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Musicalização Infantil ganha espaço em Anápolis

Cultura Comentários 17 de julho de 2015

Imagine iniciar um bebê no universo musical. Uma escola em Anápolis ensina, de forma lúdica, o aprendizado infantil divertido e muito produtivo


Grande parte dos pais e mães, quando pensa em aula de música já imagina a execução de um instrumento. Pensa na criança sentada com um violão nas mãos, ou, quem sabe, em frente a um piano com os dedinhos ágeis tocando. Desde janeiro deste ano as empresárias Genezy Calazans e Flávia Calazans Estrella abriram a escola de música “Canteiro Espaço Musical” para crianças a partir de seis meses. Genezy tem formação em Licenciatura em Educação Artística Habilidade em Música e Pós Graduação em Educação Inclusiva e Neuropedagogia. A irmã Flávia é graduada em Musicoterapia e Pós Graduada em Educação Inclusiva. Flávia afirma que é importante começar lembrando que o estudo de música não está, necessariamente, ligado à prática de um instrumento musical específico. “Quando pensamos em aula de música como um processo de familiarização com este tipo de arte, tornamos as possibilidades muito mais abrangentes e podemos iniciar muito mais cedo”, justificou.


Quando começar


Estudos mostram que a partir do quinto mês de gestação o bebê já pode ouvir os sons. Ele já tem memória musical e responde ao que ouve através de diversos movimentos. Depois de nascer, não é muito diferente. Assim, ele está apto a aprender música desde as primeiras horas de vida. Quando o bebê já consegue se sentar e manipular objetos, ele está pronto para começar as aulas de música. A Canteiro Espaço Musical recebe crianças a partir de seis meses para aulas de Musicalização Infantil. “Nestas aulas, através de músicas e o contato com diversos instrumentos, o bebê vai desenvolver suas habilidades musicais, o canto e, também, outros aspectos importantes como a afetividade, a socialização e a coordenação motora, ressalta Flávia”.


Genezy explica que o curso é como uma pré-escola da música e a criança que passa por esse processo de musicalização têm a sua inteligência musical aguçada, prevenindo os entraves que possam bloquear o aprendizado musical e estimula os fatores que o facilitam. “No curso de Musicalização Infantil a criança aprende por observação, imitação e experimentações, através da manipulação de objetos que produzam som; instrumentos; músicas; bandas rítmicas, canções. Além disso, as danças, a percepção sensorial e motora, a disciplina pessoal e a construção de conceitos de propriedades do som como forte e fraco, rápido e lento, grave e agudo.”


As sócias da Canteiro Espaço Musical dizem que na musicalização infantil além da sensibilidade à música, a criança desenvolve a concentração; a coordenação motora; percepção; discriminação auditiva; raciocínio; socialização; concentração; memória; linguagem gestual, disciplina pessoal e outros aspectos que colaboram na formação do indivíduo.  “Nas aulas, as crianças têm conhecimento das estruturas musicais através de histórias, brincadeiras, músicas (formando seu repertório) e contato com diversos instrumentos na prática”.


A diferença entre crianças que começaram cedo o curso de Musicalização Infantil e crianças que iniciaram um pouquinho depois, já direto no instrumento, é percebida. Segundo Genezy, a forma de interagir com a música, de criar, experimentar e interpretar dessas crianças musicalizadas faz com que, quando iniciam um instrumento, o seu desenvolvimento seja muito mais rápido. “E, mesmo que você não queira que o seu filho se torne músico profissional (e nem é essa a intenção da aula de música) o desenvolvimento dessas crianças, a cultura que elas têm e como se relacionam com os colegas também é notavelmente diferente”, alegam as professoras.


As empresárias ressaltam que, desde pequenos, desenvolvemos o gosto por timbres específicos. “Às vezes a criança, simplesmente, não gosta do som de determinado instrumento. Forçá-la, vai tornar o aprendizado improdutível. Alguns instrumentos exigem que a criança tenha já um avançado desenvolvimento psicomotor. Outras vão exigir um bocado dos pulmões. E, ainda, alguns são tocados em posições nada confortáveis. Por isso, fazemos uma série de questionamentos para os amis antes da matrícula”, concluíram.

Autor(a): Mariana Lourenço

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