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Número de homicídios aumentou 45% em 2016

Segurança Comentários 12 de janeiro de 2017

Segundo a Polícia Civil, foram registrados 195 assassinatos, contra 134 em 2015, o que representa 61 mortes violentas a mais


O número de homicídios em Anápolis aumentou 45% em 2016 comparando-se aos que foram praticados no ano anterior, segundo estatística do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), superando o recorde de 2013, quando aconteceram 180 assassinatos. No ano, ocorreram 195 homicídios, contra 134 no ano anterior, o que representa 61 mortes violentas a mais do que o número de assassinatos registrados ao longo de 2015.
A estatística do GIH mostra que em 2016 ocorreram 13 homicídios em janeiro; 14 em fevereiro; 21 em março; 14 em abril; 14 em maio; 20 em junho; 15 em julho; 10 em agosto; 11 em setembro; 18 em outubro, 24 em novembro e 21 em dezembro. Não se computam os casos de tentativas que evoluíram para homicídio. Os números assustam e preocupam a própria Polícia, conforme admite o titular da Delegacia de Homicídios, Renato Rodrigues de Oliveira ao reconhecer que em 2016 houve uma interrupção na sequência de quedas no número de mortes violentes registradas em Anápolis.
As estatísticas do GIH mostram que depois do recorde de 180 homicídios em 2013 houve uma queda de 20% em 2014, com o registro de 148 mortes violentas e de 11% em 2015, quando ocorreram 134 assassinatos. “Infelizmente, em 2016 o número de homicídios superou o de 2013, até então o ano recorde de assassinatos em Anápolis”, lamenta o delegado Renato de Oliveira, reconhecendo que a Cidade não acompanhou a queda de 9,6% no número de homicídios ocorridos no Estado, em 2016.
O delegado afirmou que a Secretaria de Segurança Pública passou a olhar Anápolis com mais preocupação e que diversas ações serão colocadas em prática imediatamente na tentativa de reverter o alto número de homicídios ocorridos na cidade no ano passado. “A atenção do governo do Estado e da Secretaria de Segurança Pública com Anápolis está sendo redobrada”, garantiu Renato de Oliveira sem revelar quais ações serão implementadas no combate ao número de mortes violentas e nos índices de elucidação destes crimes. Em 2017 o número continua preocupante. Nos 12 primeiros dias, foram anotados nove crimes de morte
Especificamente sobre o índice de elucidação destes crimes, o delegado afirmou que ele vem crescendo depois que a Delegacia de Homicídios passou a contar com três delegados e com o aumento do seu efetivo. De acordo com o delegado Renato de Oliveira, em 2016 foram finalizados 79 inquéritos e encaminhados ao Judiciário, incluindo alguns de anos anteriores. Ele reconhece, também, que grande parte das investigações de crimes de homicídios é demorada, mas assegura que o número de inquéritos concluídos e encaminhados ao Judiciário supera a 40%, um índice bem acima da média nacional, que é de 08%. Para aumentar o número de inquéritos concluídos, o delegado disse que o GIH aceita receber denúncias anônimas sobre o paradeiro de praticante de crimes violentos, que podem ser feitas pelo telefone 328-2727. “Isso ajuda o nosso trabalho”, frisou.
Drogas e armas
Renato de Oliveira atribui às drogas o aumento do número de homicídios, segundo ele, um fato que ocorre em todo o País. A disputa por territórios e por pontos de distribuição e tráfico de drogas é um fator determinante para o aumento no número de homicídios. “Analisando os inquéritos que tramitam na Delegacia de Homicídios, constatamos que 90 por cento dos crimes têm envolvimento com o tráfico e o uso de drogas”, disse o delegado revelando que, hoje, as pessoas inseridas nesse meio matam por dívidas com drogas, em disputas por territórios, pontos de distribuição e de tráfico.
O delegado diz, também, que a posse de arma de fogo e de arma branca acaba motivando as pessoas envolvidas com o tráfico e o uso de drogas a matarem seus desafetos. “Hoje, a entrada de armas de fogo pelas nossas fronteiras é muito fácil”, afirmou Renato de Oliveira revelando que em Anápolis existem casos de assassinatos praticados com arma de grosso calibre, de uso restrito do Exército. “Nem as polícias Militar e Civil usam esse tipo de arma”, disse ele.
Sobre o uso de arma branca, o delegado afirmou que elas representam, apenas, 15% dos homicídios praticados. “A polícia tem sido firme na apreensão de armas, principalmente as de fogo”, acrescentou Renato de Oliveira. Ele acredita que, por essa razão, muitos criminosos acabam praticando homicídios com o uso de arma branca.

Autor(a): Da Redação

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