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Mulheres serão disputadas pelos partidos para saírem candidatas

Política Comentários 04 de junho de 2011

A legislação atual prevê que as chapas tenham 30% de candidatos do sexo feminino e há proposta na reforma política, de aumentar este percentual para 50%. Sem contar que número de vagas na Câmara será maior


A eleição de 2012 terá uma protagonista importante: a mulher. A legislação atual estabelece que 30% das vagas nas eleições proporcionais (vereadores e deputados) devem ser destinadas ao sexo feminino. No mês de abril último, a Comissão da Reforma Política no Senado, aprovou uma proposta pela qual o número de vagas passaria a 50%, com alternância entre um homem e uma mulher nas listas fechadas oferecidas pelos partidos, dentro do que foi, também, proposto para a mudança no sistema eleitoral.
Como ainda não se sabe se as mudanças da reforma política terão efeito para o próximo pleito, o que vale ainda é a regra atual, com 30% de vagas a serem disponibilizada pelos partidos às candidatadas. Mesmo com este percentual, os partidos têm encontrado dificuldade em conseguir número suficiente, tanto que a lei foi flexibilizada. Mas há uma cobrança maior sobre essa questão. Inclusive, a Presidente Dilma Rousseff já manifestou publicamente, em diversas ocasiões, o seu desejo de ver ampliada a participação das mulheres na política.
Vejamos o que aconteceu em 2008, última eleição para vereador em Anápolis. De 26 partidos, três não lançaram nenhum candidato. O total de candidatos lançados pelas legendas que disputaram o pleito foi de 301, segundo, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo que os do sexo masculino somaram 232 (77,1%) e as do sexo feminino, 69 (22,9%). Os partidos que mais lançaram mulheres, foram: PDT, PR e PSDB, com oito candidatas cada; em seguida vieram o PT e o PT do B, cada qual com sete candidatas lançadas. O PMDB e o PV ficaram na faixa intermediária, com quatro mulheres candidatas. O PSB e o PTB tiveram três candidaturas femininas. PHS, PPS, PRP, PSC e PTN lançaram duas. Já o DEM, PRB, PRTB, PSDC, PSL, PSOL e PSTU lançaram, cada um, uma candidata.
Há casos em que os partidos apresentaram mais mulheres do que homem. Foi o que aconteceu com PV, onde a relação foi quatro por um. O PHS teve um candidato masculino e duas candidatas. E houve caso em que os partidos chegaram a constituir chapas com 50% de candidatas mulheres e às vezes até ultrapassando um pouco esse índice. O PDT teve 14 candidatos homens e oito mulheres; o PR lançou 16 homens e oito mulheres; o PSDB 17 homens e oito mulheres; o PT, 12 homens e sete mulheres e o PTN quatro homens e duas mulheres.
Foram eleitas, neste mesmo pleito, dentre 15 vereadores, 12 homens e três mulheres: Dinamélia Rabelo, do PT; Gina Tronconi, do PPS e Miriam Garcia, do PSDB. À exceção do PPS, que montou uma chapa com 19 homens e duas mulheres. As duas outras legendas apostaram e se deram bem com o investimento nas candidaturas femininas.

Legislativo
A bancada feminina na Câmara Municipal, hoje, representa apenas um quinto da atual legislatura. Mas já houve um avanço e, se realmente a lei for tomada ao pé da letra e o quantitativo de mulheres participando das eleições, realmente, aumentar, é bem provável que essa representação venha a crescer. No entanto, não está sendo e não será, na eleição que se aproxima, uma tarefa fácil para os partidos arregimentarem um bom número de candidatas, considerando, ainda, o fato de que na próxima eleição, o número de candidatos vai aumentar, já que as vagas no Poder Legislativo vão subir de 15 para 23. Por isso, os partidos já estão em franca movimentação com o objetivo de aumentarem os seus quadros de filiados e, principalmente, atrair as mulheres que no passado eram quase que alijadas do processo político.

Autor(a): Claudius Brito

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