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Mulher de baixa renda sofre com cobrança indevida

Geral Comentários 06 de junho de 2014

A intimação que elarecebeu era uma das suas maiores preocupações. Além disso, ela vive em situação desesperadora sem energia e comida em casa


Os problemas que a diarista Adriana Rosa de Jesus enfrenta ultimamente parecem não ter fim. Com desespero, ela mostrou ao CONTEXTO a falta de estrutura que tem em casa, com energia cortada e despensa vazia, as dificuldades de criar um dos filhos que é deficiente, e, seus próprios problemas de saúde. Mas, o que mais a preocupava era um intimação que havia recebido da Delegacia da Receita Federal de Anápolis referente a uma suposta dívida de cerca de dois mil reais.
“Chego a pensar que fui esquecida por Deus”, disse, chorando, ao mostrar os papéis da dívida com a empresa de energia e da Receita Federal. O barraco em que vive com três filhos, sendo um deles deficiente auditivo, é muito mais que humilde, pode-se dizer. Sua situação é precária: a casa não tem portas, não existem camas para todos e a despensa está vazia. Nos últimos dias ela tem sobrevivido com a ajuda dos vizinhos. “De vez em quando, aparece uma diária pra mim e as coisas melhoram um pouco. Nossa única renda é a aposentadoria do meu filho que é deficiente. Mesmo assim, os gastos com medicamentos e transporte para levá-lo às consultas comprometem quase todo o dinheiro”, contou. Adriana não pode trabalhar formalmente, pois perderia a ajuda que recebe do Governo (um salário mínimo) para cuidar do filho doente.
As lágrimas não cessavam enquanto ela continuava falando sobre suas preocupações, a maior delas, uma intimação que recebeu da Receita Federal em Anápolis. Segundo Adriana, ela procurou o órgão e constatou que tinha uma dívida em seu nome de mais de dois mil reais. A dívida seria uma multa, referente a uma declaração de imposto de renda no valor de pouco mais de 28 mil reais declarados na cidade de Paulo Afonso, na Bahia. “Eu nunca estive nesse lugar. Jamais saí de Goiás. Não faço ideia que dinheiro é esse. Olha minha situação, se eu tivesse 28 mil reais para declarar não estaria aqui desse jeito”, garantiu.
O CONTEXTO procurou a Delegacia da Receita Federal de Anápolis para buscar orientações sobre o caso de Adriana. E, de acordo com o auditor e supervisor do Programa de Imposto de Renda, Adonílio Leite Pereira, na verdade, a divida não existe. Trata-se de uma forma de se investigarem quadrilhas, de todo o País, que têm feito declarações de imposto de renda falsas, com nome de vítimas como Adriana, para receberem a restituição.
“Para este tipo de caso não é necessário advogado. Basta a pessoa que recebeu a intimação comparecer à Receita Federal. Ela vai nos dizer se aquela declaração é dela mesmo. Se não for, esta pessoa recebe um formulário e o assina, garantindo que não foi ela quem fez aquela declaração. Dessa forma, a Receita Federal não faz o pagamento da restituição e a Polícia Federal tem mais pistas para desarticular essas quadrilhas”, explicou Adonílio Leite Pereira. Segundo ele, é importante que as pessoas que tenham recebido intimações como a de Adriana compareçam ao órgão para garantir se não existe nenhuma quadrilha fazendo declarações com o seu nome. O processo é simples e rápido.
Entretanto, Adriana continua com os demais problemas. Ela precisa de doações para conseguir pagar as contas de energia em atraso e, principalmente, alimentos. Para ajudá-la, entre em contato no telefone 9186 7442 ou no endereço Avenida Ipiranga Quadra 06 Lote 40, Bairro Santa Cecília (saída para Nerópolis).

Autor(a): Wanessa Mereb

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