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Núcleo reforça ações de atenção básica

Geral Comentários 19 de julho de 2018

Equipes multidisciplinares atuam de forma integrada para ampliar o atendimento


Que a porta de entrada da saúde pública é o postinho mais perto de casa, muita gente sabe. Mas poucos conhecem um trabalho realizado com os profissionais que atuam nas unidades espalhadas em toda a cidade. E quem faz esse trabalho é o Núcleo Ampliado de Saúde da Família – Atenção Básica (Nasf - AB), que presta apoio multidisciplinar para melhor atender aos pacientes. O objetivo é apoiar a consolidação da atenção básica, ampliando as ofertas de saúde na rede de serviços, assim como a resolutividade, a abrangência e o alvo das ações.
O Nasf conta com psicólogo, assistente social, educador físico, fisioterapeuta e nutricionista. Em Anápolis são cinco equipes que atuam em regiões diferentes para abranger a demanda. Os polos estão nas unidades dos bairros São Carlos, de Lourdes, Vila União, São José e Bandeiras que também respondem por bairros próximos que estão fora da zona de cobertura. “A previsão é que, em breve, tenhamos mais duas equipes do Nasf para ampliar a cobertura na cidade”, conta a coordenadora Hevelim Rótulo.
O trabalho do Nasf começa a partir de uma identificação das equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) que levantam dados sobre os pacientes. O diagnóstico é compartilhado e, então, define-se o melhor atendimento para cada situação. Exemplos são os grupos de gestantes, diabéticos, hipertensos e idosos formados a partir da necessidade dos pacientes.
A atuação acontece por meio de visitas domiciliares; atendimentos individuais (quando necessário) e conjuntos; palestras, capacitações e, também, como assistência às equipes de ESF. “Capacitamos os próprios profissionais das unidades dentro da área de atuação de cada um. Os agentes, por exemplo, que fazem as visitas domiciliares da atenção básica passam por sessões de alongamento e outras atividades relativas ao trabalho que exercem”, explica a coordenadora do Nasf.
Hevelim ressalta que as atividades do Nasf vão além das visitas em domicílio e atendimento nas unidades, introduzindo um caráter social, terapêutico, de cidadania e esportes. E isso é atestado pela Dona Aldenira Lourenço, 59, moradora do Bairro Bandeiras. Foi na praça perto de casa que ela conheceu o trabalho do Nasf. “Um dia saí pra fazer caminhada e vi aquelas pessoas se exercitando na praça. Me convidaram e fui. Hoje faço parte de um grupo de atividades e não abandono de jeito nenhum”, diz a dona de casa.

INTERAÇÃO
Além da atividade física, Dona Aldenira destaca outro aspecto importante do programa: a socialização. “Você conhece outras pessoas e passa a dividir tudo com eles. Fiz muitos amigos”, destaca. E a turma da dona de casa é animada mesmo. Nessa semana estiveram no Parque Ipiranga para uma atividade em grupo com mais de 20 idosos. Lá dançaram, se exercitaram e fizeram um piquenique. “Essa quebra na rotina, o lazer e a interação são essenciais para melhorar a qualidade de vida”, diz a educadora física Maria Helena Santana, integrante da equipe do Nasf que atende a região norte da cidade, com base no Bairro Bandeiras.
A psicóloga Nayara Luna de Oliveira, que compõe a mesma equipe, ressalta que o Nasf ainda promove a inserção social. “É uma forma de se inserir em determinados grupos e o resultado é extremamente positivo”, frisa. E disposição para essa interação não falta aos pacientes. Sobre o passeio no parque, que contou com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes, Dona Aldenira é categórica. “Poderia ter toda semana”. Mais informações podem ser obtidas na coordenação do Nasf pelo telefone 3902-2196.

SAIBA MAIS
Os Núcleos Ampliado de Saúde da Família (NASF-AB) foram criados pelo Ministério da Saúde em 2008. Configuram-se como equipes multiprofissionais que atuam de forma integrada com as equipes de atenção básica e Saúde da Família.
Esta atuação integrada permite realizar discussões de casos clínicos, o atendimento compartilhado entre profissionais tanto na unidade de saúde como nas visitas domiciliares, a construção conjunta de projetos terapêuticos de forma que amplia e qualifica as intervenções no território e na saúde de grupos populacionais. Essas ações de saúde também podem ser intersetoriais, com foco prioritário nas ações de prevenção e promoção da saúde.

Autor(a): Da Redação

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