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Mistério na morte de publicitária anapolina

Violência Comentários 27 de setembro de 2009

A Polícia de Goiânia confirmou, na noite de ontem, 24, o encontro do corpo da publicitária anapolina Pollyana Arruda Borges


A Polícia de Goiânia está em busca de pistas que possam ajudar na elucidação da morte da publicitária Pollyana Arruda Borges, 26 anos, natural de Anápolis e que morava na Capital do Estado. Seu corpo foi encontrado crivado de balas e despido, em um matagal, às margens de um pequeno córrego, no setor Humaitá, Goiânia. Pollyana havia saído de casa na quarta-feira, 22, com destino ao campus da Universidade Católica de Goiás, onde deveria proferir uma palestra aos alunos do curso de Publicidade, mas lá não chegou. O carro de Pollyana, um Prisma GM de cor preta, foi encontrado no Residencial Caraíbas, também em Goiânia, parcialmente queimado. Em seu interior estavam objetos pessoais e pertences da vítima, inclusive documentos, bolsa e um note-book. Não havia registro de furto do veículo. De acordo com a Polícia, quem encontrou o cadáver foi um morador da região, que estava procurando lenha. Desde o desaparecimento de Pollyana, a Polícia vinha trabalhando a hipótese de sequestro, motivo pelo qual manteve sigilo absoluto. Familiares de Pollyana estiveram no local e fizeram o reconhecimento do corpo.

Quem era
Pollyana Arruda Borges era filha do empresário Sérgio Borges, proprietário de uma academia de natação em Anápolis. Ela estava casada, desde abril deste ano, com o também publicitário Thiago Leopoldino de Paula, sócio da agência Inédita Propaganda.
A investigação do crime está sendo conduzida pela Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) e pela Delegacia de Homicídios de Goiânia. Existem várias vertentes apontando para a motivação do crime. Segundo policiais mais experientes, as maiores possibilidades são de crime passional, vingança ou sequestro mal conduzido. “Mas, nenhuma hipótese pode ser descartada”, disse um dos delegados. O corpo de Pollyana foi periciado no IML de Goiânia e liberado para sepultamento em Anápolis. O laudo apontando as circunstâncias materiais do crime fica pronto na semana que vem. Ele vai indicar, dentre outras coisas, quantos tiros atingiram a vítima, se ela sofreu agressão sexual, o horário aproximado do assassinato e se o fato aconteceu onde o corpo foi encontrado ou em outro local da cidade. Centenas de pessoas compareceram aos funerais de Pollyana Borges em Anápolis, devido ao largo conhecimento de sua família na cidade. Nenhum parente quis falar sobre o assunto, por conta, principalmente, do trauma que o crime provocou entre eles.

Autor(a): Nilton Pereira

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