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Número de homicídios registra queda de 28,74% no semestre

Segurança Comentários 12 de julho de 2018

Polícia Civil aponta que entre 14 crimes catalogados, 10 apresentaram queda de registros e, apenas, quatro tiveram aumento


O número de homicídios praticados em Anápolis no primeiro semestre foi deste ano 28,74% inferior ao do mesmo período do ano passado, indo de 87 registros de janeiro a junho de 2017 para 62 este ano. Isto representa uma redução de 25 crimes. O dado faz parte da estatística semestral da Polícia Civil, com números sobre 14 dos principais crimes praticados nos seis primeiros meses do ano, dos quais 10 apresentaram queda de registros e, apenas, quatro tiveram aumento.
Esta estatística Civil mostra que houve aumento de 12,50% no numero de estupros, de 2,87% de roubo de veículos e de 36,59% de furtos a transeuntes. Os registros de estupros passaram de oito para nove, os de roubo de veículos de 244 para 251 e o de furtos a transeuntes, de 123 para 168. “São números que não refletem bem a realidade”, avalia o delegado regional substituto, Manoel Vanderic que acumula a função com a de Delegado do Idoso, durante o período de férias da titular da Delegacia Regional da Polícia Civil, Aline Vilela.
Para ele, mesmo com o aumento do efetivo da Polícia Militar e da maior presença de policiais nas ruas, a população mantém a sensação de impunidade por causa da leveza das penas aplicadas aos criminosos. “O período que estes criminosos ficam presos é muito curto”, sentencia o delegado, para quem o período de permanência de criminosos atrás das grades estimula a reincidência no mesmo tipo de crime, ou crimes semelhantes, mesmo que tenham sido sentenciados pela Justiça.
“Para essas pessoas reincidentes, fica a sensação de que o crime compensa”, acrescentou o delegado. Além desse fato, ele acredita que fatores sociais contribuem para o aumento da reincidência, sobretudo o tráfico e o consumo de drogas. “Isso fica muito claro nos crimes de homicídio” disse, explicando que 90% dos crimes contra a vida estão relacionados com as drogas, seja por causa de dívidas, disputa de boca de fumo ou outros problemas entre usuários e traficantes. Segundo ele, menos de 10% dos homicídios são considerados crimes passionais.
Técnicas atrasadas
Apesar da queda de 28,79% no número de homicídios, o delegado não considera que o índice seja tão significativo. Segundo ele, a Polícia Civil e a Polícia Militar estão muito atrasadas em técnicas de combate e prevenção a homicídios, ao se levar em conta o grande número de crimes contra a vida que hoje vêm sendo praticados. Além disso, ele acha que as ações de combate e a prevenção de homicídios são difíceis de serem exercidas, devido à sua imprevisibilidade. De acordo com o delegado substituto, a estatísticas de crimes do primeiro semestre mostra o que as polícias civil e militar realizam, com base na estrutura que lhes é oferecida.
“Estamos, apenas, enxugando gelo”, sintetizou Manoel Vanderic elogiando, no entanto, o trabalho que é desenvolvido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), segundo ele, muito bem feito e reforçado com um banco de dados implantado pelos três delegados do grupo. Ele revelou que os crimes de homicídios, também, são praticados por pessoas reincidentes, como comprova este banco de dados do GIH. “São pessoas que matam um e geram, depois, vingança em outro”, explicou revelando que muitos homicídios envolvem uma verdadeira guerra de facções.
A mesma estatística mostra que a queda foi ainda maior nos registros de tentativa de homicídio. Passou-se de 64 no primeiro semestre de 2017 para 43 este ano, com redução de 32,61%. Os latrocínios caíram de três para apenas um; os roubos a transeuntes passaram de 942 para 732; os roubos em comércio, de 171 para 91 e em residências, de 77 para 68.
Os registros de furtos, também, caíram na maioria das situações. No caso de veículos, eles passaram de 347 no primeiro semestre de 2017 para 264 no mesmo período deste ano; em comércio, de 299 para 219 e em residências, de 835 para 463. Aumentou, porém, o número de furtos a transeuntes, que passou de 123 para 168.
Sobre roubos e furtos de cargas, os dados da Polícia Civil não incluem os registros feitos pela Polícia Rodoviária Federal, de crimes praticados nas estradas que cortam Anápolis. De acordo com a mesma estatística, os roubos de cargas caíram 36,36%, passando de 22 para 14 ocorrências, enquanto que os furtos de cargas aumentaram de cinco para oito, significando um crescimento de 60%.

Autor(a): Ferreira Cunha

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