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Mulheres são os alvos preferidos pelos assaltantes nas ruas

Violência Comentários 13 de fevereiro de 2015

Ataques são praticados, quase sempre, com o emprego de motocicletas


Se, de um lado verificou-se uma leve diminuição nos casos de furtos e roubos a estabelecimentos comerciais, principalmente devido às providências adotadas pelos comerciantes que instalaram equipamentos de segurança e contrataram vigilância particular, de outro as ocorrências de assaltos à mão armada, praticados, preferencialmente, contra mulheres, registraram uma significativa elevação nos últimos dias em Anápolis. Há algumas semanas havia um número considerável de anotações sobre ataques a postos de combustíveis. Esta incidência diminuiu, pelo menos nos livros de ocorrências do plantão policial.
O aumento do número de assaltos a mulheres é preocupante, tendo em vista a vulnerabilidade a que elas ficam relegadas. Muitas saem de casa ainda escuro, com destino ao trabalho, e são atacadas. Outras sofrem a ação dos bandidos nos pontos de ônibus e, até, quando trafegam pelas ruas, inclusive no centro da Cidade.
Somente para exemplificar, esta semana Cristiele Ribeiro da Silva estava em um ponto de ônibus no Bairro São João, por volta de cinco e meia da manhã. Ela esperava o coletivo para ir ao trabalho, quando foi interceptada por um assaltante pilotando uma motocicleta de cor preta. Ficou sem a bolsa, documentos, uma pequena quantidade em dinheiro e, até, as chaves de sua casa. Resignada, ela afirmou que vai continuar esperando a condução no mesmo local e, na mesma hora, embora saiba que poderá ser assaltada de novo. “Não tenho saída, preciso trabalhar”, disse resignada.
Outros casos
O Plantão Policial registrou, ainda, o caso de Sandra Maria da Cunha, que, às dez e meia da manhã trafegava pela Avenida Belo Horizonte, Vila Nossa Senhora D’Abadia, quando foi abordada por um assaltante em uma moto de cor vermelha. O desfecho foi o mesmo: ficou sem a bolsa; o telefone celular; o dinheiro que conduzia, documentos e cartões de banco. Foi orientada a registrar a ocorrência no Plantão.
Ainda, esta semana, Bárbara Maria Cardoso, que trafegava pela Vila Santa Maria de Nazareth foi cercada por um bandido que estava em uma moto vermelha e que lhe deu voz de assalto. Armado com uma pistola, o marginal não teve dificuldades em tomar-lhe uma mochila com um note book; telefone celular, documentos e o dinheiro que havia na carteira.
Foi registrado, ainda, o roubo sofrido por Ana Paula de Morais e sua irmã, Milena. As duas estavam em um ponto de ônibus na Avenida Universitária, às oito e meia da noite, quando apareceram dois bandidos armados com facas. Eles levaram os celulares, o dinheiro e os documentos das duas.
Outra vítima de assaltante em via pública foi Maria de Fátima Costa. Ela vinha com seu veículo Hyundai pela Rua Professora Zenaide Campos Roriz, Bairro Jundiaí e parou a fim de atender o celular que estava tocando. Nisto, se aproximaram dois elementos e a abordaram, dando voz de assalto. Maria foi obrigada a descer do veículo e entregar as chaves para a dupla. Além do carro, ficou sem bolsa; celular; pertences pessoais, dinheiro e documentos.
Já, Maria Aparecida Mendonça escapou de um assalto de forma inusitada, com um golpe de sorte e valendo-se de um ardil. Ela estava em um ponto de ônibus no Bairro Itamaraty IV Etapa, em frente à sua casa, às oito e meia da noite, quando dois bandidos chegaram em uma moto. Anunciaram o roubo, utilizando armas de fogo. Desesperada, ela começou a gritar para a filha, mandando que esta soltasse os cachorros. Apavorados, os assaltantes fugiram.
A incidência de roubos contra mulheres foi explicada por um experiente policial como “de baixo risco” tendo em vista que elas, dificilmente, reagem ou gritam. Ele disse mais que se trata de um fenômeno social. “Elas têm de tocar suas vidas, ir à escola, ao trabalho e, nem sempre, têm uma companhia, uma proteção. Ficam entregues à própria sorte”. Mesmo assim, o policial recomenda a essas senhoras e senhoritas que evitem locais ermos, não deem atenção a estranhos e não conduzam altas somas em dinheiro ou joias valiosas quando estiverem desacompanhadas. O policial disse mais que não se deve reagir, pois “os assaltantes não têm nada a perder e podem causar um mal maior”. Outra recomendação é que elas registrem as ocorrências para que a polícia possa traçar estratégias de combate a este tipo de crime a partir dos locais onde eles são praticados.

Autor(a): Da Redação

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