do nosso Município e do Estado de Goiás.

O Partido dos Trabalhadores já definiu um caminho para 2018, sobretudo, em relação à sucessão no Estado?

RUBENS OTONI - O partido já definiu o seu caminho em relação à eleição nacional. Lula será o nosso candidato, apesar de toda tentativa dos nossos adversários de inviabilizar esta candidatura, mas não tem como. Para todas as investidas que eles fizerem, haverá recursos jurídicos para levar esta candidatura até o final. E, nossa participação dentro do Estado se dará dentro desta prioridade nacional. Então, nós teremos aqui em Goiás uma candidatura que represente este projeto e apoie o projeto liderado pelo (ex) Presidente Lula. Essa candidatura será construída com o diálogo em todas as regiões do Estado. A direção estadual do PT inicia agora, a partir do dia 03 de fevereiro, uma série de 26 encontros regionais, onde estaremos em todas as regiões de Goiás, até o dia 15 de abril, os quais finalizaremos com um grande encontro na Capital (Goiânia), onde aí possivelmente estaremos definindo a nossa chapa majoritária com os candidatos a Governador, Vice-Governador; os candidatos ao Senado e, também, a chapa pronta com os candidatos a Deputado Federal e Estadual. Claro que neste diálogo que vai até 15 de abril, haverá, também, um diálogo com os partidos políticos que têm disposição em trabalhar junto com o Partido dos Trabalhadores.

Mas, já está definido, o partido vai lançar uma candidatura própria, ou poderá optar, também, por apoiar um nome de outra legenda?

RUBENS OTONI – Poderemos, até, apoiar um outro nome, desde que ele apoie o projeto nacional e apoie a candidatura de Lula. Mas, se não tiver uma candidatura com esta disposição, com certeza nós teremos candidato e o nosso palanque próprio ao Governo de Goiás.

O senhor, particularmente, já definiu o projeto para 2018? Vai disputar a reeleição?

RUBENS OTONI - Já sim. Isso eu já comuniquei à nossa direção há algum tempo. Nosso projeto é o projeto da reeleição, até porque esta eleição de 2018 torna a representação federal mais importante ainda, justamente pelos episódios que nós vivenciamos nos últimos períodos. Não adianta você eleger um Presidente da República que seja popular, mas que não tenha um respaldo para que ele possa desenvolver o seu trabalho e ter apoio para desenvolver as políticas públicas. Então, neste sentido, devo sim ser candidato à reeleição.

Não só Anápolis, mas a grande maioria dos municípios brasileiros, necessitam de buscar os recursos que estão concentrados em Brasília. Qual é a relação que o senhor tem hoje com o Prefeito Roberto Naves, para esta atuação?

RUBENS OTONI - Nosso estilo de trabalhar sempre foi muito respeitado em todo o Estado de Goiás, justamente por causa disso: eu sempre ajudei os municípios, independentemente da questão partidária; de o prefeito ser do partido A, B ou C; independentemente de o prefeito ter que me apoiar ou não. Então, eu penso é na população, nas pessoas carentes que dependem das políticas públicas; que dependem destes recursos para terem melhorada a sua qualidade de vida. Quanto o Prefeito (Roberto Naves) assumiu, eu fiz questão de fazer uma visita a ele para dizer que continuaria ajudando Anápolis e disponibilizando recursos. E, assim foi durante todo o ano de 2017 e será agora neste ano de 2018. Nós estamos entrando este ano com mais de R$ 8 milhões de recursos do Governo Federal, de emendas pessoais, disponíveis e já empenhadas para o Município. E colocaremos mais de R$ 3 milhões em 2018. Então, nós chegaremos aí a quase R$ 12 milhões em emendas na área de infraestrutura, da saúde, da educação, da cultura, na área de esporte. Então, são emendas que já estão disponíveis, prontas para serem trabalhadas.

Autor(a): Claudius Brito

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