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Na Rússia, Marconi atrai investimentos

Economia Comentários 20 de agosto de 2011

O governador e a comitiva goiana estiveram com o presidente da empresa em Moscou, apresentando propostas para que a multinacional faça novos investimentos em Goiás


No primeiro dia de viagem à Rússia, o governador Marconi Perillo abriu três frentes de trabalho, com entendimentos para instalar uma central de distribuição da gigante em embalagens Tetra Pak em Goiás, definir investimentos de R$ 100 milhões da Italac numa fábrica de sucos e na modernização de equipamentos e a formatação de programa pioneiro no Brasil de reforço nutricional com a distribuição de leite longa vida a crianças do ensino fundamental.
Os contatos foram feitos durante visita do governador à fábrica da Tetra Pak em Moscou, onde foi recebido pelo presidente da empresa, Igor Akimov. Marconi assistiu a uma apresentação sobre a indústria, o mercado russo e o programa de distribuição do leite. A Tetra Pak é uma companhia sueca presente em 165 países e líder mundial na produção de embalagens. O governador disse que ficou muito animado com os primeiros contatos e mostrou-se confiante no sucesso desta missão comercial para atração de investimentos para Goiás. Ontem, o governador anunciou, depois de manter teleconferência em Frankfurt com os executivos do grupo Nova Fronteira, investimentos da ordem de R$ 1 bilhão para implantação no Estado da maior usina de etanol do mundo.
Marconi trouxe à Tetra Pak demonstrações sobre o vigor do mercado crescente no Brasil, puxado pelos estados produtores como Goiás. Na Rússia, a classe média perde fôlego e os investidores buscam outros caminhos. Com esta parceria, Italac de Goiás e a Tetra Pak anunciam investimentos de 100 milhões – entre equipamentos e diversificação na produção da fabrica de Corumbaíba, que passa a produzir sucos e alimentos para o mercado nacional com reflexo importante na economia e no emprego para Goiás. Cerca de R$ 50 milhões serão investidos na implantação de uma fábrica de sucos e os outros R$ 50 milhões em modernização do parque industrial da Italac.
A Italac é a primeira indústria de Goiás em produção e compra de leite. E a terceira indústria brasileira no setor. Acompanham o governador na viagem o dirigente da Tetra Pak no Brasil, Newton Santos, e o presidente da Italac, Cláudio Teixeira. A Tetra Pak está de olho no mercado brasileiro porque a Rússia atravessa momentos difíceis na economia ainda como reflexo da crise de 2009. A classe média russa saiu empobrecida da turbulência e cortou drasticamente o consumo de supérfluos. Com isso, caiu o consumo de suco em caixinha, por exemplo, afetando o desempenho da companhia. Como no Brasil a situação é inversa (consumo aquecido e classe média em alta), a Tetra Pak quer aproveitar o momento e investir no País.
O governador iniciou com a Tetra Pak entendimentos para a construção em Goiás de um centro de distribuição da produção brasileira da indústria. Dada a localização estratégica do Estado no coração do Brasil, a Tetra Pak tem interesse em estudar a proposta do Governo Goiano. Marconi conheceu também o programa de distribuição de leite nas escolas, que na Rússia atende crianças de 20 das 83 regiões do país. São beneficiados alunos da primeira à quarta série do ensino fundamental. Do total de 13,6 milhões de crianças matriculadas, 1 milhão são contempladas. O programa é feito em parceria entre a Tetra Pak, os produtores de leite na Rússia e o poder público.
O sucesso do programa acabou levando o governo da Rússia a tornar obrigatória a distribuição de leite diariamente na rede de ensino. A mesma lei proibiu a venda de refrigerantes nas escolas. O governador disse que se interessou muito programa e que gosta e ousar em ações como esta. “Somos os pioneiros com o cartão da Renda Cidadã e da Bolsa Universitária, que se transformaram em Bolsa Família e Pró-Uni. Quem sabe não seremos também os primeiros neste programa de reforço alimentar?”, disse o governador, informando que solicitou mais informações detalhadas sobre o School Milk (nome do programa na Rússia) à embaixada brasileira para estudar a viabilidade de implantá-lo em Goiás, com a possibilidade de servir de modelo para todo o Brasil. (Fonte: Goiás Agora)

Autor(a): Da Redação

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