(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Muitos desafios ainda para serem enfrentados

Infraestrutura Comentários 30 de julho de 2015

Anápolis carece, ainda, de muitos investimentos para minimizar gargalos como o trânsito, a infraestrutura urbana e as condições de atração de novos empreendimentos


Ao completar 108 anos, Anápolis respira ares de progresso. Foi uma trajetória difícil, até que o Município pudesse se firmar economicamente. Mas, é inegável que o crescimento aconteceu de forma acelerada de 2000 para cá, com a implantação da Universidade Estadual de Goiás; do Porto Seco, do Polo Farmacêutico e da indústria automobilística. Além do que, a Cidade deixou para trás, também, um período de muitas turbulências na política, o que acabava trazendo entraves ao seu desenvolvimento.


Hoje, a pujança de Anápolis pode ser observada de diversas maneiras: no número crescente de construções de prédios de apartamentos; no número de veículos em circulação pelas ruas; no crescimento do comércio varejista e a vinda de lojas de “grifes”; na qualidade de vida com a melhoria da infraestrutura urbana (asfalto, parques, praças e outros equipamentos públicos).


Entretanto, nem tudo são flores. Como não nasceu planejada, a Cidade sofre com alguns problemas “crônicos”. Um deles é a questão do trânsito e da mobilidade urbana. Só para se ter uma ideia, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), no mês de maio último, a frota de veículos emplacados em Anápolis chegou a 242.985 unidades, entre carros de passeio, motos, caminhões, ônibus e outros. É muito carro e, em sua maioria, as ruas e avenidas têm caixas estreitas. Na região central, é preciso ter paciência para se encontrarem vagas de estacionamento. Com isso, as empresas privadas proliferaram. Mas, ainda assim, há déficit grande de vagas. E, o problema não se resume a isso. A área azul, o estacionamento rotativo que é controlado pela Prefeitura, opera de forma precária, devido à falta de uma melhor fiscalização.


Anápolis, também, carece de ampliar a extensão de ciclovias. Hoje, praticamente, só há uma delas utilizada com mais regularidade, que é a da Avenida Brasil Sul.


O transporte de massas, que funcionava bem, passa por um momento de dificuldade, em função da licitação para a renovação da concessão. Por conta da incerteza gerada em torno do processo, os investimentos diminuíram.


O Plano de Mobilidade Urbana começou a sair do papel com a construção de dois viadutos no perímetro urbano - na Avenida Universitária e na Brasil, embora muita gente questione a eficácia dos mesmos para a melhoria do trânsito nas respectivas regiões onde foram implantados. E há mais, pelo menos, dois outros viadutos para serem edificados, também na Avenida Brasil - na parte Sul.


 


Acessibilidade


Ainda, na questão da mobilidade, Anápolis não oferece boas condições para a locomoção das pessoas com deficiência. A começar pelas calçadas, que são irregulares e não possuem pisos adequados. Outras são muito estreitas.


Há, também, muito desrespeito dos motoristas, nas vagas de estacionamento destinadas a deficientes e idosos. A Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) já regulamentou, a sinalização existente nos locais. Mas falta, também, fiscalização para punir quem usa de forma irregular essas vagas.


 


Redes pluviais


Outro grande gargalo da Cidade é com relação às redes de captação de águas pluviais. Muitas tubulações, sobretudo, na região central, já estão deterioradas com a ação do tempo e, volta e meia surgem, da noite para o dia, enormes crateras no meio do asfalto. A SANEAGO projeta fazer a troca da rede no centro, mas, certamente, enfrentará problemas enormes devido à questão do trânsito.


Também com relação aos investimentos já feitos pela estatal, a população ainda sofre com a constante falta de água, principalmente, nos bairros localizados m regiões mais altas. E há, ainda, uma discussão sobre a necessidade de o Município ter um lago para reservar água. A empresa diz não ser necessário, porque a vazão no Ribeirão Piancó é boa. Contudo, é uma dúvida que paira no ar.


 


Economia


No campo da economia, os gargalos são, principalmente, a falta de áreas para a expansão industrial e a falta de energia elétrica em quantidade e qualidade para atender à demanda. O Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA) foi criado em 1976 e, hoje, conta com cerca de 150 plantas instaladas. Já não há mais, praticamente, áreas disponíveis além de algumas que estão sendo retomadas por uma série de fatores. Cogita-se a criação de um novo distrito e, quem sabe, um distrito gerido pelo próprio Município.


Anápolis, também, aguarda o término de projetos estruturantes importantes, como o Aeroporto de Cargas, a Plataforma Logística e o início efetivo das operações da Ferrovia Norte-Sul, para dar uma nova dinâmica ao seu crescimento.

Autor(a): Claudius Brito

Clique aqui para ler a página em formato PDF


Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Infraestrutura

Secretaria fiscaliza queda brusca de vazão no Ribeirão Piancó

28/09/2017

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos está encaminha...

Drenagem urbana é um grande desafio para a gestão pública

28/09/2017

Durante encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), ocorrido na noite da última qu...

Plano para recuperar estradas

14/09/2017

Para dar garantias de que, no período chuvoso, as estradas vicinais estarão em boas condições de escoamento da produção...

Antigas erosões são combatidas em vários setores

31/08/2017

Enquanto vários projetos estão aguardando a aprovação junto ao governo federal, a Prefeitura de Anápolis, com recursos p...