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“Nenhum moleque vai ganhar nada no grito”

Política Comentários 19 de julho de 2013

Governador reage a manifestação de um grupo de estudantes da UEG, que está em greve há mais de 80 dias. Ele ressaltou que a Universidade tem recursos e autonomia


Em tom de desabafo, o Governador Marconi Perillo reagiu ao manifesto organizado por um grupo de estudantes da Universidade Estadual de Goiás (UEG), que está em greve há mais de 80 dias. Embora pequeno, o grupo fez de tudo para tentar atrair a atenção das autoridades e do público que compareceu ao lançamento do programa ‘Governo Junto de Você’, na quinta-feira, 18. Primeiro, um caixão foi colocado logo na entrada e, com um megafone, os estudantes faziam discursos inflamados contra o Governo. A Polícia Militar, apenas, acompanhou de perto, para evitar incidentes.
O Governador e parte da comitiva chegaram por um acesso lateral e nem viram o manifesto que havia na porta da entrada. Entretanto, logo após o início da solenidade, quando Marconi estava prestes a fazer o seu discurso, alguns manifestantes postaram uma faixa sobre a greve logo atrás do palanque das autoridades, nas proximidades do Ginásio Internacional “Newton de Faria”. A Polícia Militar foi até o local e pediu que a faixa fosse retirada. Nesse momento, um jovem mais exaltado desceu de um barranco e acabou caindo, tendo de ser resgatado por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Ele se feriu sem maior gravidade. A cena, porém, causou constrangimento.
Discursando de improviso, o Governador Marconi Perillo reagiu: “Nós não vamos fazer nada que esteja fora do nosso alcance. Tem que haver respeito e tem que haver diálogo”, enfatizou, acrescentando: “Nenhum moleque vai ganhar nada no grito”. Ainda, em sua fala, ele lembrou que, em 10 anos no Governo, nunca atrasou a folha de pagamento do funcionalismo e sempre pagou o 13º salário na data de aniversário do servidor. “Não vamos ser irresponsáveis de fazer algo que não possamos cumprir”, reiterou. “Estou calejado e com os ombros pesados por tantas injustiças. Não vão me tirar do sério e da responsabilidade de fazer um governo com responsabilidade fiscal”, asseverou.
Marconi Perillo lembrou que a UEG foi criada em seu Governo e que a instituição, hoje, goza de autonomia e conta com uma receita de 2% do orçamento do Estado. E, destacou que está aberto ao diálogo. “Mas tem de haver respeito”, insistiu.
Na semana passada, conforme mostrou o CONTEXTO, os estudantes que participam do movimento de paralisação invadiram a Reitoria da Universidade, o que obrigou a instituição a cancelar o expediente durante todo aquele dia. Os manifestantes lutam por melhorias na estrutura física, laboratório, bibliotecas e para o corpo docente.

Autor(a): Claudius Brito

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