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Número de homicídios em 2018 foi o menor dos últimos seis anos

Violência Comentários 10 de janeiro de 2019

Depois do recorde de 195 mortes, índice passou a cair a cada ano e chegou à queda de 29,1% em 2018


O número de crimes de homicídios praticados em Anápolis, ao longo do ano passado, teve uma redução de 29,1% quando comparado com as mortes violentas registradas em 2017. O percentual de queda consta da mais recente estatística do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), da Polícia Civil, onde se constata que o número de homicídios caiu de 165 casos em 2017 para 117 no ano passado, uma redução de 48 registros.
“Foi um ano favorável (2018) à redução dos índices de crimes de homicídios em Anápolis”, disse o delegado titular do GIH, Vander Coelho. Segundo ele, o registro de 117 registros de mortes violentas no ano passado foi o menor dos últimos seis anos. O recorde em número de homicídios ocorreu em 2016, quando foram registradas 195 mortes violentas na cidade.
“É uma redução muito expressiva”, comemora o delegado, ao explicar que os 117 homicídios representam o número de vítimas e não o de registros de mortes violentas. Segundo ele, entre as 117 vítimas estão incluídos casos de duplo e até de triplo homicídio em uma única situação. “Por essa razão, o número de casos chega a ser menor do que o de vítimas”, acrescentou Vander Coelho.
O delegado atribui a redução do número de homicídios a um conjunto de ações articuladas pela Polícia Civil e pelas demais forças de segurança que atuam na Cidade, depois que Anápolis registrou o recorde de 195 mortes violentas em 2.016. Para reverter esse número, disse que o GIH passou a funcionar em regime de plantão desde maio daquele ano, criando em seguida uma força tarefa interna empenhada em solucionar os crimes de homicídios o mais rápido possível, além de intensificar o trabalho preventivo.
Todas as ações com vistas à redução de homicídios apresentaram resultados práticos. Estas estatísticas mostram que, depois do recorde de 195 crimes violentos em 2016, o número caiu para 165 em 2017e para 117 no ano passado. ”Este ano, nosso desafio será, ainda, maior”, disse o delegado revelando que a meta estabelecida pela Secretaria de Segurança Pública é de uma redução de 10%, “mas nosso desafio é superar o percentual de quase 30% alcançado pelo GIH em 2018”.

Investigação
“Além disso, intensificamos também o trabalho investigativo”, disse Vander Coelho revelando que todas as ações são desenvolvidas com o apoio de outras forças policiais, especialmente o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos, segundo explicou, porque, entre 80% a 90% dos casos de homicídios tem envolvimento com o uso e o tráfico de drogas. Para o delegado, o maior rigor no uso e tráfico de drogas tem proporcionado reflexos positivos na redução de homicídios.
Para o delegado outro fator que também contribuiu para a redução dos homicídios foi o aumento do número de cumprimento, pela equipe do GIH, de mandados de prisão. Segundo Vander Coelho, em 2018 foram cumpridos 91 mandados de prisão e feito um alto índice de remessa de inquéritos ao Judiciário, depois que boa parte dos crimes foi elucidada. No total, foram 80 inquéritos encaminhados ao Judiciário. O delegado afirmou que o índice de elucidação de crimes no GIH de Anápolis é um dos mais altos do País, em 2018 em torno de 68% dos casos.
De acordo com o delegado, a presença de policiais do GIH logo após a prática de alguns crimes aos locais onde eles aconteceram tem sido também muito importante para a elucidação de muitos casos. “Nós fechamos o ano de 2018 com uma prisão em flagrante em virtude da presença imediata da polícia ao local onde ocorreu um homicídio”, disse Vander Coelho. Ele afirmou que a visita imediata aos locais de crime reflete na sua redução “porque os potenciais criminosos passam a ter a certeza de que serão punidos e acabam deixando de praticá-los”.
O titular do GIH se referiu ao homicídio praticado por Marlon Alves Vilela, que assassinou Marco Antônio de Paula com vários golpes de faca, na madrugada do dia 30 de dezembro do ano passado, no Bairro Calixtolândia. Segundo ele, Marlon Vilela foi preso em flagrante por uma equipe de policiais comandada pelo delegado Cleiton Lobo de Araújo, duas horas após o crime.
Sobre esse caso, disse que o GIH foi acionado por testemunhas logo após o crime e que a equipe comandada pelo delegado Cleiton Araújo foi imediatamente para o local do assassinato, onde conseguiu localizar e prender o seu autor em sua residência.

Autor(a): Ferreira Cunha

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