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Índices de criminalidade caem em Anápolis

Segurança Comentários 23 de dezembro de 2015

Estatística da 3ª Regional da Polícia Civil aponta queda no número de homicídios; de furtos de veículos e de celulares. Houve, porém, aumento no número de furto e roubos de cargas, em residências, em estabelecimentos comerciais e a transeuntes


Apesar da sensação de insegurança vivida pela maioria da população, os índices de criminalidade caíram em Anápolis em 2015, quando comparados com os de 2014. É o que mostra uma estatística da 3ª Regional da Polícia Civil, fornecida ao Jornal Contexto pelo delegado regional Álvaro Cássio dos Santos. Ele atribui a redução dos índices de criminalidade ao aumento do número de delegados e de policiais do grupo de investigações criminais, aliados às operações desenvolvidas em locais com maior incidência de crimes - esses pontos são denominados pela polícia de “manchas criminais” - e ao trabalho realizado conjuntamente pelos serviços de inteligência das polícias Civil e Militar. Para o delegado, o apoio financeiro do prefeito João Gomes, que repassa uma verba mensal de R$ 20 mil para o pagamento de um banco de horas aos policiais que trabalham na Central de Flagrantes, também, contribui para o melhor desempenho do órgão.
Considerado uma das maiores preocupações pela polícia, os crimes contra a vida registraram, este ano, uma queda de pouco mais de 10%, de acordo com número fechados até o inicio da semana. No ano, foram registrados 128 homicídios, contra 144 em 2015, o que representa uma redução de 16 crimes contra a vida. “Em relação ao ano anterior, em 2014, a redução do número de homicídios foi ainda maior, de 21,9”, acrescentou Álvaro Cássio, para quem a queda ocorreu em conseqüência das ações do programa “Goiás com vida”, que conta com um núcleo de observatório que identifica os locais com os maiores índices de homicídios.
“Esse núcleo foca suas operações nas chamadas manchas criminais”, explica o titular da 3ª Regional da Polícia Civil revelando que seus integrantes atuam em conjunto com Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (GENARC). Álvaro Cássio esclareceu que grande parte dos homicídios tem como causa o uso e o tráfico de drogas. “Nessas ocorrências, sempre há uma relação de uma coisa com a outra”, acrescentou o delegado garantindo que este trabalho conjunto aumentou consideravelmente o índice de resolutividade, com o trabalho repressivo desenvolvido pelo GENARC e policiais do núcleo de observatório.
Patrimônio
O trabalho desenvolvido pelo Grupo de Capturas, ligado à 3ª Regional da Polícia Civil é, também, considerado pelo delegado Álvaro Cássio outro importante órgão no combate ao crime. Segundo ele, só este ano 225 mandados de prisão foram cumpridos pelo Grupo de Capturas, retirando de circulação o mesmo número de pessoas com tendência a variadas práticas criminais. Para o delegado, a Central de Flagrantes, também, contribui para a redução dos índices de criminalidade e uma prova de que a PM e a Polícia Civil trabalham muito, apesar das deficiências e dificuldades que as duas corporações enfrentam. “Em 2014 foram realizados 1.486 autos de prisão em flagrante, número que já supera a 1.600 em 2015”, conta Álvaro Cássio antecipando que está vem desenvolvendo um trabalho na Secretaria de Segurança Pública para que seja instalada mais uma central de flagrantes em Anápolis.
Outra área considerada problemática para a Polícia Civil é a de roubos e furtos de cargas em Anápolis, cuja atribuição é de responsabilidade do Grupo Especial de Repressão a Crimes contra o Patrimônio (GEPATRI), criado recentemente e instalado no 7º Distrito Policial, no Parque Brasília. Sua instalação nasceu de gestões do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor, juntamente com o Rotary Clube Anápolis Oeste e Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários, tendo à frente o jornalista Vander Lúcio Barbosa. Uma das grandes preocupações deste grupo é o fato de Anápolis ser apontada como uma das principais rotas de quadrilhas especializadas em furto e roubos de cargas, por causa das boas condições logísticas da Cidade.
“Só a presença do GEPATRI ajuda a coibir esse tipo de crime na região de Anápolis”, assegura Álvaro Cássio. Ele revela que sob o comando do delegado Daniel Nunes Guimarães, titular do 7ºDP o órgão trabalha em conjunto com as polícias Militar e Rodoviária Federal. Segundo ele, esse trabalho tem, também, como alvo, os receptadores, responsáveis por fomentar toda a cadeia criminosa de furto e roubo de cargas. Mas, mesmo com a criação do GEPATRI, os números de furtos e roubos de cargas ainda não caíram em Anápolis. De acordo com a estatística da Polícia Civil, em 2014 ocorreram 54 roubos e 12 furtos de cargas no Município, ante 83 roubos e 12 furtos em 2015.



Efetivo da Polícia Civil é inferior ao de 15 anos atrás


Trabalhando com um efetivo policial inferior ao de 15 anos atrás, a Polícia Civil de Anápolis precisaria de, no mínimo, mais 50% do seu quadro de funcionários que conta hoje, para ter o que o titular da 3ª Delegacia Regional, Álvaro Cássio dos Santos, considera de “mínimo necessário” para atuar com mais eficiência no combate e repressão aos mais variados crimes praticados no Município. “Precisamos, urgentemente, de reforçar nosso efetivo”, confessa Álvaro Cássio. O delegado reconhece, porém, que é suficiente o número de veículos e de armamentos à disposição da Polícia Civil.
“Mesmo assim, estamos conseguindo aumentar o número de remessa de inquéritos policiais ao Judiciário”, ameniza ele ao explicar que este aumento é uma prova concreta de que as polícias Civil e Militar estão trabalhando muito, apesar de encontrarem dificuldades para um melhor desempenho de suas ações. As deficiências ficam mais evidentes quando se leva em conta o alto número de municípios jurisdicionados à 3ª Regional da Polícia Civil, com sede em Anápolis. Hoje, são 21 municípios, número que subirá para 24 a partir de janeiro, o que reforça a necessidade de se ampliar e melhorar a estrutura da 3ª Regional.
Integram, atualmente, a 3ª Regional da Polícia Civil, além de Anápolis, os municípios de Abadiânia; Araçu; Avelinópolis, Brazabrantes; Campo Limpo de Goiás; Corumbá de Goiás; Caturaí; Damolândia; Goianápolis; Goianira; Inhumas; Itauçu; Nerópolis; Nova Veneza; Ouro Verde de Goiás; Petrolina de Goiás; Pirenópolis, Santo Antônio de Goiás e Terezópolis de Goiás. A partir de janeiro, passam a integrar a 3ª Regional os municípios de Gameleira de Goiás, Leopoldo de Bulhões e Silvânia.
Registros
O delegado Álvaro Cássio conta que entre estes 24 municípios, alguns são mais problemáticos do que os demais. Ele cita como exemplo de locais que dão mais trabalho para as polícias Civil e Militar as cidades de Anápolis, Goianira e Inhumas, por serem mais próximas de Goiânia e onde os criminosos agem com mais assiduidade e ousadia. Segundo ele, para dar resposta a estas ações, as polícias vêm se desdobrando com o uso da criatividade no combate e repressão às pessoas fora da lei.
Com base em dados de relatórios de ocorrências por crimes, o delegado mostra que este ano houve queda em alguns registros, quando comparados com o ano anterior. Como exemplo, Álvaro Cássio exibe documento no qual consta que em 2014 foram registradas 3.950 ocorrências de furtos, contra 3003 em 2015, o que significa uma queda de mais de 30%. Em contrapartida, o número de roubos passou de 1.767 registros de ocorrência em 2014 para 2.407 este ano, representando, igualmente, um aumento de mais de 30%.
Os números mais significativos são de roubos em veículos. O número passou de 279 em 2014 para 401 em 2015; o de furtos de veículos, que diminuiu de 465 para 443; o de furtos em residências que caiu de 764 para 681; o de roubos em residências, que aumentou de 82 para 123; o de furtos de celular, que passou de 1.689 para 994; o de roubos a transeunte, que aumentou de 1.121 para 1.426; o de roubos em postos de combustíveis, que aumentou de 18 para 30; o de roubos em estabelecimentos comerciais ou de serviços, que subiu de 170 para 275; o de roubos em ônibus do transporte coletivo, que passou de 11 para 32, o de roubos em lotéricas, que caiu de três para dois e o de roubos em farmácias, que aumentou de apenas três em 2014 para 20 este ano.

Autor(a): Ferreira Cunha

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