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Muita confusão marca o início das obras do viaduto no trevo do DAIA

Infraestrutura Comentários 01 de junho de 2013

Rotas alternativas e desvios deverão ser melhor sinalizados a partir dos próximos dias, para minimizar os impactos no trânsito da região


Obra aguardada há vários anos, o viaduto na BR-060, que dá acesso ao trevo do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), começou com muita confusão gerada pela falta de informação sobre os desvios e rotas alternativas para os motoristas que tiveram de passar pela região. Longos congestionamentos se formaram, principalmente, no trecho da rodovia situado após a Universidade estadual de Goiás (UEG) e o início do trevo, onde o tráfego foi “afunilado”, tomando sentido único para quem se desloca no sentido Anápolis-Goiânia.
O tumultuo foi tão grande que, na última terça-feira,28, que foi convocada uma reunião de emergência na sede do Porto Seco Centro-Oeste, com representantes do Consórcio SETAAJL (empresa responsável pela obra); do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT); Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT); da empresa de transporte coletivo TCA; da Polícia Rodoviária Federal (PRF); além de empresários e trabalhadores do Daia.
O Superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, abriu a reunião fazendo a leitura de um e-mail, entre vários que recebeu de empresários e trabalhadores do polo industrial, registrando problemas ocorridos em função da obra do viaduto. A principal reclamação foi a falta de sinalização nos desvios, ausência de policiamento e, ainda, relatos de imprudência de motoristas que, para cortar caminho, estavam usando o canteiro central da rodovia para fazer conversão na pista. Ele ressaltou a importância de reunir todas as partes interessadas para a busca de soluções aos problemas ocasionados com a obra que, conforme enfatizou, é de extrema necessidade.
De acordo com a inspetora Alessandra, da PRF, foi feita uma verificação junto com o DNIT, para apontar os locais mais críticos e onde havia necessidade de intervenções. Porém, ela reconheceu que a sinalização estava realmente deficiente, o que acabou acarretando toda a confusão, principalmente, na segunda e na terça-feira última, já que os motoristas foram surpreendidos com as mudanças. Ela argumentou também que a PRF esteve presente no local para orientar, mas, como só há duas viaturas e uma é responsável pela cobertura de uma área de 290 quilômetros na jurisdição, somente uma ficou disponível durante o dia todo.
O empresário Manoel Meirelles, da empresa Cartonagem Anapolina, reclamou o fato de não haver um projeto alternativo para o tráfego no entorno da obra do viaduto. O que, segundo ele, tem levado as empresas do Daia a passar por transtornos, em relação à chegada e saída dos seus funcionários. A reclamação foi endossada por representantes de alguns laboratórios farmacêuticos, com a argumentação de que as rotas alternativas e desvios não têm, ainda, condições adequadas para o tráfego de caminhões e carretas que circulam diariamente pelo local. O presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares, apontou que diariamente, os laboratórios têm perdas estimadas de R$ 12 mil só com relação a horas paradas, calculadas sobre salários e encargos, sem contar, os prejuízos nas linhas produção, quando há atrasos para troca de turno.
O supervisor do DNIT, José Olímpio Maia Neto, garantiu que a partir desta semana, toda a sinalização na BR será reforçada. O mesmo será feito pela Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), dentro do perímetro urbano, para indicar as rotas alternativas. Por exemplo, os motoristas podem utilizar a saída para Goiânia pela Avenida Brasil ou pela Avenida Pedro Ludovico, evitando pegar a rodovia pelo trevo do viaduto “Miguel Moreira Braga”.
O engenheiro do consórcio SetaAJL, Carlos Eduardo Silva, reforçou outra ação realizada para minimizar os impactos da obra. A rotatória implantada na altura do prédio da Polícia Civil é um exemplo. Ela será utilizada, conforme disse, somente para quem deixar o Daia em direção a Goiânia. Este ponto é crítico, pois coincide com as duas pistas de rolamento, sendo necessária a colocação de redutores de velocidade neste ponto. O principal gargalo é bem na entrada do Distrito, onde será necessária uma intervenção para permitir que os veículos possam adentrar o local utilizando uma via que fica próxima da empresa Gabardo.
Durante a reunião, foi ainda discutida a liberação de um pontilhão que fica próximo à UEG, para que os veículos possam fazer o retorno sair numa avenida que vai até o fundo do Residencial Sunflower. Depois é só pegar a Avenida Brasil e seguir em direção ao trevo, evitando a rodovia BR 060. Também está sendo utilizada uma rota alternativa na pista do Contorno do Daia, que sai das proximidades da empresa Caoa e vai até a Churrascaria Catarinense, passando pelas proximidades do Clube Recreativo. Essa pista, entretanto, não é asfaltada, mas está sendo molhada com carros-pipa cedidos pela Prefeitura.
O que mais chamou a atenção durante a reunião foi o fato de uma obra de tamanha envergadura, não ter um planejamento antecipado para o tráfego na região do viaduto e, inclusive, foi confirmado pelo representante do Consórcio SETAAJL, que não há previsão orçamentária, dentro do valor que foi licitado (mais de R$ 24 milhões), para a implantação dos desvios. E, conforme os relatos dos empresários, o que está sendo feito é o que se convencionou chamar de “puxadinho”, para tentar resolver os problemas.

Autor(a): Claudius Brito

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