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Índice de assassinatos preocupa a comunidade

Polícia Comentários 19 de fevereiro de 2016

Mortes se multiplicam em diferentes pontos da Cidade apesar do esforço da polícia


A onda de homicídios, alguns deles praticados em plena via pública, continua assustando a população de Anápolis. Na manhã de quinta-feira, 18, o comerciante Ademir Nunes, pessoa largamente conhecida na Cidade, foi morto ao sair de casa, na Vila Formosa. Ele, que tinha 65 anos e era proprietário de um açougue no Mercado Municipal, foi abordado por homens que o esperavam na saída da garagem. Levou um tiro na cabeça e morreu na hora. Os assassinos estariam em um carro Eco Sport, mas, as placas não foram identificadas. A Polícia Civil iniciou as investigações para apurar a causa real do crime, inicialmente tido como latrocínio, pois a carteira da vítima teria sido levada pelos bandidos. Ademir Nunes era membro de tradicional família em Anápolis e sua morte chocou grande parte da população.
Outro membro De família conhecida na Cidade e que morreu assassinado foi Leopoldo Firmo de Velasco, 37 anos. Ele estava no interior de sua empresa (serralheria) na Avenida Goiás, no centro da Cidade e foi surpreendido por um homem que ali entrou, com capacete na cabeça e desferiu-lhe tiros. Igualmente, Leopoldo morreu na hora. O crime, que aconteceu na sexta-feira, 12, foi presenciado por um filho da vítima, que se achava nas imediações. A princípio não foi apresentada uma versão para justificar este assassinato.
Mais casos
Na quarta-feira (17), o segurança Ademar Ferreira Rocha Júnior foi morto a tiros de revólver na porta da empresa onde trabalhou por algum tempo. O crime é atribuído ao, também, segurança Fábio Olavo. Ademar teria ido à empresa em busca de acerto trabalhista e entrou em discussão com o segurança que o baleou. Apoios os tiros, Fábio entrou em uma caminhonete da firma e fugiu. No momento do fato, a vítima estava acompanhada da esposa, Mari Carvalho que, também, já havia trabalhado na mesma empresa, uma fábrica de embalagens localizada às margens da BR 060. Este crime causou grande consternação, tendo em vista a vasta relação de amizades que a vítima cultivava. A Polícia Civil iniciou as investigações para localizar e prender o acusado.
A relação de assassinatos da semana em Anápolis tem, ainda, o registro da morte do menor David de Souza Almeida, 16 anos. Ele foi baleado pelo comerciante de iniciais G.B.B. que reagiu a um assalto em andamento, envolvendo David e outro comparsa. O crime aconteceu às quatro da tarde, no Jardim Primavera. O autor dos disparos apresentou-se, posteriormente, à Policia Civil, acompanhado de advogado e deu sua versão para o fato.
E, esta semana, a Polícia Civil desvendou um crime de morte praticado contra Cremildes César Ferreira de Souza, em três de outubro do ano passado, no Bairro Frei Eustáquio. Ele foi assaltado em casa por Franklin Pereira e José Flávio Guimarães. Esta semana a polícia, seguindo denúncias de terceiros, localizou Franklin e, em sua casa, ainda encontrou objetos roubados da vítima, Cremildes César, dentre eles, utensílios domésticos e, até, uma cadela da raça Shih Tzu. Ele nega, mas a polícia tem dados que, efetivamente, o ligam ao crime.
Além desses homicídios consumados, os plantões policiais dos últimos dias registraram vários casos de tentativas e lesões corporais. Mesmo com o esforço empreendido pelas polícias Civil e Militar, a onda de assassinatos está preocupando a comunidade anapolina. De acordo com os policiais, o crime de homicídio é de difícil previsão e prevenção, pois, na maioria das vezes, é praticado premeditadamente, em locais e horários atípicos, onde, nem sempre, é possível a presença da força pública.

Autor(a): Da Redação

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