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Movimento em Defesa pretende levar 10 mil goianos a Brasília

Geral Comentários 13 de novembro de 2015

O objetivo é buscar apoio social e político para que o governo federal mantenha o mesmo orçamento para o SUS


Interrupção de serviços importantes como de vacinação, exames de atenção básica, consultas especializadas, procedimentos de oncologia e até mesmo o desabastecimento de medicamentos. Essas são algumas das consequências do corte de recursos da União para a Saúde, previsto no orçamento para 2016. Para mobilizar a população no objetivo de impedir que esses cortes aconteçam, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás lançou, na manhã desta quarta-feira (11/11), o movimento “Todos pela Saúde, em Defesa do SUS”. Representantes de entidades de classes assinaram o documento aderindo ao movimento.


Com o movimento, a intenção é buscar apoio para levar cerca de 10 mil pessoas a Brasília no dia 1º de dezembro, data de abertura da 15ª Conferência Nacional de Saúde e quando será realizada a marcha em Defesa da Saúde do Brasil, da Saúde do Povo Brasileiro, da Democracia e do SUS. “Assumimos o compromisso de mobilizar toda a população do Estado para a marcha. Não é um movimento de entidades ligadas à Saúde, mas de toda a população que é quem será a mais prejudicada”, destacou o secretário Leonardo Vilela.


 Segundo Venerando Lemes, presidente do Conselho Estadual de Saúde, Goiás coordenará a marcha em Defesa do SUS. "Não seremos coadjuvantes nesse evento nacional", diz. Mauro Rubem, representante da Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT-GO), lembrou que com esse cenário é preciso criar um círculo virtuoso com a sociedade, “mobilizando inclusive aquela senhora que está na fila de uma consulta para ir a Brasília no dia 1º”.


 


Corte


Segundo documento entregue pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), o déficit orçamentário da Saúde passou de R$ 3,8 bilhões, em 2014, para R$ 5,9 bilhões, em 2015, e a previsão para 2016 é de R$ 16,6 bilhões. Para Vilela, cortar ainda mais a receita da Saúde é um absurdo. “Se isso acontecer, vamos viver uma situação caótica a curto prazo. A cada ano a União destina menos recursos para a Saúde  e o financiamento tem pesado mais nos ombros dos municípios e também dos Estados. Chegamos a um ponto insustentável”, diz.


 O secretário ainda lembra que cabe ao Governo Federal remanejar esses recursos, conseguindo novas fontes de receitas. É o que também pensa o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Aldair Novato Silva. “Precisamos ir atrás desses recursos porque eles existem e estão sendo mal aproveitados", diz.


 Segundo o promotor Érico de Pina, “a falta de financiamento leva à judicialização da Saúde e isso levará o caos ao setor”. Mesma opinião tem Venerando Lemes ao dizer que a situação do financiamento do SUS atualmente é gravíssima. O deputado Gustavo Sebba lembrou que não se faz Saúde Pública sem dinheiro. “Se não está bom agora, imagina com uma redução de R$ 16 bilhões em 2016. Não podemos pagar essa conta com a vida dos brasileiros”, ressaltou.


 


De acordo com Ivanilde Batista, representante do Sindicato dos Trabalhadores no Sistema Único de Saúde (SindSaúde), “O SUS é uma luta de todo cidadão brasileiro. Nós do SindSaúde defendemos os seus princípios. As consequências desses cortes na Saúde serão drásticas: camponeses, comunidades rurais, populações ribeirinhas e indígenas serão muito prejudicados porque poderão não ser atendidos pelo Programa Mais Médicos”. As saídas, segundo Ivanilde, são a implementação da PEC 29, que prevê a destinação de 25% dos royalties do petróleo para a Saúde, defesa da taxação das grandes fortunas e apoio ao projeto da CPMF para que os recursos sejam destinados à Saúde.


Aderiram ao movimento o Conselho Estadual de Saúde (CES/GO), Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems/GO), Central Única dos Trabalhadores (CUT/GO), Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO), Associação dos Hospitais de Alta Complexidade (AHPACEG) e Associação dos Hospitais do Estado de Goiás do Estado de Goiás (AHEG).

Autor(a): Da Redação

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