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Mulheres conquistam seu espaço no canteiro de obras

Geral Comentários 14 de setembro de 2012

As mulheres estão marcando presença em vários canteiros de obras. Além de ser uma solução para a falta de mão de obra, elas dão show na execução das tarefas realizadas


Quem disse que construção não é lugar para mulher está totalmente errado. Hoje em dia elas não são mais vistas pelo mercado como um sexo frágil e despreparado para certos tipos de trabalho, ao contrário, muitas construtoras, por exemplo, estão encontrando na força do trabalho feminino uma opção de mão de obra capacitada, detalhista e zelosa, principalmente para desenvolver tarefas em setores de acabamento, como azulejistas, rejuntadeiras, serventes e limpeza final para entrega de obras. Além da qualidade, ao apostar nas mulheres, as empresas estão solucionando um problema real deste segmento, o de falta de mão de obra, que não consegue acompanhar o crescimento do setor.
Segundo o Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-GO), das 1.504 pessoas cadastradas em seu banco de talentos, 722 são mulheres, ou seja, 48%. Grande parte dessas mulheres veio da área de serviços domésticos, muitas ganhando apenas um salário mínimo e ainda aceitando péssimas condições de trabalho, sem estabilidade e carteira assinada. Essa nova colocação no mercado significa uma oportunidade de melhorar de vida, pois trabalhando na construção civil, elas conseguem melhores salários, de R$ 900 a R$ 1.500, oportunidade de qualificação, crescimento profissional, carteira assinada e vagas, visto que o setor é o que mais emprega em todo Brasil. Outro ponto positivo é que, diferente de outros setores que se importam com escolaridade e experiência das candidatas, na construção civil esses aspectos não são vistos como empecilho. Algumas empresas investem no treinamento e capacitação da mão de obra feminina.
Em Anápolis, quase todas as construtoras já tiveram a experiência de contratar mulheres para trabalhar em suas obras. Atualmente quem mais concentra essa mão de obra em seus canteiros é a Engecom Construtora e Incorporadora. Segundo o presidente da empresa, Arnaldo Pina, há cerca de três anos eles começaram a contratar mulheres e não pararam mais. A construtora tem duas obras em execução e 20 mulheres trabalhando nesses empreendimentos. Arnaldo revela que as funcionárias são mais detalhistas, eficientes, cuidadosas e pontuais. “Para elas sempre há vagas na empresa, só temos alcançado bons motivos para contratá-las, hoje não temos mais mulheres em nosso quadro por falta de mão de obra aqui na cidade”.
Camila Fabrícia da Silva está na construção civil há dois anos, e atualmente exerce a função de servente na Engecom. Ela conta que antes, trabalhava em casa como dona de casa, não tinha rendimento e nenhuma experiência profissional. Foi na construção civil que ela encontrou a primeira oportunidade de trabalho. Quem levou Camila para essa área foi seu marido, que já está na construção civil há mais tempo. “Como nunca tinha trabalhado antes, meu marido me convenceu que trabalhando como servente eu aprenderia rápido o serviço e ganharia mais do que como diarista, por exemplo. E ele tinha razão”, explica.
Hoje, Camila tem orgulho da sua profissão, “gosto muito do meu trabalho e não me sinto constrangida”. Tudo isso porque encontrou valorização no ramo da construção civil. A servente é um exemplo de muitas mulheres que sabem que essa função pode ser apenas o ponta-pé inicial da carreira. “Antes queria fazer pedagogia, mas, ultimamente tenho olhado cursos na área da construção, quero me especializar”. E não há qualquer impedimento para que elas sejam futuras eletricistas, encanadoras, mestre de obras ou engenheiras, cujo salário, em média, é de R$ 8 mil.

A Engecom
A Engecom Construtora e Incorporadora foi fundada em 1986 pelos engenheiros Arnaldo Jayme de Pena e Cláudio Cavalvanti Gianni Pluglisi. O início de suas atividades foi focado nas obras comerciais, industriais e públicas. Em 1996 a empresa voltou a sua visão para o mercado imobiliário, especialmente na construção de condomínios verticais pluri habitacionais. Ao longo desses anos a Engecom já entregou à cidade de Anápolis cinco empreendimentos: Torre Macedônia I e II, Rio Jordão, Jerusalém e Damasco, o que equivale a cerca de 250 mil metros quadrados de obras concluídas e aproximadamente R$ 220 milhões de investimentos. Outros dois projetos estão em fase de construção no Bairro Jundiaí, Rio Giom e Rio Pisom.
Nos últimos anos a Engecom manteve uma média de 15% de crescimento ao ano. Isso é resultado do posicionamento da empresa que busca constantemente acompanhar a evolução dos processos construtivos e a tecnologia voltada à Construção Civil, apostando na atualização de seus colaboradores e parceiros, característica que também faz com que os empreendimentos da construtora estejam dentro das tendências dos mercados mais exigentes.

Autor(a): Da Redação

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