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Município é o segundo que mais contribui com a geração de riquezas em Goiás

Economia Comentários 16 de dezembro de 2011

Estudo divulgado pela Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento, em parceria com o IBGE, aponta que os setores de serviços e a indústria são os carros-chefes da economia


Anápolis manteve-se no segundo lugar do ranking entre os municípios que mais contribuem com a geração de riquezas em Goiás, ou seja, com a formação do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados pela Superintendência de Estatística, pesquisa e Informação (Sepin), órgão ligado à Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento (Segplan).
O estudo, desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), traz dados consolidados referentes ao ano de 2009 e é, de acordo com a Sepin, integrado aos procedimentos adotados nos sistemas de Contas Nacionais e Regionais, “de maneira que os seus resultados sejam coerentes e comparáveis, entre si e com os resultados nacional e regional”.
Conforme os dados divulgados, os dez municípios mais bem posicionados em relação ao PIB de 2009 são responsáveis pela geração de 60,8% da riqueza produzida em Goiás. O primeiro lugar no ranking de participação pertence a Goiânia (25,0%), seguido por Anápolis (9,5%); Aparecida de Goiânia (5,4%); Rio Verde (5,0%); Catalão (4,3%); Senador Canedo (3,1%); Itumbiara (2,5%); Luziânia (2,4%), Jataí (2,3%), e São Simão (1,5%).
Desde 2002 o Município de Anápolis apresenta um gráfico crescente no valor nominal do PIB, assim como a sua participação para a composição do Produto Interno Bruto Regional, sendo, naquele ano, apurado o valor nominal aproximado de R$ 2,151 bilhões e participação de 5,7%. Em 2007, R$ 4,677 bilhões (7,18%); 2008, R$ 6,262 bilhões (8,3%) e, em 2009, R$ 8,109 bilhões (9,5%). Entre 2008 e 2009, a participação de Anápolis no PIB goiano teve uma variação positiva de 1,2%.
Os principais destaques do PIB de Anápolis foram os setores de serviço, que representou, naquele ano, 51,2% da estrutura municipal, seguido da indústria, com 47,9%. Neste último setor, o estudo destaca que a boa performance do segmento foi influenciado pelo aumento na produção de medicamentos, automóveis, fabricação de óleos vegetais, adubos e fertilizantes e artigos do vestuário.
O setor industrial anapolino contribui para o Valor Adicionado da indústria do Estado com 14%, ficando atrás, apenas, de Goiânia, com 16,1%. Enquanto que, no setor de serviços, a cidade contribui com 6,8% do Valor Adicionado desse segmento. Em sua totalidade, o VA da indústria de Goiás contribuiu com 27% para a composição do PIB.

Goiás teve pequena desaceleração e é o 9º PIB do País
Segundo foi divulgado pela SegplanSepin, a análise de dados do PIB mostra em Goiás uma pequena desaceleração, interrompendo uma sequencia de taxas robustas: 5,5% em 2007 e 8,0% em 2008. No ano de 2009, o crescimento ficou em apenas 0,9%. Entretanto, mesmo com a desaceleração, o Estado manteve a posição de 9º maior PIB do País, posição esta que sustenta desde o ano de 2002.
O estudo aponta que o PIB goiano de 2009 foi estimado em R$ 85,615 bilhões, representando 2% do PIB nacional.
Dentre os grandes setores de atividades econômicas naquele ano, o maior destaque ficou por conta da agropecuária que expandiu 6,8%, cuja participação foi de 14,0% no valor adicionado estadual. Em seguida a atividade de serviços, que expandiu 1,3%, cuja participação foi de 59,0% do VA total. A indústria recuou 2,7%, com peso na estrutura estadual de 27,0%.
A SegplanSepin observa que o recuo no crescimento do Produto Interno Bruto está relacionado ao fato de que 2009 “foi um ano atípico, apresentando comportamento diferenciado nas diversas atividades que compõem a economia goiana”, justificado pela crise financeira internacional que afetou todas as economias, “traduzindo em perda do dinamismo do setor industrial e dos fluxos do comércio externo”. A análise pondera que, entretanto, em Goiás os efeitos da crise foram menos acentuados, em razão do seu perfil produtivo, “voltado em grande parte para o consumo interno e também pela expressiva participação da agroindústria em sua estrutura, a qual apresentou menor sensibilidade aos impactos do acirramento da crise internacional”.

Autor(a): Claudius Brito

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