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Número de queimadas já é maior que o do primeiro semestre de 2017

Meio Ambiente Comentários 05 de julho de 2018

Estatística dos bombeiros aponta que este ano já ocorreram 65 queimadas, contra 33 no mesmo período do ano passado


Embora ainda não esteja em seu ponto crítico, o número de queimadas em Anápolis praticamente dobrou até o final de junho, passando de 35 nos seis primeiros meses de 2017 para 65 este ano. “A partir de agora, a tendência é de um aumento significativo no número de queimadas por causa da vegetação ressecada, muito vento e o uso de fogo em práticas equivocadas na limpeza de lotes e de áreas maior porte”, disse o tenente Vilmar Teixeira de Andrade, Ele revelou que a estatística do 3º Batalhão de Bombeiros Militar mostra um grande aumento no número de ocorrências em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Em julho de 2017 foram feitos 16 atendimentos de queimadas, contra 33 no mesmo mês deste ano, o que representa um aumento de mais de 100%. A mesma estatística mostra que em janeiro deste ano foram feitos quatro registros contra dois em 2017, seis em fevereiro contra nenhum no ano passado; dois em março, contra três no mesmo mês do ano passado, zero em abril nos dois períodos, 20 em maio, contra 14 em 2017 e agora, 33 em junho contra as 16 ocorrências do ano anterior.
Apesar disso, o tenente Andrade revelou que, este ano, ainda não ocorreu nenhuma grande queimada, com a maioria dos registros de ocorrências no 3º Batalhão se restringindo a lotes da área urbana e em pequenas reservas ambientais. Ele citou como exemplos o combate a pequenas queimadas no Parque da Matinha, na reserva ambiental próxima ao Terminal Rodoviário e do setor Jamil Miguel e também em áreas um pouco maiores às margens das BRs 153/060.
Segundo ele, o combate ao fogo em vegetação às margens das BRs 153/060 em áreas de atuação da concessionária que explora parte de seus trechos o trabalho dos bombeiros é feito com o apoio de equipes da Triunfo/Concebra. O oficial elogiou o apoio das equipes da concessionária, ao explicar que o combate a focos de queimadas em vegetação precisa ser rápido e eficaz por causa dos perigos que a fumaça e a fuligem causam aos condutores de veículos e evitar riscos de acidentes nas pistas.

Agilidade
O Tenente lembrou que essa agilidade ajuda a evitar a morte de muitos animais de variadas espécies que vivem em matas e reservas florestais, mas que são afugentados pelo fogo e atropelados por veículos que passam pelas rodovias. “Esse trabalho tem que ser rápido, de muita agilidade”, acrescentou e assegurou que essa agilidade ajuda a preservar a vida de muitos animais. No entanto, que muitos morrem atropelados em consequência de queimadas.
O setor de combate a queimadas do 3º BBM conta com três equipes, nove policiais bombeiros, três viaturas e dois caminhões. Em casos mais graves, essas equipes recebem o reforço de mais bombeiros. O sargento que coordena esse trabalho contou que a tendência é reforçar as equipes a partir de agora, com ênfase nos meses mais críticos entre o final de julho até final de setembro, quando a vegetação fica mais seca e, a temperatura, mais elevada, acompanhada de muito vento.
O Tenente Andrade lembrou que essa conjugação de fatores favorece o surgimento de mais queimadas, um quadro que se agrava à medida que se aproxima o período chuvoso. “Soma-se a isso, a falta de consciência de muitas pessoas”. Disse, mais, que o 3º BBM realiza um trabalho de conscientização junto aos proprietários rurais, em entidades que representam segmentos da sociedade, escolas, clubes de serviços, dentre outras e orienta as pessoas sobre a forma correta de se fazer a limpeza de lotes e outras áreas, sem a necessidade de uso de fogo. Além disso, estão sendo promovidas oficinas educativas, palestras e distribuição de material educativo.
Os proprietários rurais são orientados a prepararem abafadores para o combate a queimadas e, também, de aceiros, para evitarem que o fogo se propague e se torne de difícil de controle. Segundo ele o período de maior registro de queimadas ocorre entre 14 e 16 horas, quando a vegetação já ressecada perde a pequena umidade proporcionada pelas madrugadas frias e com umidade do ar mais alta.

Autor(a): Ferreira Cunha

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