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MP faz prisões em Anápolis de acusados de fraudes em licitações

Geral Comentários 30 de novembro de 2015

Segundo o Ministério Público, grupo com empresa de Anápolis teria agido em três cidades realizando fraudes em licitações públicas


Quatro pessoas, sendo três delas da mesma família e um parente de segundo grau, foram presas em cumprimento a mandatos expedidos pelo Judiciário ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Goiás, na chamada Operação Banquete, deflagrada na última quarta-feira,25, em Anápolis.
Os integrantes do Gaeco, numa entrevista coletiva à imprensa, na sede do MPGO, em Goiânia, detalharam que apuração do MP teve início em julho deste ano, a partir de informação repassada à instituição pela Comissão de Licitação de Rio Verde. A comissão desconfiou de algumas coincidências de sobrenomes de sócios e endereços de empresas que se habilitaram para o pregão de aquisição dos gêneros alimentícios. Diante da suspeita, a questão foi levada ao conhecimento do Ministério Público. Com a confirmação da tentativa de fraude, o procedimento licitatório no município acabou anulado.
De acordo com o Gaeco, as fraudes vinham sendo feitas desde 2011 e, até o que se apurou, o prejuízo ao erário chega a R$ 500 mil e pode ser que o valor aumente consideravelmente, uma vez que as investigações ainda continuam para se saber se há mais pessoas envolvidas e também se outros municípios foram também vítimas nos golpes aplicados pelo grupo. Além de Rio Verde, foram também detectadas fraudes nos municípios de Caldas Novas e Cocalzinho de Goiás.
A suposta quadrilha trabalhava com a venda de produtos alimentícios. E, apesar de ter sua base em Anápolis, não houve nenhuma fraude detectada no Município. Os procuradores do MPGO também não apontaram envolvimento de nenhum agente público nas irregularidades descobertas.
Segundo o promotor Walter Otsuka, que faz parte do Gaeco, a ação do grupo se concentrava em fraudar licitações, através de empresas que estavam em nome das pessoas envolvidas e também empresas em nomes de laranjas. E o que acabou chamando a atenção da Comissão de Licitação de Rio Verde foi justamente este fato da ligação de empresas a pessoas com o mesmo sobrenome e, ainda, o fato de que as propostas apresentadas eram muito parecidas, seja em relação aos produtos, preços e até a formatação dos documentos que eram encaminhados.
O MPGO não divulgou, oficialmente, o nome das pessoas e empresas envolvidas no esquema, para não atrapalhar as investigações que ainda serão feitas. A operação, contou com o apoio da Polícia Militar, envolvendo o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária; três mandados de condução coercitiva (pessoas que foram chamadas para depor e depois foram liberadas) e 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Anápolis.

Autor(a): Da Redação

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