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Mulher com diabetes e com problema renais pede ajuda

Saúde Comentários 10 de maro de 2016

Ela luta desde os 11 anos contra o diabetes, que evoluiu para um quadro de insuficiência renal crônica. A paciente precisa de um transplante de rins


Desde os 11 anos de idade, Fernanda Coutinho Ribas é portadora de diabetes, doença que acomete cerca de nove milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. E, a vida Fernanda poderia ser como a de muitas pessoas, que conseguem conviver bem com a doença (diabetes), não fosse o fato de a mesma ter evoluído para um quadro de insuficiência renal crônica, o que a tornou frequentadora de sessões de hemodiálise e da fila de pacientes que aguardam um transplante de rim.
Hoje, perto de completar 34 anos, Fernanda Ribas tem uma filha de 12 anos de idade, perdeu o marido recentemente e mora com a mãe, de 74 anos, aposentada, com a qual divide as despesas da casa. Na verdade, Fernanda pouco tem contribuído com estas despesas, pois grande parte do que percebe do benefício do Auxílio Saúde, no valor de um salário mínimo (R$ 880,00), fica na farmácia. Para manter o equilíbrio da saúde, ela precisa tomar cinco remédios que controlam o diabetes; para manter a qualidade do sangue; para o coração e para o fígado, em decorrência dessa quantidade de medicamentos que tem de ingerir.
Desde 2012, Fernanda Ribas está em tratamento de Diálise Peritoneal, técnica de tratamento em que um cateter é implantado no abdômen do paciente. No final do ano passado, ao fazer um exame de Cintilografia de Perfusão Miocárdica descobriu uma anomalia no funcionamento do coração.
Numa rotina que envolve exames médicos, sessões de diálise, cuidados com a filha e com a mãe, Fernanda Ribas tem de ir todo mês ao Hospital das Clínicas, em São Paulo. A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, tem bancado o custo das passagens aéreas (a dela e a de um acompanhante, conforme orientação médica). Mas, as despesas de deslocamento e de alimentação, ela tem custear. Mais sacrifício no já combalido orçamento.
Agora no mês de abril, Fernanda vai passar por uma bateria de exames. Por conta do problema no coração, ela foi retirada momentaneamente da fila de transplantes de rins. Se a avaliação médica for positiva e ela puder fazer o transplante, volta para a fila e terá de torcer para encontrar um doador compatível.
Fernanda relata que passa por dificuldade e, por isso, decidiu que o seu caso se tornasse público para que, quem quiser, possa de alguma forma ajudá-la a vencer esta batalha que, diga-se de passagem, não é fácil. Ainda mais, pela dificuldade que é vencer os obstáculos da burocracia que envolve o setor de saúde e, para uma pessoa que está debilitada.
“Espero que alguém me ajude. Qualquer ajuda será muito bem vinda”, reforça Fernanda Ribas. Para os interessados, ela deixou dois telefones: o pessoal (9155-9830) e o da mãe (9278-0868).

Autor(a): Claudius Brito

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