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Movimento é alvo de polêmica na Câmara Municipal

Geral Comentários 26 de agosto de 2015

Ato vai acontecer neste domingo, em Anápolis. No site da Associação Parada do Orgulho Gay, não há confirmação do evento


Anápolis é reconhecida, nacionalmente, pela religiosidade de seu povo. Tanto é que, no carnaval, a maior movimentação que ocorre na Cidade, fica por conta dos grandes eventos realizados, principalmente, pelas igrejas Católica e Protestante. Não é de se estranhar, portanto, que um evento como a Parada Gay seja objeto de polêmica.


E foi, justamente, o que ocorreu na Câmara Municipal, durante a última semana, onde vários Vereadores, embora reconhecendo o direito legítimo que as pessoas têm de manifestarem sobre a sua sexualidade, fizeram ressalvas ao evento que está marcado para este domingo, 24, com concentração a partir do meio dia, na Praça do Ancião.


O vereador Wederson Lopes (PSC), que é pastor evangélico, criticou o fato de o evento contar com patrocínio de verbas públicas, no caso, por meio do Ministério da Saúde e do Governo do Estado. Conforme observou, já foi divulgado pela organização da parada, que a “marcha” contará com trios elétricos, quatro DJs e a presença de Go Go Boys e Go Go Girls, que fazem danças sensuais e eróticas. Em sua opinião, o evento, ao contrário, deveria ser pontuado por palestras, ações culturais e educativas.


A Vereadora Mirian Garcia (PSDB), comungou com a exposição de Wederson Lopes e observou que o problema maior em relação à Parada Gay, não é o movimento em si, mas a exposição desnecessária que algumas pessoas fazem do corpo, em plena luz do dia. Para a vereadora Geli Sanches (PT), é constrangedor para as mães que estão nas ruas com os filhos, depararem com cenas, muitas das vezes, impróprias.


O Vereador Wilmar Silvestre (PT), outro pastor evangélico, está propondo que a população boicote o movimento. A bancada religiosa da Câmara Municipal, também fez coro para que a Prefeitura não financie a parada, nos moldes como ela é realizada. O presidente da Casa, Vereador Lisieux José Borges (PT), acredita que o movimento poderia ocorrer fora da Cidade, como um “woodstock”, num referência ao famoso festival de rock dos anos 70, onde o movimento hippie da época pregava paz, amor e liberdade do corpo.


 


Antecedentes


Os reclames dos parlamentares foram motivados, principalmente, pelos antecedentes ocorridos em eventos passados, onde pessoas praticamente nuas saíram em desfile. Algumas delas, inclusive, chegavam a simular a realização de atos sexuais nas ruas, à luz do dia. E, ainda, alguns relatos de violência.


As paradas gays ocorrem em diversas cidades brasileiras e o objetivo, segundo os seus idealizadores, é lutar contra o preconceito e a discriminação em relação à orientação sexual das pessoas. 

Autor(a): Claudius Brito

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