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Morte do médico ainda é um mistério

Justiça Comentários 05 de junho de 2009

Após quase um ano do brutal assassinato do médico Ilion Fleury Júnior, a polícia tenta desvendar as circunstâncias, os autores e possíveis mandantes. A lista dos investigados é longa


No próximo dia 11, completa-se um ano que Anápolis perdeu um dos mais conhecidos profissionais da área médica nos últimos tempos, crime que chocou a comunidade e teve ampla repercussão na mídia goiana. Ilion Fleury Júnior foi morto a tiros quando saía do trabalho na Santa Casa de Misericórdia, logo no início da noite. A tragédia enlutou a família e um vasto círculo de amigos e pacientes.
Desde aquela data, a polícia vem investigando o crime. Na última quarta-feira, 3, o delegado titular do 3º Distrito Policial, Glaysson Charles Rezende Reis, responsável pelo caso, falou ao CONTEXTO sobre a apuração dos fatos. Segundo ele, hoje o inquérito tem quase 500 páginas, com mais de 80 pessoas ouvidas. Além disso, ele informou que vários suspeitos foram identificados, alguns deles descartados e outros continuam sendo monitorados (os detalhes não foram revelados). “Enfim, realmente é um caso complexo, um caso de difícil elucidação, por conta do número de pessoas envolvidas e, até, pelo próprio comportamento da vítima. Então, nós temos nos desdobrado. E agora, não é que a gente tenha que esperar contar com o acaso. Mas nós temos que contar com o tempo para que esse caso seja elucidado”, ressaltou o delegado.
Questionado se nas linhas de investigação adotadas, a tese de crime passional - como chegou a ser noticiado pela mídia - estaria hoje mais fortalecida pelo trabalho de investigação já realizado, Glaysson Reis disse: “Não tenha dúvida. O crime passional hoje ocupa como hipótese de investigação grande parte do nosso tempo”.
Com relação à maior dificuldade que a polícia estaria enfrentando para concluir o inquérito, o delegado pontuou: “O grande problema é que deve ter muito cuidado para que não sejam envolvidas pessoas que nada têm a ver com o crime, mas que tinham envolvimento com o doutor Ilion (Fleury). Ou seja, eu poderia muito bem ir à imprensa e colocar que fulano é suspeito, outro fulano é suspeito e começar a intimar as pessoas. Mas, tenho certeza, que estaria causando um problema de proporções incomensuráveis, por que são famílias constituídas. Então, isso causa dificuldade, diferentemente de outros crimes aonde você começa uma investigação e tem uma pista, você vai nesta pista até que ela acabe. Neste, é preciso ter muito cuidado, pois de todas as pessoas que podem ser suspeitas, 99 por cento não teriam, a princípio, qualquer envolvimento. Então, a Polícia Civil está tendo muito critério para que a gente não venha causar um transtorno ainda maior”, justificou.
O delegado Glaysson Reis adiantou que na lista de pessoas suspeitas, e que estão sendo monitoradas, há inclusive um profissional médico. Entretanto, observou que há muitos envolvidos e tudo vem sendo apurado com critério, não havendo, dessa forma, uma previsão de quando o inquérito poderia ser concluído. “Tanto pode surgir um fato que contribua para amanhã elucidarmos o caso, como pode demorar mais algum tempo, infelizmente”, ponderou.
Quanto à forma com que o crime ocorreu, o delgado sublinhou que não houve maiores problemas. Duas testemunhas viram os vultos das pessoas que estavam próximas ao carro do médico quando houve os disparos. Na época, Ilion Fleury foi rapidamente socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O velório e o sepultamento contaram com um grande número de pessoas. Ilion Fleury era um dos profissionais mais conceituados em sua área. Especialista em pneumologia, atendia pacientes na Santa Casa, no Hospital Evangélico Goiano e era diretor da Unidade Oncológica “Dr. Mauá Cavalcante Sávio”. Era ainda membro do Conselho de Medicina do Estado de Goiás.

Autor(a): Cláudius Brito

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