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Modalidade ganha popularidade e praticamente extingue o uso dos talões de cheques

Economia Comentários 04 de julho de 2014

Mas é preciso estar atento. A ferramenta pode apresentar riscos de endividamento para o consumidor


O hábito de usar o cartão de crédito na hora das compras tem crescido entre os brasileiros, principalmente na hora de parcelar. Estatísticas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil mostram que 80% da população prefere esta modalidade de pagamento. Em Anápolis não é diferente. Os cartões magnéticos estão fazendo desaparecer as folhas de cheque do mercado.
De acordo com o sócio-proprietário de umas das maiores redes de supermercado da Cidade, Givaldo Ribeiro Batista Júnior, o cartão de crédito trouxe praticidade para a população. Além disso, também, poupa as pessoas de alguns constrangimentos como o de realizar cadastros para a aprovação de crédito. “Antigamente, o volume de cheques no supermercado era enorme. Hoje é bem pequeno. Mas, a primeira opção dos nossos clientes é o pagamento em dinheiro”, falou.
Segundo ele, a rede de supermercados recebe, mensalmente, uma média de 210 mil compradores. Nas três unidades, 52% das compras são pagas em dinheiro, 45% com cartão de crédito e 3% com cheque. Há cinco anos, o número de pessoas que utilizavam o cartão de crédito para pagar era de, apenas, 20%.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis, Reinaldo Del Fiaco o uso do cartão de crédito tem suas vantagens e desvantagens. Do lado positivo está a segurança e o aumento no valor agregado para o comerciante e, para o consumidor, a possibilidade da compra imediata sem ter a necessidade de passar pela aprovação nos bancos de dados do SPC e Serasa. Do negativo, os comerciantes precisam pagar mensalidade para as bandeiras e operadoras de cartões de crédito e os consumidores podem se endividar ao perder o controle dos gastos e usar o crédito rotativo - pagamento mínimo - que contém juros absurdos de, até, 200% ao ano. “O crédito é bom, mas é preciso saber usá-lo. Ou você cria uma bola de neve que só vai aumentando”, disse.
Mas, segundo Del Fiaco, é possível comprar na notinha em Anápolis. “Ainda se vê muito esse hábito bairrista de se comprar a prazo na notinha no açougue, no mercadinho ou na lojinha perto da sua casa”, afirmou. Para ele, o uso do cartão de crédito aumentou com a vinda de grandes lojas de rede, que não aceitam esse tipo de negociação.

Os benefícios do cartão
As pesquisas realizadas pelo SPC Brasil revelam as vantagens do cartão de crédito. Dentre elas, a segurança: o cartão substitui o dinheiro quando realizado o pagamento em débito automático e pode ser facilmente cancelado se roubado ou perdido; a facilidade de se poder adquirir um produto com prazo ou em diversas parcelas; e as milhagens - pontos somados que podem ser revertidos em prêmios, descontos e promoções.

O estudo revela, ainda, que homens e mulheres veem o uso do cartão de crédito de forma diferente. Para o sexo masculino, a vantagem está na segurança. E, para o sexo feminino, o benefício é comprar mais e dividir em mais vezes o pagamento.
Além disso, o cartão pode ser um aliado dos consumidores no controle do orçamento pessoal. Concentrar os gastos em uma única data de fatura e poder visualizar a partir do extrato para onde o dinheiro está indo é um facilitador de tempo e planejamento. A ferramenta não é um grande vilão, ao contrário do que muitos pensam, depende da forma como é utilizado.

Meu Bolso Feliz
O site do SPC Brasil pode ajudar a pessoas que estejam endividadas e/ou com dificuldades na hora de se organizarem para pagarem as contas. O programa Meu Bolso Feliz é um simulador que realiza cálculos para o internauta do quanto ele consegue economizar de juros caso opte por substituir a dívida do rotativo por um empréstimo pessoal consignado, com taxas mais baratas.
O site, também, oferece outros serviços de simulação de compras, investimentos, previdências e poupança, com mecanismos para orientar e acompanhar a vida financeira das pessoas nas mais diversas situações - de uma simples compra no supermercado até o planejamento da própria aposentadoria. As consultorias são individualizadas e fornecidas pelos economistas e educadores do SPC Brasil.

Autor(a): Wanessa Mereb

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