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Mobilização em prol da doação de medula

Saúde Comentários 02 de fevereiro de 2017

Nesta sexta (03) e no sábado (04), haverá um ato para receber doações para crianças que estão em tratamento com diagnóstico de leucemia


Rafaela, 11 meses, e Henrique, 3 anos. Crianças pequenas que já enfrentam problemas de gente grande. Aos sete meses, Rafaela Figueiredo Silva, foi diagnosticada com leucemia mielóide aguda 5, um tipo mais agressivo da doença. Desde então, encara a dura rotina do tratamento. No momento está em Goiânia passando por sessões de quimioterapia. “É um tratamento muito difícil e, às vezes, ela fica muito debilitada”, relata o pai da pequena, Rubens Rafael Silva.
Também enfrentando sessões de quimioterapia, só que cidade paulista de Barretos – referência em tratamento de câncer – está Henrique Oliveira Noleto. A descoberta da leucemia foi quando o menino tinha 1 ano e 9 meses. Ele passou por um tratamento que apontou a remissão da doença, mas há um mês a leucemia voltou, de forma mais agressiva. “Agora começamos uma nova etapa. O estado dele é estável, mas é um tratamento de altos e baixos. Temos que ter paciência e fé em Deus”, afirmou o pai da criança, Diego Luiz Noleto de Souza. Ambos só obterão a cura por meio do transplante de medula óssea.
A história dos pequenos anapolinos comoveu a cidade e mobilizou a internet, por isso, nessa sexta-feira, 3, e no sábado, 4, no Jaiara Shopping, acontece uma grande campanha para conscientizar a doação de medula óssea que conta com o apoio da Prefeitura de Anápolis. A unidade móvel do Hemocentro estará no local das 9 às 12 horas e das 13 às 17 horas. Para ser doador é preciso ter entre 18 e 55 anos; levar um documento com foto; não ter doença infecciosa ou incapacitante; e não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. O voluntário à doação irá assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), preencher uma ficha com informações pessoais e será retirada uma pequena quantidade de sangue (5ml).
O sangue coletado será analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados das crianças e também de outros pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade.
Transplante
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. O fator que mais dificulta a realização do procedimento é a falta de doador compatível, já que as chances de o paciente encontrar um doador compatível são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média.
Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras – para 75% dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis (haploidênticos).
A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de 24 horas. A medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e o procedimento leva em torno de 90 minutos. A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.
Nos primeiros três dias após a doação, pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana após a doação.
Há outro método de doação chamado coleta por aférese. Neste caso, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco (células mais importantes para o transplante de medula óssea) circulantes no seu sangue. Após esse período, a pessoa faz a doação por meio de uma máquina de aférese, que colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários para o paciente. Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia. A decisão sobre o método de doação mais adequado é exclusiva dos médicos assistentes, tanto do paciente quanto do doador, e será avaliada em cada caso. (Fonte: Secom com informações do site do Instituto Nacional do Câncer- Inca)

Autor(a): Da Redação

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