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Mistério do mau cheiro é desvendado

Meio Ambiente Comentários 20 de setembro de 2009

Há mais de uma semana, os anapolinos estavam sendo incomodado por um mau cheiro no ar. As reclamações surgiram de vários pontos da cidade e a central da boataria tratou de levantar as possíveis causas


Há vários dias, moradores de vários bairros e do centro de Anápolis, vinham sendo incomodados por um estranho mau cheiro no ar. Sem uma confirmação do que realmente se tratava, logo os boatos correram à cidade, dando conta de que o mau cheiro era proveniente de problemas na rede ou na estação de tratamento de esgoto do município. Além disso, surgiram denúncias de criadouros clandestinos de porcos que, possivelmente, seriam a causa do odor.
Além disso, a central da boataria levantou suspeitas sobre curtumes, poluição dos mananciais de água, problemas no Aterro Sanitário. Enfim, foram levantadas uma série de causas, porém sem nenhuma explicação razoável ou comprovação técnica. O escritório regional da Saneago descartou a possibilidade de haver qualquer problema seja nos sistemas de água e esgoto. Inclusive, chegou-se a cogitar que a fedentia seria em função de lançamentos clandestinos. O que depois foi também descartado.
O mistério chegou ao final na última quinta-feira,17. A Diretoria de Meio Ambiente, havia deflagrado diligências em diversos pontos da cidade para descobrir o foco do odor, deparou-se com um confinamento com seis mil cabeças de gado, numa propriedade denominada Estância JR, que fica após o Cemitério Memorial, na estrada que dá acesso ao distrito de Joanápolis.
O diretor de Meio Ambiente, Luiz Henrique Fonseca Ribeiro, explicou ao CONTEXTO que a situação encontrada no local foi a seguinte: o estrume do gado não recebia qualquer tipo de manejo, ficando, portanto, em grande quantidade e a céu aberto. A chuva que havia caído alguns dias atrás, contribuiu para o agravamento. E os ventos se encarregaram de espalhar o fedor. Tanto é – afirmou o técnico – que geralmente o mau cheiro era mais forte na parte da manhã ou no final da tarde.
De acordo com Luiz Henrique, o problema foi detectado, inclusive, com apoio de imagens de satélite. Um técnico foi designado para ir à propriedade para aplicação do manejo. Ele observa que várias providências poderiam ser adotadas. Uma delas, poderia ser a venda do estrume. Cada caçamba renderia em torno de R$ 300 e o proprietário, além de auferir alguma renda, ainda estaria livre da dor de cabeça.
Com base nas informações dos técnicos que foram ao local, a diretoria do Meio Ambiente irá fazer o relatório circunstanciado, para que, de acordo com a lei ambiental, no dispositivo que trata da transmissão de odores, aplicar a multa cabível. Nestes casos, o proprietário pode recorrer.

Autor(a): Claudius Brito

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